21 fevereiro 2012

Encontro dos diretores diocesanos das missões


No passado dia 24 de Janeiro, na Casa da Senhora das Dores, em Fátima, reuniram-se os directores dos Secretariados Diocesanos das Obras Missionárias Pontifícias (OMP). Recentemente escolhido como Director Nacional, o P. António Lopes, presidiu a este primeiro encontro. Participaram a maioria dos directores, havendo alguns que, por estarem em formação ou retiro, justificaram a sua ausência. De salientar, a presença da Diocese de Aveiro, cujo director é um leigo.

Após o acolhimento e a oração, houve uma partilha das luzes e sombras, das dificuldades e alegrias, das novas perspectivas de trabalho a partir da Carta Pastoral “Como eu vos fiz, fazei vós também” – Para um rosto missionário da Igreja em Portugal.

Uns há mais anos, outros a começar este serviço, foram relatando as experiências, as acções missionárias diocesanas e os caminhos percorridos. A diocese do Porto, “Missão na Cidade - 2010”, foi o exemplo mais marcante e divulgado. Com acções mais abrangentes e mais visíveis, com momentos de oração/vigília e de reflexão, uns e outros testemunharam o seu empenho. Todavia, alguns dos presentes, relataram a sua falta de tempo para se dedicar, por inteiro, a este serviço, pois as muitas solicitações diocesanas ou paroquiais, não permitem a disponibilidade necessária. Outros, testemunharam alguma resistência a acções missionárias, por parte de alguns sacerdotes e comunidades, pois mexem com os programas e rotinas paroquiais.


O P. Tony Neves, destacou a vivência da Vigília Ecuménica Jovem, que decorreu a 21 de Janeiro, na igreja de S. Tomás de Aquino – Lisboa, que juntou mais de seiscentas pessoas. Também deu a conhecer o Curso “Missão hoje”, promovido pela Escola Diocesana de Leigos, que se realiza todas as segundas feiras, de Fevereiro a Junho, com 15 sessões, todas elas reflectindo temáticas missionárias.
Feita esta partilha, rica de experiências e capaz de motivar acções nesta ou naquela diocese, reflectimos sobre as Jornadas Missionárias a nível nacional, que se realizam em Fátima, todos os anos, em Setembro. Falou-se no modelo, nas temáticas, na alternância, por dioceses – um ano em Fátima, outro ano, numa diocese -, na criação de um momento final abrangente a todos os grupos missionários (tipo peregrinação, no último dia das jornadas). Estas jornadas tiveram o seu ponto alto no Congresso Missionário, em 2008 e, todos os anos, reúne cerca de cinco centenas de missionários, grande parte deles, gente jovem, ligada aos Institutos Missionários.

Um outro assunto abordado foi a divulgação das Obras Missionárias, nomeadamente a Infância Missionária, a Obra de S. Pedro Apóstolo e a União Missionária do Clero (procurar mais em www.opf.pt). Trocaram-se ideias sobre a Infância Missionária, a partir das experiencias dos Açores e do Algarve. O director nacional, em reunião europeia para este sector, vai inteirar-se do modo como outros países a animam e divulgam. Todos acolheram a ideia de tornar mais visível esta Obra, a partir da catequese e das famílias.
Abordou-se ainda a necessidade de reuniões anuais para os directores diocesanos, da partilha de experiências e comunicação das mesmas, através dos meios técnicos disponíveis; falou-se ainda da elaboração e distribuição dos apoios temáticos para o Outubro Missionário, das acções diocesanas ou paroquiais de reflexão e estudo para leigos, religiosos e sacerdotes da Carta Pastoral, bem como do Curso de Missiologia (Agosto – Fátima) e da Exposição Missionária (Fátima, de Maio a Outubro).
Os directores presentes sentiam a necessidade deste encontro e o mesmo ajudou a ver mais claro o dinamismo missionário das dioceses. Os desafios continuam, as experiências partilhadas apontam caminhos, a comunhão de esforços cria novas energias e potencialidades.

Valeu a pena o encontro: a Missão urge! O Mestre continua a dizer: “Ide e anunciai a Boa nova a todos os povos!”

P. Agostinho Sousa
in www.sdmportalegrecbranco.pt.vu

Intenções do Santo Padre para fevereiro 2012

Geral – Acesso à água

Para que todos os povos tenham acesso à água e aos recursos necessários ao sustento quotidiano.

