31 dezembro 2011

sejamos nós próprios as mãos de Deus


Passou mais um ano, de modo acelerado e com muitos tempos e contratempos. Ao olhar o passado vemos muita coisa feita e realizada (seja ela boa ou menos boa), mas o que vemos ao olhar o futuro? Uns dizem que os dias serão muito “negros”. A palavra “sacrifício” está na ordem do dia. Eu sei, e todos sabemos, que os dias serão difíceis, mas desde o momento original de toda a criação, quando é que não existiram tempos difíceis? Eu, ao olhar este futuro, recuso-me a olhar simplesmente o péssimo, mas a ser mais optimista. Um optimista bem presente na realidade que vai ser vivida e enraizado no coração de Deus.

Que seria de mim sem a sua presença constante e amiga? Porque não, ouvirmos mais a Palavra de Deus e deixar que ela ilumine os nossos afazeres do dia a dia? Porque não, pôr em prática as palavras que Jesus nos deu? Porque não, autorizarmos que o nosso coração seja transformado e moldado por Deus?

Na unidade de esforços e gestos de amor, a humanidade supera as suas maiores dificuldades. Algumas vezes o Apóstolo S. Paulo utiliza a palavra: “suportai-vos”. Neste novo ano que se inicia (que alguns agoiram como sendo o último) tentemos ser o “suporte” nos momentos e nos tempos partilhados. Tentemos ser humildes nas nossas conversas e nos nossos atos. Sejamos como os pastores de Belém que contaram a notícia do nascimento de Jesus e se alegraram por encontrar Deus nas suas vidas. Na vida de cada um e dentro da realidade que nos cerca e nos envolve, sejamos nós próprios as mãos de Deus!

Pe Ângelo, diretor do SDM

30 dezembro 2011

Votos de D. Manuel Felício para 2012

Bispo da Guarda deseja fortalecimento do tecido social

O bispo da Guarda deseja que, no próximo ano, haja em Portugal o “fortalecimento do tecido social” e que a sua Diocese seja “cada vez mais comunidade de fé”.

“Para a Diocese formulo que sejamos cada vez mais comunidade de fé, apostada em seguir os caminhos de Jesus Cristo para serviço da comunidade humana. E, se formos comunidade humana e de fé fortemente apostados em seguir os caminhos de Jesus Cristo, com a novidade do estilo de vida que ele levou, e que ele nos propõe, que tem as marcas da sobriedade, da solidariedade, da defesa de valores fundamentais como os da família, nós vamos progredir como Diocese e prestar o melhor serviço à comunidade humana”, afirmou D. Manuel Felício ao Jornal A Guarda.

Quanto à comunidade em geral, para o ano de 2012, desejou: “Queria que houvesse cada vez uma maior aproximação dos líderes e dos que são liderados, no sentido de, com projectos comuns, podermos avançar um fortalecimento do tecido social, que está muito rompido como todos nós vemos. E, na medida em que fortalecemos esse tecido social, nós vamos dar novas razões de esperança à nossa comunidade e às pessoas em geral, que é o que lhes falta, neste momento”.

Entretanto, numa altura em que está em discussão a rede de Maternidades, e o possível encerramento de duas das três Maternidades da Beira Interior (Guarda, Covilhã e Castelo Branco) o prelado Diocesano disse ao Jornal A Guarda que deseja que o serviço continue na cidade mais alta do País. “Eu desejaria que ela ficasse na Guarda, mas não quero substituir a responsabilidade daqueles que estão à frente destes três centros, onde incluo um quarto, que é Viseu, que pertence também à nossa área”, declarou. Acrescentou dizendo que “gostava de ver os responsáveis destas unidades a dialogarem entre si, e a porem em comum projectos e a verem como é que se podem distribuir por estas distintas unidades os diferentes serviços, para termos serviços de qualidade e acessíveis a todos”. “Ainda não vi que esse diálogo tenha sido feito e tenho perguntado várias vezes por ele. Não sou técnico, gostaria que ela [Maternidade] ficasse na Guarda. Não sei se essa é a melhor solução técnica. Aos técnicos peço que reflictam sobre isso, comuniquem à tutela e que a tutela, com responsabilidade, decida”, referiu.

Na opinião de D. Manuel Felício, que falava ao Jornal A Guarda na sexta-feira, dia 23 de Dezembro, no dia em que visitou os reclusos do Estabelecimento Prisional da Guarda, antes da decisão sobre o futuro dos blocos de partos ocorre um “processo longo” que envolve “consulta às unidades técnicas, às populações e responsáveis pelas populações”.

Já sobre a mensagem que deixou aos reclusos da Cadeia da Guarda, afirmou: “Se este tempo for oportunidade para eles recuperarem o entusiasmo, se formarem para o reencontro com a vida social, podem ter aqui a oportunidade de relançar a sua própria vida para serviço à comunidade”.

in Diocese da Guarda

21 dezembro 2011

novo SITE da Diocese da Guarda


Nova página da Diocese. clique em cima da imagem e entre num mundo, que pretende ser de cara renovada, pelo menos...

17 dezembro 2011

IV Semana do Advento

HONESTIDADE

Pai Santo, nós vos damos graças

porque iluminastes o mundo por meio de Jesus Cristo:

concedei-nos a sua luz todos os dias da nossa vida.

