03 novembro 2017

Papa Francisco - Missões - Carta do Papa em vista do mês missionário extraordinário - 2019

Carta do Papa em vista
do mês missionário extraordinário - 2019

Ao Venerado Irmão
Cardeal Fernando Filoni

Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos

No dia 30 de novembro de 2019, ocorrerá o centenário da promulgação da Carta Apostólica Maximum illud, com a qual Bento XV quis dar novo impulso à responsabilidade missionária de anunciar o Evangelho. Estávamos no ano de 1919! Terminado um conflito mundial terrível, que ele mesmo definiu por «massacre inútil», o Papa sentiu necessidade de requalificar evangelicamente a missão no mundo, purificando-a de qualquer incrustação colonial e preservando-a daquelas ambições nacionalistas e expansionistas que causaram tantos revés. «A Igreja de Deus é universal – escrevia –, nenhum povo lhe é estranho», exortando ele também a rejeitar qualquer forma de interesses, já que só o anúncio e a caridade do Senhor Jesus, difundidos com a santidade da vida e as boas obras, constituem o motivo da missão. Assim Bento XV deu um particular impulso à missio ad gentes, esforçando-se, com os meios concetuais e comunicativos de então, por despertar, especialmente no clero, a consciência do dever missionário.

Este dá resposta ao perene convite de Jesus: «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda criatura» (Mc 16, 15). Aderir a este mandato do Senhor não é opcional para a Igreja; é uma «obrigação» que lhe incumbe, como recordou o Concílio Vaticano II, pois a Igreja «é, por sua natureza, missionária». «Evangelizar constitui, de facto, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar. A fim de corresponder a tal identidade e proclamar Jesus crucificado e ressuscitado por todos, como Salvador vivente, Misericórdia que salva, «a Igreja, movida pelo Espírito Santo, deve – afirma também o Concílio – seguir o mesmo caminho de Cristo: o caminho da pobreza, da obediência, do serviço e da imolação própria até à morte», de modo que comunique realmente o Senhor, «modelo da humanidade renovada e imbuída de fraterno amor, sinceridade e espírito de paz, à qual todos aspiram».

Aquilo que há quase cem anos Bento XV tinha a peito e que o documento conciliar nos está a recordar há mais de cinquenta anos, permanece plenamente atual. Hoje, como então, «enviada por Cristo a manifestar e a comunicar a todos os homens e povos a caridade de Deus, a Igreja reconhece que tem de levar a cabo uma ingente obra missionária». A propósito, São João Paulo II observou que «a missão de Cristo redentor, confiada à Igreja, está ainda bem longe do seu pleno cumprimento» e que «uma visão de conjunto da humanidade mostra que tal missão está ainda no começo, e que devemos empenhar-nos com todas as forças no seu serviço». Por isso ele, com palavras que eu gostaria agora de repropor a todos, exortou a Igreja a um «renovado empenhamento missionário», convicto de que «a missão renova a Igreja, revigora a sua fé e identidade, dá-lhe novo entusiasmo e novas motivações. É dando a fé que ela se fortalece! A nova evangelização dos povos cristãos também encontrará inspiração e apoio, no empenho pela missão universal».
 Ao recolher na Exortação Apostólica Evangelii gaudium os frutos da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, convocada para refletir sobre a nova evangelização para a transmissão da fé cristã, quis apresentar de novo a toda a Igreja a mesma impelente vocação: «João Paulo II convidou-nos a reconhecer que “não se pode perder a tensão para o anúncio” àqueles que estão longe de Cristo, “porque esta é a tarefa primária da Igreja”. A atividade missionária “ainda hoje representa o máximo desafio para a Igreja” e “a causa missionária deve ser (…) a primeira de todas as causas”. Que sucederia se tomássemos realmente a sério estas palavras? Simplesmente reconheceríamos que a acção missionária é o paradigma de toda a obra da Igreja». 

