07 outubro 2015

Missão - Dia 7 - Mensagem do papa Francisco (1.ª parte)



MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO 
PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2015

Queridos irmãos e irmãs,
Neste ano de 2015, o Dia Mundial das Missões tem como pano de fundo o Ano da Vida Consagrada, que serve de estímulo para a sua oração e reflexão. Na verdade, entre a vida consagrada e a missão subsiste uma forte ligação, porque, se todo o baptizado é chamado a dar testemunho do Senhor Jesus, anunciando a fé que recebeu em dom, isto vale de modo particular para a pessoa consagrada. O seguimento de Jesus, que motivou a aparição da vida consagrada na Igreja, é reposta à chamada para se tomar a cruz e segui-Lo, imitar a sua dedicação ao Pai e os seus gestos de serviço e amor, perder a vida a fim de a reencontrar. E, dado que toda a vida de Cristo tem carácter missionário, os homens e mulheres que O seguem mais de perto assumem plenamente este mesmo carácter.
A dimensão missionária, que pertence à própria natureza da Igreja, é intrínseca também a cada forma de vida consagrada, e não pode ser transcurada sem deixar um vazio que desfigura o carisma. A missão não é proselitismo, nem mera estratégia; a missão faz parte da «gramática» da fé, é algo de imprescindível para quem se coloca à escuta da voz do Espírito, que sussurra «vem» e «vai». Quem segue Cristo não pode deixar de tornar-se missionário, e sabe que Jesus «caminha com ele, fala com ele, respira com ele, trabalha com ele. Sente Jesus vivo com ele, no meio da tarefa missionária» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 266).
A missão é uma paixão por Jesus Cristo e, ao mesmo tempo, uma paixão pelas pessoas. Quando nos detemos em oração diante de Jesus crucificado, reconhecemos a grandeza do seu amor, que nos dignifica e sustenta e, simultaneamente, apercebemo-nos de que aquele amor, saído do seu coração trespassado, estende-se a todo o povo de Deus e à humanidade inteira; e, precisamente deste modo, sentimos também que Ele quer servir-Se de nós para chegar cada vez mais perto do seu povo amado (cf. Ibid., 268) e de todos aqueles que O procuram de coração sincero. Na ordem de Jesus – «Ide» –, estão contidos os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja. Nesta, todos são chamados a anunciar o Evangelho pelo testemunho da vida; e, de forma especial aos consagrados, é pedido para ouvirem a voz do Espírito que os chama a partir para as grandes periferias da missão, entre os povos onde ainda não chegou o Evangelho.
O cinquentenário do Decreto conciliar Ad gentes convida-nos a reler e meditar este documento que suscitou um forte impulso missionário nos Institutos de Vida Consagrada. Nas comunidades contemplativas, recobrou luz e eloquência a figura de Santa Teresa do Menino Jesus, padroeira das missões, como inspiradora da íntima ligação que há entre a vida contemplativa e a missão. Para muitas congregações religiosas de vida activa, a ânsia missionária surgida do Concilio Vaticano II concretizou-se numa extraordinária abertura à missão ad gentes, muitas vezes acompanhada pelo acolhimento de irmãos e irmãs provenientes das terras e culturas encontradas na evangelização, de modo que hoje pode-se falar de uma generalizada interculturalidade na vida consagrada. Por isso mesmo, é urgente repropor o ideal da missão com o seu centro em Jesus Cristo e a sua exigência na doação total de si mesmo ao anúncio do Evangelho. Nisto não se pode transigir: quem acolhe, pela graça de Deus, a missão, é chamado a viver de missão. Para tais pessoas, o anúncio de Cristo, nas múltiplas periferias do mundo, torna-se o modo de viver o seguimento d’Ele e a recompensa de tantas canseiras e privações. Qualquer tendência a desviar desta vocação, mesmo se corroborada por nobres motivações relacionadas com tantas necessidades pastorais, eclesiais e humanitárias, não está de acordo com a chamada pessoal do Senhor ao serviço do Evangelho. Nos Institutos Missionários, os formadores são chamados tanto a apontar, clara e honestamente, esta perspectiva de vida e acção, como a discernir com autoridade autênticas vocações missionárias. Dirijo-me sobretudo aos jovens, que ainda são capazes de testemunhos corajosos e de empreendimentos generosos e às vezes contracorrente: não deixeis que vos roubem o sonho duma verdadeira missão, dum seguimento de Jesus que implique o dom total de si mesmo. No segredo da vossa consciência, interrogai-vos sobre a razão pela qual escolhestes a vida religiosa missionária e calculai a disponibilidade que tendes para a aceitar por aquilo que é: um dom de amor ao serviço do anúncio do Evangelho, nunca vos esquecendo de que o anúncio do Evangelho, antes de ser uma necessidade para quantos que não o conhecem, é uma carência para quem ama o Mestre.