Orientai-nos e fortalecei-nos com o vosso Espírito,

para que vivamos sempre segundo o Evangelho

que nos convida ser honestos

e a dizer “sim” a Deus, como Maria.

Ámen.

10 dezembro 2011

III Semana do Advento

JUSTIÇA

Pai Santo, nós vos damos graças

porque iluminastes o mundo por meio de Jesus Cristo:

concedei-nos a sua luz todos os dias da nossa vida.

Orientai-nos e fortalecei-nos com o vosso Espírito,

para que vivamos sempre segundo o Evangelho

que nos convida a ser justos

e a dar testemunho da luz que é Jesus.

Ámen.

03 dezembro 2011

II Semana do Advento

RETIDÃO

Pai Santo, nós vos damos graças

porque iluminastes o mundo por meio de Jesus Cristo:

concedei-nos a sua luz todos os dias da nossa vida.

Orientai-nos e fortalecei-nos com o vosso Espírito,

para que vivamos sempre segundo o Evangelho

que nos diz para sermos rectos

e prepararmos o caminho do Senhor.

Ámen.

26 novembro 2011

I Semana do Advento

SOLIDARIEDADE

Pai Santo,
Nós vos damos graças

porque iluminastes o mundo por meio de Jesus Cristo:

concedei-nos a sua luz todos os dias da nossa vida.

Orientai-nos e fortalecei-nos com o vosso Espírito,

para que vivamos sempre segundo o Evangelho

que nos diz para vigiarmos e sermos solidários.

Ámen.

12 outubro 2011

DIA DO VOLUNTÁRIO NACIONAL 2011

“Voluntariado: compromete-te com o Mundo pelo qual todos somos responsáveis” é o tema do XII Dia do Voluntário Missionário que se realiza a 15 de Outubro, em Lisboa, organizado pela FEC, Projecto SABI – Associação NAVEGAR e GASTagus.
Voluntários recém-chegados, antigos voluntários, futuros voluntários, assistentes espirituais, responsáveis dos grupos e todos os interessados pelo voluntariado são convidados a participar neste Dia de encontro, partilha, convívio e reflexão que tem lugar na Paróquia do Parque das Nações.

De manhã será feita uma reflexão sobre o compromisso do voluntariado, com a presença de vários testemunhos, e à tarde os participantes irão desvendar os desafios do voluntariado em cada etapa da gincana que tem lugar nos jardins do Parque das Nações.
O vencedor do Festival da Canção 1995, Tó Cruz, vai estar presente na manhã deste Dia para cantar o Hino ao Voluntário, música integrada no CD Cantáki que reúne temas sobre a Missão.
Nos últimos anos cerca de 4000 jovens e adultos participaram em projectos de voluntariado missionário em países em desenvolvimento. Educação, Pastoral, Saúde, Animação Sócio‐Cultural, Construção de Infra‐estruturas, Agricultura e Apoio Social são algumas das áreas em que os voluntários trabalharam, dedicando o seu tempo e conhecimento a diferentes grupos: crianças, idosos, professores, entre outros.
Programa do dia:
10h00 – Acolhimento
10h30 – Testemunhos de voluntariado
11h10 – “O compromisso após os projectos de voluntariado”, Pe Hugo Gonçalves
11h45 – Hino ao Voluntariado Missionário, Tó Cruz, Vencedor do Festival da Canção 2005
12h10 – Apresentação da Agenda 2011/2012 – “Alimentação – Um Direito Sem Fronteiras”
12h30 – Almoço partilhado (cada pessoa leva algo para partilhar)
14h00 – Gincana sobre o tema do voluntariado – jardins do parque das nações
17h00 – Eucaristia, celebrada pelo Pe Tony Neves

19 setembro 2011

Conclusões das Jornadas Missionárias 2011

Voluntariado e Missão” foi o tema desenvolvido pelas Jornadas Missionárias 2011. Realizaram-se em Fátima de 16 a 18 de setembro, no Convívio de S. Agostinho, com a participação de cerca de 400 pessoas.

O tema foi motivado pelo Ano Europeu do Voluntariado e inspirado pela Carta Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa sobre o voluntariado. As linhas de força do voluntariado social, pastoral e missionário foram aprofundadas por meio de conferências, experiências de vida e celebrações litúrgicas.

Constatamos que, ao longo da história da humanidade e da Igreja, a maioria dos serviços, associações e causas têm funcionado e ainda funcionam graças ao serviço dedicado, voluntário e anónimo dum número incontável de pessoas. Nos últimos 20 anos, em Portugal, começaram a surgir organizações cujo único objetivo é promover, formar e enviar voluntários, de curta ou longa duração, para uma Missão específica. Na Igreja, é a Fundação Fé e Cooperação (FEC) que coordena a plataforma do voluntariado missionário.

Sintetizamos a partilha e a reflexão destas Jornadas num decálogo do voluntariado missionário.