E tudo aquilo que pretendia expressar continua ainda a parecer-me inadiável: «possui um significado programático e tem consequências importantes. Espero que todas as comunidades se esforcem por atuar os meios necessários para avançar no caminho duma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão. Neste momento, não nos serve uma “simples administração”. Constituamo-nos em “estado permanente de missão”, em todas as regiões da terra». Com confiança em Deus e muita coragem, não temamos empreender «uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo atual que à auto-preservação. A reforma das estruturas, que a conversão pastoral exige, só se pode entender neste sentido: fazer com que todas elas se tornem mais missionárias, que a pastoral ordinária em todas as suas instâncias seja mais comunicativa e aberta, que coloque os agentes pastorais em atitude constante de “saída” e, assim, favoreça a resposta positiva de todos aqueles a quem Jesus oferece a sua amizade. Como dizia João Paulo II aos Bispos da Oceânia, “toda a renovação na Igreja há de ter como alvo a missão, para não cair vítima duma espécie de introversão eclesial”».

Com espírito profético e ousadia evangélica, a Carta Apostólica Maximum illud exortara a sair das fronteiras das nações, para testemunhar a vontade salvífica de Deus através da missão universal da Igreja. A aproximação do seu centenário sirva de estímulo para superar a tentação frequente que se esconde por detrás de cada introversão eclesial, de todo o fechamento autorreferencial nas próprias fronteiras seguras, de qualquer forma de pessimismo pastoral, de toda a estéril nostalgia do passado, para, em vez disso, nos abrirmos à jubilosa novidade do Evangelho. Também nestes nossos dias, dilacerados pelas tragédias da guerra e insidiados pela funesta vontade de acentuar as diferenças e fomentar os conflitos, seja levada a todos, com renovado ardor, e infunda confiança e esperança a Boa Nova de que, em Jesus, o perdão vence o pecado, a vida derrota a morte e o medo e triunfa sobre a angústia.

Com estes sentimentos, acolhendo a proposta da Congregação para a Evangelização dos Povos, proclamo outubro de 2019 como Mês Missionário Extraordinário, com o objetivo de despertar em medida maior a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral. Poder-nos-emos preparar convenientemente para ele já através do mês missionário de outubro do próximo ano, de modo que todos os fiéis tenham verdadeiramente a peito o anúncio do Evangelho e a transformação das suas comunidades em realidades missionárias e evangelizadoras; e aumente o amor pela missão, que «é uma paixão por Jesus e, simultaneamente, uma paixão pelo seu povo».
  A ti, venerado Irmão, ao Dicastério a que presides e às Obras Missionárias Pontifícias, confio a tarefa de pôr em marcha a preparação deste acontecimento, especialmente através duma ampla sensibilização das Igrejas Particulares, dos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica, bem como das associações, movimentos, comunidades e outras realidades eclesiais. Que o Mês Missionário Extraordinário se torne uma ocasião de graça intensa e fecunda para promover iniciativas e intensificar de modo particular a oração – alma de toda a missão –, o anúncio do Evangelho, a reflexão bíblica e teológica sobre a missão, as obras de caridade cristã e as ações concretas de colaboração e solidariedade entre as Igrejas, de modo que se desperte e jamais nos seja roubado o entusiasmo missionário.

Do Vaticano, no dia 22 de outubro – XXIX Domingo do Tempo Ordinário, Memória de São João Paulo II, Dia Mundial das Missões – do ano de 2017.



FRANCISCUS

21 outubro 2017

Missão - Com Maria, Missão de Paz


1. Neste ano de 2017, a Igreja que peregrina em Portugal não pode ignorar Fátima e aquilo que ela representa de anúncio e profecia. A peregrinação do Papa Francisco confirma isso mesmo: se veio até nós, é sinal que atribui especialíssima importância à mensagem da Cova da Iria.

2. Na bênção das velas, o Santo Padre disse-nos: “A dinâmica de justiça e de ternura, de contemplação e de caminho ao encontro dos outros é que faz d’Ela [de Nossa Senhora] um modelo eclesial para a evangelização”. Importava meditar na beleza destes conceitos. Não havendo possibilidade, fiquem-nos como referência absoluta para toda a obra de missionação.