Hoje, a missão enfrenta o desafio de respeitar a necessidade que todos os povos têm de recomeçar das próprias raízes e salvaguardar os valores das respectivas culturas. Trata-se de conhecer e respeitar outras tradições e sistemas filosóficos e reconhecer a cada povo e cultura o direito de fazer-se ajudar pela própria tradição na compreensão do mistério de Deus e no acolhimento do Evangelho de Jesus, que é luz para as culturas e força transformadora das mesmas.

03 outubro 2015

Missão Dia 3



» Se soubesse como Deus é bom para comigo!
   Mas se Ele fosse um bocadinho menos bom,
   continuava a achá-l'O ainda bom...

Santa Teresinha do Menino Jesus

02 outubro 2015

Missão Dia 2






Para viver o Outubro Missionário/2015

“Missão sempre e em todas as frentes”

Na sua mensagem para o 89º dia mundial das missões que se vai celebrar a 18 do mês de outubro próximo, o Papa Francisco começa por nos lembrar que a dimensão missionaria pertence à própria natureza da Igreja e mais adiante acrescenta: “Quem segue a Cristo não pode deixar de se tornar missionário”.
Sim, de facto, ser missionário faz parte do estatuto de ser cristão, isto é, discípulo de Cristo e por ele enviado do centro para as periferias para aí testemunhar e anunciar a boa notícia do Evangelho. Este ano, em que celebramos 50 anos passados sobre a aprovação do decreto conciliar sobre a atividade missionária da Igreja, o “Ad Gentes”, e 5 anos desde que a Conferência Episcopal Portuguesa aprovou uma carta pastoral sobre a responsabilidade missionária de todas e cada uma das nossas comunidades cristãs, com o título “Como eu fiz fazei vós também”, desejamos viver este outubro missionário e o próximo dia mundial das missões centrados nesta nossa responsabilidade missionária, que é transversal a todos os cristãos e comunidades cristãs.
As últimas jornadas missionárias nacionais realizadas em Fátima apontaram-nos o caminho da criação de centros missionários diocesanos, para o exercício desta responsabilidade, os quais, por sua vez, se hão de preocupar com a criação de núcleos missionários em cada paróquia ou outras comunidades de Fé. E nas suas conclusões as mesmas jornadas insistem na necessidade de que as dioceses entrem em dinamismo de partilha de pessoas e bens para dar cumprimento à sua responsabilidade missionária.
Desejo lembrar que a nossa diocese da Guarda, através da Liga dos Servos de Jesus, está presente em Angola, na Diocese de Sumbe, com um Centro Missionário, a Missão “D. João de Oliveira Matos”.
Queremos, nesta hora, também dirigir uma prece especial ao Senhor, ao longo de todo este Outubro Missionário, para que nos ajude a discernir os melhores caminhos para fazer deste Centro Missionário um instrumento de partilha de pessoas  e bens com o mundo da missão “ad gentes” que, de facto, é o espaço onde se encontra a missão “D. João de Oliveira Matos”, na Angola profunda, longe de tudo e de todos, mas próxima daqueles que mais precisam.
Desejo ardentemente que esta seja uma das formas de nós, Diocese da Guarda, respondermos ao apelo de saída para as periferias que o Papa Francisco insistentemente nos faz.
Guarda, 22 de setembro de 2015
+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

01 outubro 2015

Missão Dia 1

Santa Teresinha do Menino Jesus,
que na vossa curta existência,
fostes um espelho de angélica pureza,
de amor forte, e de tão generosa entrega nas mãos de Deus,
agora que gozais do prémio de vossas virtudes,
volvei um olhar de compaixão sobre mim,
que plenamente confio em vós.
Fazei vossas as minhas intenções,
dizei por mim uma palavra àquela Virgem Imaculada
de que fostes a florzinha privilegiada,
à Rainha do Céu que vos sorriu na manhã da vida.
Rogai-lhe a Ela que é tão poderosa
sobre o Coração de Jesus,
que me obtenha a graça por que nesta hora tanto anseio,
e que a acompanhe de uma bênção que me fortifique
durante a vida, me defenda na hora da morte
e me leve à eternidade feliz.
Amém.