SER VOLUNTÁRIO É

  1. Encontrar na Fé e identidade com Cristo a verdadeira motivação para fazer voluntariado, perto ou longe, na Igreja ou na sociedade.
  2. Continuar a Missão de Jesus, por meio do próprio testemunho e coerência de vida, contribuindo assim para a construção do Reino de Deus no mundo.
  3. Exercer a cidadania, baseada na corresponsabilidade pelo bem comum e universal.
  4. Fazer a diferença profética, num mundo centrado no bem pessoal, no lucro e na exploração do outro e da natureza.
  5. Viver numa atitude de abertura aos desafios do mundo, mais do que procurar ações e experiências pontuais.
  6. Ter uma nova consciência social, motivada pelo amor ao próximo e não pela necessidade de resolver os próprios problemas.
  7. Viver em formação permanente e específica para melhor poder servir com qualidade e sustentabilidade.
  8. Criar relações de vizinhança, fundadas no respeito e na solidariedade entre irmãos, iguais na dignidade, mas diferentes nas necessidades.
  9. Aprender a trabalhar em equipa e em rede, criando comunhão e promovendo solidariedade local e global.
  10. Acreditar que quem quer partilhar a vida e o seu tempo gratuitamente sempre arranja maneira, pois é dando que se recebe; mas quem vive para si mesmo sempre arranja desculpas.

Os participantes pedem aos nossos governantes que promovam o voluntariado e lhe deem um enquadramento jurídico que proteja o voluntário empresarial da exploração, apoie o voluntariado de longa duração no regresso ao trabalho remunerado e incentive os jovens à prática do voluntariado como raiz de mudança social.

As próximas Jornadas Missionárias serão em Fátima, de 14 a 16 de setembro de 2012.

16 agosto 2011

PROGRAMA DAS JORNADAS MISSIONÁRIAS 2011

Dia 16 (Sexta-Feira)

17.00h Acolhimento – Igreja Santíssima Trindade – (cripta) Convívio Santo Agostinho – Fátima

19.00h EUCARISTIA – Igreja Santíssima Trindade – Capela Morte de Jesus

20.00h Jantar

21.30h Voluntariado e nova consciência social

Pe. Lino da Silva Maia – Presidente da CNIS / Director do Sec. Dioc. Pastoral Social e Caritativa

Dia 17 (Sábado)

09.00h Oração da manhã

09.30h Voluntariado e desafios de cidadania

Representante do Ano Europeu do Voluntariado (AEV) – Dra Fernanda Freitas

11.00h Painel: Voluntariado social

Vários convidados

13.00h Almoço

15.00h Voluntariado com Missão

Dra Ana Patrícia Fonseca - FEC

17.00h Painel: Voluntariado Pastoral

Vários convidados

19.00h EUCARISTIA

20.00h Jantar

21.00h Convívio missionário

Dia 18 (Domingo)

09.00h Oração da manhã

09.30h Painel: Voluntariado Missionário (experiências)

Diversos convidados

11.00h EUCARISTIA – Conclusões

13.00h Almoço

24 julho 2011

Renovação e programação

Em carta enviada ao Secretariado Diocesano das Missões, o bispo da Guarda, D. Manuel da Rocha Felício, pede para serem indicadas as acções que este mesmo Secretariado irá realizar no próximo ano pastoral 2011/2012. Enquanto Director do SDM, irei tentar proceder à constituição de uma nova equipa para este Secretariado, de modo a delinear e criar projectos para o próximo ano. Durante o mês de Agosto serão feitos alguns contactos, os quais, espero, serem bem aceites. Assim, durante o mesmo mês, serão traçados os objectivos a serem seguidos no próximo ano.
Juntos, unidos na Missão.

Pe Ângelo Martins

14 julho 2011

Novo Diretor Nacional das OMP


O padre António Manuel Batista Lopes é o novo diretor nacional das Obras Missionárias Pontifícias (OMP), organismo da Igreja Católica para a animação e cooperação missionária, revelou à Agência ECCLESIA o secretário da Conferência Episcopal Portuguesa.

A nomeação do religioso pertencente aos missionários do Verbo Divino foi promulgada esta terça-feira por decreto da Santa Sé assinado pelo prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, o arcebispo italiano Fernando Filoni, refere a nota enviada pelo padre Manuel Morujão.

O missionário natural da Aldeia da Ponte, diocese da Guarda, foi ordenado padre em 1986, tendo partido para o Togo, onde dirigiu o Centro Bíblico de Lomé, capital daquele país africano, após ter estudado Sagrada Escritura em Paris.

De regresso a Portugal viveu em Tortosendo, seguindo depois para Guimarães, onde foi superior da comunidade durante três anos e assumiu a responsabilidade da paróquia de São Cristóvão de Selho, perto da cidade.

A ação do religioso estende-se também aos cadernos bíblicos que a congregação do Verbo Divino tem publicado em conjunto com a arquidiocese de Braga, bem como ao jornal “Contacto svd”.

O novo diretor sucede ao padre Manuel Durães Barbosa, da congregação dos Missionários do Espírito Santo, que chegou ao termo do seu segundo mandato.

As OMP geram nos católicos o “espírito de fraternidade universal e missionário”, “socorrem as mais diversas necessidades de ajuda material e espiritual de todos os povos” e “promovem uma eficaz colecta para o bem de todas as missões”, explica o site da instituição.

in Agência Ecclesia

30 maio 2011

CURSO DE MISSIONOLOGIA 2011

Vem aí o Curso de Missiologia 2011.