3. A menção à paz baliza a mensagem de Fátima. Começa com o Anjo que diz aos videntes: “Não tenhais medo. Sou o anjo da paz. Orai comigo…”. Ao longo das aparições, Nossa Senhora recomenda muitas vezes que “rezem o terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”. E, em Outubro, garante: “Continuem a rezar o terço. A guerra vai acabar”.

4. Esta insistência na oração e na paz lembra-nos: a paz tem mais de dádiva divina do que propriamente de conquista humana; relaciona-se com a aceitação de Jesus, pois onde Ele estiver está a paz e onde Ele for excluído, rejeita-se a paz; esta passa pela queda de todos os muros mentais divisórios, como era o caso da Rússia, condição para que as pessoas confiem mais umas nas outras e se sintam irmãs; finalmente, a paz conjuga-se no futuro, já que, na sua plenitude, só se consumará no reino de Deus.

5. Lida na chave que agora nos interessa, esta referência à paz confirma e fortalece a atividade dos missionários. São eles quem, neste mundo dividido e materialista, apelam a que se faça de Deus o centro de gravidade e não qualquer bem perecível; pregam uma «nova ordem mundial» por intermédio da adesão a Jesus Cristo; fermentam uma sociedade mais fraterna e familiar ao darem testemunho do «Pai comum»; abrem a história ao infinito de Deus ao indicarem o seu reino como meta de toda a família humana e critério da sua forma de vida.

6. Por isso, a atividade missionária, enquanto expressão da «justiça e da ternura, da contemplação e do encontro» que vemos na Virgem Maria, edifica a Igreja e faz o que a “Senhora mais brilhante que o sol” pediu em Fátima: reconversão da humanidade a Jesus Cristo e edificação de uma nova forma de viver mais humana, porque mais pacífica.

7. A todos os missionários e a quantos colaboram com eles, os meus parabéns. E que Nossa Senhora seja sempre a sua fortaleza e alegria.

D. Manuel Linda

Presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização

13 outubro 2017

Missão - Dia 13 Outubro


Santa Maria, Nossa Rainha. Esta Terra que Te pertence
agradece o privilégio único de ser escolhida para espalhar
ao mundo a tua mensagem e, mais uma vez, confia ao teu
Imaculado Coração fervorosa súplica pela Paz.

12 outubro 2017

Missão - Dia 12 Outubro


Pedimos, por intercessão da Senhora de Fátima, que a
oração do Rosário seja acarinhada nas famílias portuguesas
e, através dela, as novas gerações conheçam os mistérios da
vida de Jesus e O anunciem sem preconceitos.

11 outubro 2017

Missão - Dia 11 Outubro


Por intercessão do bom Papa João XXIII, rezamos
especialmente pelo Papa Francisco e todos os Pastores da
Igreja para que, através da sua palavra e do seu exemplo, a
Igreja cresça na santidade e seja farol para todos os povos.

Missão - Dia 10 Outubro


Peçamos a força do Espírito Santo para as nossas
comunidades cristãs. Que permaneçam fiéis ao amor de
Deus, e sejam no mundo um sinal luminoso de Cristo.

09 outubro 2017

Missão - Dia 9 Outubro


Por intercessão da Virgem Nossa Senhora pedimos que
a chama da fé nunca se apague na vida dos discípulos de
Jesus, e que ela ilumine a mente e os corações dos que ainda
não O conhecem.