Missionária – Profissionais da saúde

Para que o Senhor sustente o esforço dos profissionais de saúde das regiões mais pobres no serviço aos doentes e aos idosos.

Mensagem de D. Manuel Felício, para a Quaresma de 2012


“A Quaresma é tempo forte de revisão e renovação da vida pessoal e comunitária. São 40 dias de retiro proposto a toda a Igreja para concentrar a atenção no cerne da vida em Cristo, que é, de facto, o amor de Deus revelado e oferecido a toda a criatura. A Quaresma constitui, assim, a grande oportunidade que nos é dada para relançarmos a nossa vida de Fé, procurando principalmente cuidar a partilha, o silêncio e o jejum, sempre na esperança de saborearmos as alegrias da Páscoa.

Há urgências que a Quaresma nos lembra e uma delas é a de darmos a devida atenção uns aos outros, prestando a cada um os cuidados de que ele necessita e sobretudo criando condições para que cada um possa realizar as suas capacidades, no processo de construção da sociedade em que todos têm o direito e o dever de participar.

Por sua vez esta atenção que cada um deve ao seu próximo exige que se cultive sempre a proximidade, a qual não é só proximidade física, mas também moral e espiritual, incluindo a relação com Deus e o Sobrenatural. Ao falarmos de proximidade moral, queremos dizer que, sempre no respeito pela liberdade de consciência de cada um, ninguém pode desinteressar-se de ajudar o próximo a percorrer os caminhos do bem e a recusar os caminhos do mal. Promover a verdadeira distinção entre o bem e o mal e estimular as pessoas a fazerem o bem é cumprir um imperativo evangélico, mas também assumir com determinação uma responsabilidade social.

A proximidade e o interesse pelo outro pede ainda que todos estejamos abertos à prática da autêntica correcção fraterna. De facto, só podemos progredir em todos os aspectos da nossa vida, aceitando ajuda dos irmãos e oferecendo-lhes também a nossa ajuda. Por outro lado, no exercício da sua responsabilidade social, o cristão é obrigado, em nome de Cristo e do Evangelho, a denunciar a cultura sempre que ela se faz condescendente com o mal (cfr. Ef. 5,11). Temos, por isso, que assumir a coragem de recusar mentalidades e comportamentos, que, reduzindo a vida humana à sua dimensão material, aceitam qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Opções desta natureza, para além de serem contra a moral, só podem conduzir á ruina da própria sociedade.

A autêntica vida comunitária é feita por pessoas que se estimam mutuamente, mas também se ajudam e cooperam entre si, no que podemos chamar uma recíproca correcção e exortação, em espírito de humildade e de amor (cfr. Mensagem do Papa p/ Quaresma de 2012).

Para promover esta reciprocidade, na solicitude de uns para com os outros, a sabedoria milenar da Igreja recomenda, especialmente na Quaresma, a pedagogia da esmola, da oração e do jejum.

Ao longo desta Quaresma, queremos, assim, cultivar a autêntica proximidade para construir comunidade, principalmente das seguintes formas:

1. Celebrando a nossa Fé, com especial cuidado e entusiasmo, principalmente na Eucaristia. Recomendamos também que se reze nas comunidades pelo menos uma hora da Liturgia das Horas. E pedimos às Comunidades Religiosas e outras de especial consagração e também a grupos que já o costuma fazer que, pelo menos ao domingo, celebrem a Liturgia das Horas com o Povo.

2. Escutando e partilhando, com mais diligência, a Palavra de Deus contida na Bíblia, não só nas assembleias litúrgicas, mas também nos grupos bíblicos que estamos a incentivar por toda a nossa Diocese;

3. Respondendo, com generosidade, ao apelo da renúncia quaresmal. Este ano vamos dirigir a nossa renúncia quaresmal para a constituição e fortalecimento do nosso Fundo Diocesano de Solidariedade, à semelhança do Fundo de Solidariedade que é promovido pela Conferência Episcopal. São muitos os casos de pessoas que nos estão a bater à porta, pedindo ajuda material, porque lhes faltam os meios elementares de subsistência.

4. Alguns têm vindo a ser atendidos pela Caritas Diocesana e pelas Conferências de S. Vicente de Paulo. Porém, já há falta de meios para atender às necessidades e a evolução dos acontecimentos faz-nos prever que as dificuldades vão aumentar”.