Data: 23 a 27 de Agosto de 2011

Local: Missionários da Consolata – Fátima

Inscrição: 20,00 €

Data limite das inscrições: 19 de Agosto (não deixe para a última hora)

O Curso de Missiologia é um curso de formação que visa a formação e qualificação do cristão, na perspectiva da dimensão evangelizadora e missionária da Igreja. Está estruturado de forma bienal e decorre sempre na última semana de Agosto de cada ano. Nasceu por iniciativa dos Institutos Missionários Ad Gentes (IMAG), com apoio das Obras Missionárias Pontifícias (OMP).

Para SABER TUDO sobre o CM2011 - objectivos, programa, temas e conteúdos, docentes, destinatários -, siga este link, que dá para o Blog do Curso: http://cursodemissiologia.blogspot.com Ali está disponível também o folheto, em formato PDF, para Download, com todas as informações. Além disso, encontra o formulário para a INSCRIÇÃO online, se preferir, que deve preencher com os dados que lhe são solicitados.

Qualquer dúvida, entrar em contacto com o Secretariado do Curso, usando este email ou os outros contactos que estão no folheto.

Favor divulgar o Curso.

Saudações missionárias!


Secretariado do Curso de Missiologia


Nota 1: Tendo em conta que muitos dos que querem fazer o CM vão também participar nas Jornada Mundiais da Juventude (JMJ2011- Madrid), a equipa do CM resolveu adiar o início do curso para a terça-feira, 23 de Agosto, e não a 22 como era suposto ser. Deste modo abre-se a possibilidade de que os que participam nas JMJ2011 possam participar também, a seguir, no CM desde o seu inicio.

Nota 2: Encontrámos um erro na versão impressa do Folheto do Curso de Missiologia. Por duas vezes aparece a data correta: 23 a 27 de Agosto mas, onde diz "Informações úteis", aparece a data de 28 de Agosto como término do Curso. O correto é dia 27. Pelo facto, pedimos desculpa.

No folheto que enviamos em anexo, assim como no que está online, para ‘baixar’, - http://www.box.net/shared/ftyojkxhoz já procedemos à correção. No folheto impresso, enviado para os Institutos, etc, é que já não é possível mudar. Ainda assim, quem o recebeu para divulgação, antes de o entregarem a alguém, favor fazer a correção ou avisem a pessoa que o recebe sobre a data correta.

02 abril 2011

Faleceu o Pe Tó Maria

O "bem-disposto", amado e crente Pe Tó Maria Partiu para a casa do Pai no dia 1 de Abril de 2011. Nasceu a 2 de Maio de 1960. Frequentou os Seminários do Fundão e Guarda e foi ordenado sacerdote a 15 de Outubro de 1985. Foi Director do Secretariado Diocesano das Missões durante vários anos. Um Amigo de todos quantos lhe pediam assistência. Fica a saudade e a nossa oração fraterna. A Celebração das suas Exéquias está marcada paras as 17h de Domingo, dia 3 de Abril, na Igreja Paroquial de S. Miguel, Guarda-Gare, seguindo o seu corpo para o cemitério da localidade.

COMUNICADO DA DIOCESE DA GUARDA
A Diocese da Guarda e o seu Bispo cumprem o doloroso dever de comunicar o falecimento do Reverendo Padre António Maria Nunes Branco Prado.
A surpresa do acontecido é tanto maior quanto, na véspera do acidente que o levou à morte, o Padre António Maria participou com os colegas de arciprestado num trabalho pastoral conjunto que se prolongou até à refeição do jantar.
Ontem, dia 31 de Março, pelas 20H30, foi transportado, em estado de coma, de Pinhel para o Hospital Distrital da Guarda e de imediato transferido, de helicóptero, para os Hospitais da Universidade de Coimbra.
Acabamos de receber a triste notícia do seu falecimento, quando são 17H00 do dia 1 de Abril.
Neste momento de luto e dor para a Diocese, para o nosso Presbitério e em particular para os seus familiares, cumpre-nos reconhecer os relevantes serviços prestados à Igreja e à Sociedade pelo Padre António Maria. Exerceu o seu Ministério Sacerdotal na Guarda, no Fundão, no Rochoso e recentemente como Pároco de Pinhel.
Era uma figura socialmente muito considerada não só pelo seu desempenho como Sacerdote no interior da vida da Igreja, mas também pelos relevantes serviços prestados à sociedade, sobretudo através dos Bombeiros Voluntários, dos quais era Assistente Eclesiástico Distrital.
Deixa muitos amigos, em vários quadrantes da vida social, pois era uma pessoa de muitas relações e com quem dava gosto conviver.
À sua Família, às Paróquias que serviu, ao Presbitério Diocesano da Guarda e aos muitos amigos que nesta hora choram a sua inesperada partida deixamos as nossas condolências, enquanto o encomenda-mos, nesta hora de profunda dor, à Misericórdia Divina.

Guarda e Paço Episcopal, 1 de Abril de 2011

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

09 março 2011

Igreja Católica continua à procura de Jesus


Lisboa, 08 Mar (Ecclesia) – A Igreja Católica oferece uma imagem de Jesus que não é “imposta” mas “tacteada”, e “só a mística, a oração e o ambiente litúrgico da fé” são “capazes de a tocar”, considera o padre e biblista José Tolentino Mendonça.