18 setembro 2017

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões 2017




Queridos irmãos e irmãs!
O Dia Mundial das Missões concentra-nos, também este ano, na pessoa de Jesus, «o primeiro e maior evangelizador» (Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 7), que incessantemente nos envia a anunciar o Evangelho do amor de Deus Pai, com a força do Espírito Santo. Este Dia convida-nos a refletir novamente sobre a missão no coração da fé cristã. De facto a Igreja é, por sua natureza, missionária; se assim não for, deixa de ser a Igreja de Cristo, não passando duma associação entre muitas outras, que rapidamente veria exaurir-se a sua finalidade e desapareceria. Por isso, somos convidados a interrogar-nos sobre algumas questões que tocam a própria identidade cristã e as nossas responsabilidades de crentes, num mundo baralhado com tantas quimeras, ferido por grandes frustrações e dilacerado por numerosas guerras fratricidas, que injustamente atingem sobretudo os inocentes. Qual é o fundamento da missão? Qual é o coração da missão? Quais são as atitudes vitais da missão?
A missão e o poder transformador do Evangelho de Cristo, Caminho, Verdade e Vida
1. A missão da Igreja, destinada a todos os homens de boa vontade, funda-se sobre o poder transformador do Evangelho. Este é uma Boa Nova portadora duma alegria contagiante, porque contém e oferece uma vida nova: a vida de Cristo ressuscitado, o qual, comunicando o seu Espírito vivificador, torna-Se para nós Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14, 6). É Caminho que nos convida a segui-Lo com confiança e coragem. E, seguindo Jesus como nosso Caminho, fazemos experiência da sua Verdade e recebemos a sua Vida, que é plena comunhão com Deus Pai na força do Espírito Santo, liberta-nos de toda a forma de egoísmo e torna-se fonte de criatividade no amor.
2. Deus Pai quer esta transformação existencial dos seus filhos e filhas; uma transformação que se expressa como culto em espírito e verdade (cf. Jo 4, 23-24), ou seja, numa vida animada pelo Espírito Santo à imitação do Filho Jesus para glória de Deus Pai. «A glória de Deus é o homem vivo» (Ireneu, Adversus haereses IV, 20, 7). Assim, o anúncio do Evangelho torna-se palavra viva e eficaz que realiza o que proclama (cf. Is 55, 10-11), isto é, Jesus Cristo, que incessantemente Se faz carne em cada situação humana (cf. Jo 1, 14).
A missão e o kairós de Cristo
3. Por conseguinte, a missão da Igreja não é a propagação duma ideologia religiosa, nem mesmo a proposta duma ética sublime. No mundo, há muitos movimentos capazes de apresentar ideais elevados ou expressões éticas notáveis. Diversamente, através da missão da Igreja, é Jesus Cristo que continua a evangelizar e agir; e, por isso, aquela representa o kairós, o tempo propício da salvação na história. Por meio da proclamação do Evangelho, Jesus torna-Se sem cessar nosso contemporâneo, consentindo à pessoa que O acolhe com fé e amor experimentar a força transformadora do seu Espírito de Ressuscitado que fecunda o ser humano e a criação, como faz a chuva com a terra. «A sua ressurreição não é algo do passado; contém uma força de vida que penetrou o mundo. Onde parecia que tudo morreu, voltam a aparecer por todo o lado os rebentos da ressurreição. É uma força sem igual» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 276).
4. Lembremo-nos sempre de que, «ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo» (Bento XVI, Carta. enc. Deus caritas est, 1). O Evangelho é uma Pessoa, que continuamente Se oferece e, a quem A acolhe com fé humilde e operosa, continuamente convida a partilhar a sua vida através duma participação efetiva no seu mistério pascal de morte e ressurreição. Assim, por meio do Batismo, o Evangelho torna-se fonte de vida nova, liberta do domínio do pecado, iluminada e transformada pelo Espírito Santo; através da Confirmação, torna-se unção fortalecedora que, graças ao mesmo Espírito, indica caminhos e estratégias novas de testemunho e proximidade; e, mediante a Eucaristia, torna-se alimento do homem novo, «remédio de imortalidade» (Inácio de Antioquia, Epistula ad Ephesios, 20, 2).