Em entrevista à ECCLESIA, o sacerdote madeirense salienta a variedade de representações cristãs existentes dentro desta procura: “A força e a autenticidade do cristianismo passam muito por uma diversidade de abordagens e perspectivas que se complementam”.

“Há linhas permanentes na diversidade do modo como o cristianismo é vivido”, o que, “antes de tudo”, se deve traduzir em “colocar Jesus no centro”, assinala o professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, acrescentando que é possível “falar de uma espiritualidade cristã, sabendo que ela é plural”.

O responsável pelo diálogo da Igreja com a cultura lembra que Jesus viveu no Oriente e que “o cristianismo é sempre uma realidade aberta”, mesmo tendo em conta o “impacto” mundial da teologia concebida na Europa.

O pensamento tradicional do Velho Continente “é muito positivista”, “racional” e “limitado”, pelo que é preciso aprender “outras modalidades de abordagem do mistério cristão”, por exemplo através da observação da “vitalidade de algumas Igrejas na Ásia” e da leitura de “teólogos do continente africano e americano”.

O poeta constata o “regresso à beleza e à estética para falar de Deus” e recorda as liturgias de África, em que as missas vão para além de uma hora de duração e onde os ritos incluem o “gesto” e a “corporeidade”, não se limitando a uma “celebração mental”.

Para Tolentino Mendonça, o diálogo cultural é uma “imensa prioridade para a Igreja”, que precisa de “tornar Jesus pertinente” para a sociedade actual: “Há o perigo de termos uma coisa extraordinária, uma boa-nova para anunciar, mas ninguém nos querer ouvir. E nós próprios perdermos a capacidade de tornar o anúncio, audível”, afirma.

“A cultura – prossegue – é o novo templo, é o novo espaço da missão, é o novo lugar do anúncio” por ser “tudo aquilo que torna a vida humana decisiva” e por constituir “o horizonte de felicidade que cada tempo procura”.

À abundância de culturas e à pluralidade de leituras sobre Cristo, acrescenta-se a particularidade de cada pessoa, que vive “uma história única no seguimento de Jesus”, motivo pelo qual a teologia tem vindo a valorizar a “biografia crente”, ou seja, “a história de vida, o capital de experiência cristã” que cada fiel constrói e transporta.

Entre os itinerários de fé a que a Igreja é chamada a dar atenção encontram-se os dos “não praticantes”, que devem ser olhados “não como um peso mas como um desafio”: “Os cristãos desactivados não deixam de ser cristãos”, diz o director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

Depois de frisar que “o discipulado é a base de toda a procura cristã” e o biblista realça que o crescimento espiritual cristão implica “luta”, “resistência” e “desprendimento”, cuja exigência deve ser entendida dentro de uma perspectiva de “ternura” e “esperança”.

Tolentino Mendonça alerta para o risco de se reduzir a crença “a uma dimensão ornamental” e “puramente sociológica”: “O cristianismo – sublinha – tem de ser fermento e vida, uma decisão e um caminho”.

in AGÊNCIA ECCLESIA

02 março 2011

Mensagem da Quaresma 2011 - Bispo da Guarda

Quaresma 2011: A Palavra de Deus fonte de renovação pessoal e comunitária

A Quaresma é tempo forte de renovação e aprofundamento da Fé. Para os que pediram o Baptismo e ainda o não receberam, ela é a fase especial­men­te importante do seu catecumanado enquanto preparação próxima para a celebração deste sacramento. Para os já baptizados é tempo de con­versão à Pessoa de Cristo e ao seu Evangelho, a fim de, com verdade, poderem renovar as promessas baptismais na Noite Pascal. A uns e a outros se aplica o que S. Paulo diz aos cristãos : “Sepultados com Cristo no Baptismo, foi também com Ele que ressus­ci­­tastes” (cfr. Col. 12,12).

Queremos, portanto, que estes 40 dias de Quaresma sejam bem aprovei­ta­dos por todos os fiéis e comunidades da Fé para refazerem o percurso do Catecumenado, próprio dos candidatos à celebração do Baptismo; Ca­te­cumenado que é de facto escola insusbstituível de Fé e de vida cristã.

A pensar nesta escola de vida, em todo o tempo quaresmal, a Igreja ofere­ce-nos com especial abundância a Palavra de Deus e convida todos os fiéis a voltarem-se para ela com redobrada intensidade.

Também vivemos esta Quaresma a partilhar uma preocupação comum a toda a Igreja em Portugal, que é o repensarmos juntos a pastoral que esta­mos a realizar, procurando descobrir novos caminhos do nosso ser Igreja no mundo de hoje. Aqui, não podemos esquecer que o objectivo de toda a acção pastoral é conduzir à relação com Cristo vivo e fonte de vida. E este encontro com Cristo vivo somos convidados a fazê-lo na dupla mesa da Palavra e da Eucaristia.

Tal como na Eucaristia, participamos na mesa da Palavra quando nos re­u­nimos na assembleia do domingo; mas precisamos de outros momen­tos complementares para fazer com que a Palavra de Deus seja realmente compreendida no sentido preciso que o texto bíblico encerra, meditada nas interpelações que ela hoje faz a cada um de nós, rezada na definição das respostas que lhe devemos dar e contemplada na pluralidade dos caminhos que ela nos abre para serviço não só das comunidades cristãs mas também da sociedade em geral. Para que isso aconteça é muito recomendável a leitura orante da Palavra de Deus, também chamada “lec­tio divina”, feita por cada um individualmente, mas também nas famílias e em grupos mais alargados, para, assim, aprendermos, na escola do único Mestre, a ser Seus discípulos. Para nós aprender a lição do nosso Mestre é memorizar o essencial da sua mensagem, mas é também e sobretudo fa­zer dela fonte inspiradora das nossas decisões e dos nossos compor­ta­mentos.

Por isso, nesta quaresma desejamos:

  • Continuar a sensibilizar as nossas comunidades paroquiais para a im­portância da Bíblia e para o lugar central que na nossa vida deve ocupar a Palavra de Deus.
  • Continuar a motivar os grupos bíblicos que já temos a funcionar e ou­­tros que possam ser constituídos para a leitura orante da Palavra de Deus, também chamada “Lectio Divina”, utilizando nomeada­men­te o livro sobre S. Mateus que ofeceremos à Diocese para cum­pri­­men­to do nosso plano pastoral, este ano.
  • Tomarmos contacto com as orientações da exortação apostólica “Verbum Domini” do Santo Padre Bento XVI, publicada na sequên­cia do Sínodo sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja, a qual foi objecto de estudo nas recentes jornadas de formação do nosso Clero.
  • Acolhermos, com generosidade, o convite à oração mais intensa assim como ao jejum e à esmola, que, em sua sabedoria secular, a Igreja de novo nos dirige, nesta Quaresma.
  • Quanto à renúncia quaresmal, este ano, atendendo à grave situação de crise social que o nosso país atravessa e se faz sentir fortemente nos nossos meios, vamos dirigi-la, em partes iguais, para o Fundo So­cial Solidário criado e dirigido pela Conferência Episcopal e para a nossa Caritas Diocesana, à qual estão continuamente a chegar, e em número crescente, casos de pessoas que nos batem à porta, a pedir bens de primeira necessidade.

Guarda, 25 de Fevereiro de 2011

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

16 fevereiro 2011

Repensar a pastoral da Igreja

D. Manuel da Rocha Felício, bispo da Guarda, deixou ao Secretariados e Movimentos, um documento acerca de "Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal". Em carta datada de 13 de Fevereiro, pede agora aos Secretariados que deixem uma reflexão até dia 4 de Março.
O SDMG deixa aqui uns tópicos de reflexão, e quem quiser dar uma achegas é só comentar.

a. Igreja em Portugal, que vês na noite da sociedade em que vives (cfr Is 21,11)? Quais são os sinais de Deus e os desafios para a tua missão? O que é que verdadeiramente precisam as pessoas de hoje, a nível espiritual e humano, e que tu podes oferecer?

b. Igreja em Portugal, que indicações ou rumores do espírito encontras hoje em ti (experiências, carismas, dinamismos existentes) a apontar-te o estilo de vida cristã e a “nova maneira de ser Igreja” adequada aos tempos de hoje? Que caminhos pastorais te assinalam os sinais e os dons do Espírito para viveres e testemunhares o Evangelho de Cristo?

09 fevereiro 2011

FEC participa no Fórum Social Mundial (FMS) 2011

Entre 6 e 11 de Fevereiro em Dakar, a CIDSE (aliança católica internacional de agências para o desenvolvimento) e parceiros vão discutir as profundas mudanças necessárias para combater a fome, as alterações climáticas e a instabilidade financeira global. A FEC (Fundação Evangelização e Culturas), membro da CIDSE, estará representada no FSM por Simão Leitão, Coordenador do Programa FEC na Guiné-Bissau. Até ao momento, segundo informação da Plataforma Portuguesa das ONGD, a FEC será a única organização para o Desenvolvimento portuguesa presente no Fórum.

“O mundo precisa de uma nova direcção, mais do que pequenos ajustes de percurso”. Este mote traz a CIDSE, organizações membro e organizações parceiras de diversas partes do mundo ao Fórum Social Mundial de 2011. O Fórum Social Mundial oferece um modelo de liderança alternativo e mais democrático, onde as pessoas estão no coração das soluções para as mudanças globais.

“ Para a FEC, enquanto ONG que trabalha no âmbito da cooperação para o desenvolvimento, é essencial participar neste movimento da sociedade global numa procura de novos modelos de desenvolvimento. Em conjunto com a Caritas Guiné-Bissau, nosso parceiro, e a CIDSE, rede europeia de ONG Católicas, vamos estar em Dakar para contribuir activamente no debate sobre as alterações climáticas, a ajuda pública ao desenvolvimento, a segurança alimentar ou ainda a agenda política pós-ODM. Acreditamos que à escala global é necessário outro tipo de liderança. O FSM “antecipa” o rosto desses líderes”, afirma a Directora Executiva Susana Réfega.