5. O mundo tem uma necessidade essencial do Evangelho de Jesus Cristo. Ele, através da Igreja, continua a sua missão de Bom Samaritano, curando as feridas sanguinolentas da humanidade, e a sua missão de Bom Pastor, buscando sem descanso quem se extraviou por veredas enviesadas e sem saída. E, graças a Deus, não faltam experiências significativas que testemunham a força transformadora do Evangelho. Penso no gesto daquele estudante «dinka» que, à custa da própria vida, protege um estudante da tribo «nuer» que ia ser assassinado. Penso naquela Celebração Eucarística em Kitgum, no norte do Uganda – então ensanguentado pelas atrocidades dum grupo de rebeldes –, quando um missionário levou as pessoas a repetirem as palavras de Jesus na cruz: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?» (Mc 15, 34), expressando o grito desesperado dos irmãos e irmãs do Senhor crucificado. Aquela Celebração foi fonte de grande consolação e de muita coragem para as pessoas. E podemos pensar em tantos testemunhos – testemunhos sem conta – de como o Evangelho ajuda a superar os fechamentos, os conflitos, o racismo, o tribalismo, promovendo por todo o lado a reconciliação, a fraternidade e a partilha entre todos.
A missão inspira uma espiritualidade de êxodo, peregrinação e exílio contínuos
6. A missão da Igreja é animada por uma espiritualidade de êxodo contínuo. Trata-se de «sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 20). A missão da Igreja encoraja a uma atitude de peregrinação contínua através dos vários desertos da vida, através das várias experiências de fome e sede de verdade e justiça. A missão da Igreja inspira uma experiência de exílio contínuo, para fazer sentir ao homem sedento de infinito a sua condição de exilado a caminho da pátria definitiva, pendente entre o «já» e o «ainda não» do Reino dos Céus.
7. A missão adverte a Igreja de que não é fim em si mesma, mas instrumento e mediação do Reino. Uma Igreja autorreferencial, que se compraza dos sucessos terrenos, não é a Igreja de Cristo, seu corpo crucificado e glorioso. Por isso mesmo, é preferível «uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças» (Ibid., 49).
Os jovens, esperança da missão
8. Os jovens são a esperança da missão. A pessoa de Jesus e a Boa Nova proclamada por Ele continuam a fascinar muitos jovens. Estes buscam percursos onde possam concretizar a coragem e os ímpetos do coração ao serviço da humanidade. «São muitos os jovens que se solidarizam contra os males do mundo, aderindo a várias formas de militância e voluntariado. (...) Como é bom que os jovens sejam “caminheiros da fé”, felizes por levarem Jesus Cristo a cada esquina, a cada praça, a cada canto da terra!» (Ibid., 106). A próxima Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que terá lugar em 2018 sobre o tema «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional», revela-se uma ocasião providencial para envolver os jovens na responsabilidade missionária comum, que precisa da sua rica imaginação e criatividade.
O serviço das Obras Missionárias Pontifícias
9. As Obras Missionárias Pontifícias são um instrumento precioso para suscitar em cada comunidade cristã o desejo de sair das próprias fronteiras e das próprias seguranças, fazendo-se ao largo a fim de anunciar o Evangelho a todos. Através duma espiritualidade missionária profunda vivida dia-a-dia e dum esforço constante de formação e animação missionária, envolvem-se adolescentes, jovens, adultos, famílias, sacerdotes, religiosos e religiosas, bispos para que, em cada um, cresça um coração missionário. Promovido pela Obra da Propagação da Fé, o Dia Mundial das Missões é a ocasião propícia para o coração missionário das comunidades cristãs participar, com a oração, com o testemunho da vida e com a comunhão dos bens, na resposta às graves e vastas necessidades da evangelização.
Fazer missão com Maria, Mãe da evangelização
10. Queridos irmãos e irmãs, façamos missão inspirando-nos em Maria, Mãe da evangelização. Movida pelo Espírito, Ela acolheu o Verbo da vida na profundidade da sua fé humilde. Que a Virgem nos ajude a dizer o nosso «sim» à urgência de fazer ressoar a Boa Nova de Jesus no nosso tempo; nos obtenha um novo ardor de ressuscitados para levar, a todos, o Evangelho da vida que vence a morte; interceda por nós, a fim de podermos ter uma santa ousadia de procurar novos caminhos para que chegue a todos o dom da salvação.
Vaticano, 4 de junho – Solenidade de Pentecostes – de 2017.