Edição 2011 do FMS

O Fórum Social Mundial retorna a África em 2011. Depois de Nairóbi (Quénia), Dakar, capital senegalesa, receberá a edição centralizada entre 6 e 11 de Fevereiro de 2011. Com enfoque na história de resistência e luta dos povos africanos, o FSM 2011 deverá encontrar a interface necessária com as lutas e as estratégias globais comuns à África, ao Sul e ao resto do mundo. Para os organizadores, o retorno do FSM à África expressa solidariedade ativa do movimento social internacional, apoio bem-vindo já que “a África corre o risco de pagar pela crise atual do capitalismo, já estando enfraquecida pelos programas de ajustes estruturais da década de 1980 e 1990”, refere a Comissão Organizadora do FMS deste ano.

O Fórum Social Mundial (FSM), concebido como uma alternativa ao Fórum Económico Mundial, oferece um poderoso antídoto para um sistema que coloca o dinheiro em vez das pessoas em primeiro lugar. Em Dakar, a FEC, vai juntar-se a milhares de pessoas de todo o mundo para traçar estratégias para alcançar políticas pro-pobres no curto prazo, e encontrar respostas para questões fundamentais para nosso futuro:

Será que estamos prontos para mudar a nossa vida e viver de forma mais sustentável? Como vamos ajudar as pessoas mais afectadas pelos impactos das mudanças climáticas? Como vamos combater a fome mundial, num cenário em que as chuvas estão cada vez mais imprevisíveis e as culturas continuam a falhar? O que deve acontecer após o prazo estabelecido para o cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio? Enquanto os orçamentos para a ajuda ao desenvolvimento continuam a ser cortados, que recursos têm os governos para financiar o desenvolvimento? O sector financeiro está à procura de formas de evitar uma nova quebra. Como pode, como principal beneficiário da globalização, contribuir para enfrentar os desafios do desenvolvimento global?

Nota ao editor:

Simão Leitão, representante da FEC no Fórum, fará um artigo de opinião sobre as temáticas abordadas no FMS, dando a todas as publicações interessadas feedback sobre o que vive, na primeira pessoa, durante a realização do FMS. Existe também disponibilidade para entrevistas e envio de artigo de opinião a partir de Dakar.

Para mais informações e solicitações contactar:

Simão Leitão / fec.guinebissau@gmail.com

Comunicação FEC

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01 fevereiro 2011

Manual de instruções para ser cristão na era do Facebook

ROMA, terça-feira, 1º de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Verdade e autenticidade são o programa e o manual de instruções que Bento XVI oferece aos cristãos presentes na internet e nas redes sociais, explica Guillaume Anselin, especialista em comunicação de marcas e instituições.

Nesta entrevista, Anselin, que já trabalhou em cargos executivos de alguns dos mais importantes grupos de mídia, como McCann Erickson, Ogilvy e Publicis, comenta com ZENIT a mensagem que o Papa enviou por ocasião do Dia Mundial das Comunicações Sociais.

ZENIT: "As novas tecnologias não mudam apenas a maneira de se comunicar, mas a própria comunicação", diz Bento XVI. Estamos diante de uma pós-cultura?

Guillaume Anselin: O Santo Padre assinalou que "criou uma nova forma de aprender e de pensar, bem como novas oportunidades para estabelecer relações e criar laços de comunhão". Isto não só se refere ao canal internet, mas a uma nova "era digital", sinal de uma nova cultura em que já entramos.

A era digital é uma sociedade de "tudo-comunicação", permanentemente conectada, que redefine a relação individual com o mundo, com os outros e a maneira de consumir ou produzir informação. Nesta era "digital", a informação circula principalmente através de "círculos sociais", com o risco de dar mais crédito ao que está mais estendido ("popularizado" pelos "amigos" reais ou virtuais) que às fontes oficiais. O perigo é, obviamente, uma visão distorcida da realidade.

Implica também a abolição das fronteiras e distâncias, uma cultura da imagem ao invés da escrita, uma sociedade "de conversação", na qual o conteúdo é o próprio objeto da conversa em grande escala.

É um fenômeno cultural inédito e recente: social, midiático, de informação imediata, que não deixa tempo para respirar, com suas comunidades de interesse e cerca de dois bilhões de pessoas online em todo o mundo. Basta lembrar que, há seis anos, Facebook, YouTube, Twitter, tão presentes em nossa vida diária, não existiam.

No caso de países de cultura midiática intensa, podemos falar efetivamente de pós-cultura, no sentido de uma mudança em direção a uma "sociedade digital".

ZENIT: "Os jovens estão experimentando essa mudança na comunicação com todas as aspirações, as contradições e a criatividade daqueles que se abrem com entusiasmo e curiosidade às novas experiências de vida", explica o Papa. Quais são os riscos e desafios disso?

Guillaume Anselin: A era digital implica, obviamente, em um salto geracional. A televisão dos nossos pais já não é a de hoje. Com o advento do "tudo multimídia", há uma forte migração do público jovem para o mundo digital (internet, celular etc.). Amanhã haverá gerações inteiras que terão conhecido desde sempre o Facebook como o principal canal de proximidade para informar-se, falar ou encontrar-se.

A internet exerce um fascínio: nela temos um meio pessoal no qual eu posso construir a identidade que eu quiser, conter-me com os outros, estar "conectado" e falar sobre o que eu quiser e com quem eu quiser. Um lugar no qual eu posso criar algo, mergulhar em universos pré-existentes, jogar, ouvir música, ver vídeos, ler...

A internet é vista como o "último mundo livre", democrático, pois permite a expressão de qualquer opinião minoritária, sem obrigações nem consequências... e em aparente segurança para quem a utiliza.

O perigo, como explica o Papa, é o a coexistência de duas identidades, uma digital (um avatar de si próprio) e outra real, assim como duas vidas paralelas: uma real e contingente e outra virtual e fácil, apesar de ser também muito real, pois ocupa uma parte importante da minha vida.

O desafio é a construção da pessoa, sua unidade de vida, e a formação da consciência, graças a uma utilização equilibrada da internet no que ela tem de melhor: um maravilhoso instrumento prático e lúdico, quando sabemos utilizá-lo. Pois encontrar uma informação na internet não significa sempre encontrar uma solução.

ZENIT: "Existe um estilo cristão de presença também no mundo digital", afirma o Papa, convidando o cristão a "dar testemunho coerente" do Evangelho na era digital. Como responder a este convite do Papa?

Guillaume Anselin: O Papa nos oferece um programa e um manual de instruções muito claro: a verdade e a autenticidade. Em questão de estratégia de comunicação, não poderia fazer uma proposta melhor! É um incentivo a comprometer-se sem ter medo e com lucidez. Podemos ficar com três aspectos importantes para o comunicador cristão:

1. Em primeiro lugar, a verdade antes de tudo, pois, em matéria de fé, nós, nós, cristãos, não temos nada melhor a oferecer em resposta a essa sede inscrita no coração dos homens. Em uma época cada vez mais saturada de informação, isso quer dizer estar presente e dar razões: fontes fiáveis da doutrina (visíveis, com uma linguagem acessível) e testemunhar com simplicidade aquilo em que cremos e a maneira como o vivemos, com os meios à nossa disposição (a informação, a narração, os vídeos, fóruns, blogs etc.).

Implica também em restabelecer um equilíbrio no ecossistema digital e dar aos jovens dois elementos essenciais: o direito de saber e de escolher. Ser cooperatores Veritatis (colaboradores da Verdade, slogan de Bento XVI, N. da R.) para anunciar o Evangelho e favorecer um encontro pessoal com Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Em outras palavras: não estar decididamente presente no continente digital é uma contraverdade. É um dever de justiça e um serviço à caridade em um mundo em aceleração, no qual frequentemente se procura apagar a dimensão espiritual e o valor da mensagem cristã.

2. Para conseguir isso, o Santo Padre nos oferece o manual de instruções: é preciso ser autêntico (...), com coerência, constância, para entrar em diálogo com o Outro. Ser o que somos, sem ceder no fundamental, com uma escuta ativa, para ser tudo para todos.

Como Bento XVI nos disse várias vezes, o estilo cristão não procura agradar, correndo o risco de desvirtuar aquilo que recebemos. Nossa comunicação é afirmação alegre, positiva... e delicada. É também coerente e social, pois se integra nas culturas da nossa época. É evangelização, para tocar os corações e as inteligências. É unidade, para apoiar todas as realidades pastorais e eclesiais.

Mas o Santo Padre nos alerta também sobre a tentação do "tudo digital", pois as tecnologias devem permitir a aproximação de uma prática de fé, vivida em nossas comunidades cristãs, na Igreja.

3. A verdade, por último, merece uma nova atitude. Por este motivo, Bento XVI conclui convidando-nos a uma "criatividade responsável" e a um sentido de "escrupuloso profissionalismo". São necessárias habilidades particulares, pois a internet exige hoje uma atitude totalmente profissional e meios adequados. Temos de construir as catedrais do saber, os átrios e as ágoras do continente digital... formados por avenidas e praças, mas também por cantos nos quais as pessoas se perdem.

ZENIT: "Manter vivas a questões eternas sobre o homem." Como diz Bento XVI, a busca de sentido e respostas sobre a fé e a vida é intensa entre os nossos contemporâneos. O que o continente digital oferece, neste sentido?

Guillaume Anselin: A oferta é diversificada, mas também altamente fragmentada. Muitas iniciativas têm dificuldade em encontrar o seu público devido à falta de recursos, à oferta editorial, ou porque é difícil ir além dos públicos tradicionais. Para entrar em um site católico, é preciso sê-lo, pelo menos um pouco...

A força dos grandes projetos na internet é sua dimensão claramente multimedial e uma inteligência conectiva, a partir de uma necessidade claramente identificada. No campo da fé, faltam iniciativas nas quais, muito além de publicar notícias de atualidade, sejam oferecidas respostas simples nos formatos mais variados às questões levantadas pelas pessoas sobre a fé, a vida e a sociedade.

Temos de responder a esta questão eterna do homem, do seu anseio de transcendência, com projetos grandes, interativos, que transmitam o que recebemos.

É preciso responder ao "porquê" e ao "como" com criatividade, modernidade e apoiar o trabalho pastoral das pessoas, como sacerdotes, educadores, religiosos, catequistas e todos aqueles que no mundo investem suas energias na produção de blogs e sites.

No fundo, não é nada novo: assim como os cristãos se comprometeram, há tempos, a favor do progresso das sociedades em nossas cidades e campos, da mesma forma, o continente digital espera também nossa presença visível, serena, à altura dos desafios desta "sociedade digital".

21 janeiro 2011