FRANCISCO

07 setembro 2017

Jornadas Missionárias 2017, Vamos?

JORNADAS MISSIONÁRIAS 2017
MISSÃO do CORAÇÃO ao CORAÇÃO

PROGRAMA
Sábado - 16 de Setembro
10h00 – Oração
10h15 – Abertura (D. Manuel Linda)
10h30 – “Sim… Faça-se…” (Lc 1,38)
          – Aceitação da Missão. Acreditar no impossível
             (Drª Isabel Varanda)
11h30 – “Feliz porque acreditaste…” (Lc 1,45)
          – Participação do missionário no mistério de Cristo
             (D. António Couto)
13h00 – Almoço
15h00 – “A minha alma engrandece o Senhor…”(Lc 1,46)
          – Da experiência de Deus às experiências do missionário
             (P. Adelino Ascenso)
16h00 – “Apareceu no céu um grande sinal…” (Ap 12,1)
          – Missão como promessa e realidade
             (Drª Margarida Cordo)
17h00 – Intervalo
17h30 às 18h30 – Missão e Acção
19h00 – Eucaristia
20h00 – Jantar
21h30 – Terço e procissão de Velas – Capelinha das Aparições

Domingo -  17 de Setembro
09h00 – Oração
09h15 –Exaltou os humildes…”(Lc 1, 52)
          – Missão como denúncia e acolhimento. Trafego humano e refugiados
             (Dr André Costa Jorge )
11h00 – Eucaristia no Santuário
13h00 – Almoço
15h00 – “Magnificat”(Lc 1,46-55)
          – Cântico missionário para hoje
             (Frei João Lourenço)
16h30 – Envio e Conclusões


As Jornadas Missionárias  realizar-se-ão de 16 a 17 de Setembro de 2017, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima.
A organização é da responsabilidade da Comissão Episcopal Missões, Obras Missionárias Pontifícias e CIRP

19 junho 2017

Dia da campanha da Obra de S. Pedro Apóstolo

Está a chegar o dia que marca a celebração da Obra, mas que se prolonga durante todo o ano. Celebre-o e dê a sua ajuda na medida do possível.

O que é a Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo?
É uma Instituição da Igreja universal fundada para sensibilizar o povo cristão às necessidades da formação do clero nos países de Missão e para convidar a todos a uma colaboração espiritual e material na preparação dos candidatos ao sacerdócio e à vida religiosa.

Como nasceu a Pontifícia Obra de São Pedro?
A Obra é fruto da paixão missionária de Jeanne Bigard e de sua mãe Stephanie que, no final do século XIX, na França, fundaram esta Obra, lembrando a toda a Igreja  o insubstituível papel reservado ao clero local nas missões e promovendo o seu sustento espiritual e material.
A Obra, nascida como iniciativa  inspirada pelo Espírito Santo, logo se propagou com o apoio da Santa Sé, que lhe deu o caráter de Obra Pontifícia (3 de maio de 1922), para lhe garantir uma maior eficácia e um caráter universal.

Em que sentido a Obra é "Pontifícia”?
É Pontifícia porque é uma Instituição a serviço do Papa e do Colégio dos Bispos. Em virtude do seu ministério de Pastor Supremo da Igreja e em comunhão com todos os Bispos do mundo, o Santo Padre tem, como ninguém, uma visão global das necessidades de cada uma das Igrejas locais.
Cabe ao Santo Padre chamar os outros Pastores à sua responsabilidade missionária universal e convidá-los para que participem na tarefa comum da evangelização do mundo. O Papa exerce a sua autoridade sobre as Pontifícias Obras Missionárias através da Sagrada Congregação para a Evangelização dos Povos.

Que ajuda concreta oferece  a Obra de São Pedro Apóstolo?
As ajudas desta Obra são dadas sob forma de subsídios ordinários e de subsídios extraordinários.
São ordinários os subsídios finalizados ao normal funcionamento dos seminários e concedidos todos os anos em base ao número de seminaristas.
Os subsídios extraordinários são dados para a construção de novos seminários, eventuais reestruturações, ampliações ou outras necessidades especiais do seminário.

Obra de S. Pedro Apóstolo e as outras...

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25 outubro 2016

Dia 26 - Preces Diárias



Pelos catequistas e por todos os formadores da vida cristã para que desempenhem a sua missão com zelo, para que cresça e amadureça a fé nos corações dos seus formandos.