06 julho 2012

Intenção missionária - julho 2012

Voluntários cristãos
Para que todos os voluntários cristãos, presentes nos territórios de missão, saibam dar testemunho da caridade de Cristo.

08 junho 2012

Novo Bispo Auxiliar de Braga é António Moiteiro Ramos da Diocese da Guarda

Mensagem ao Presbitério da Diocese da Guarda
No dia da nomeação de D. António Manuel Moiteiro Ramos para Bispo  Auxiliar de Braga
E Deus resolveu passar, mais uma vez, pelo nosso Presbitério!
Agora para  chamar um de nós, o Rev.do Padre António Manuel Moiteiro Ramos, para o Ministério Episcopal, que vai exercer como Bispo Auxiliar de Braga e titular da sede de Cabarsussi.
Demos abundantes graças ao Senhor que olhou para o nosso Presbitério e decidiu chamar um dos nossos para o exercício deste importante serviço na vida da Igreja.
Todos sabemos que ao Rev.do Padre António Manuel Moi­teiro Ramos não faltam qualidades para o exercício deste importante múnus, também elas dom do Espírito Santo. Conhecemos o seu amor à Igreja, a sua entrega sem reservas às causas do Reino de Deus, pelos serviços prestados ao lon­go dos seus 30 anos de Padre, na nossa Diocese,  quer como responsável pela formação e pela catequese, quer como orientador espiritual, nomeadamente ao serviço do Seminário, quer como pastor à frente de comunidades paroquiais, a última das quais a Sé e também S. Vicente, quer ainda pelo seu empenho na renovação da Liga dos Servos de Jesus e em particular na condução do processo de beatificação e canonização do Sr. D. João de Oliveira Matos. Também o Sr. D. João de Oliveira Matos, um dia, foi chamado a partir desta nossa Diocese para a Arquidiocese de Braga, acompanhando o Sr. D. Manuel Vieira de Matos e aí permaneceu durante cinco anos.
O último sacerdote do nosso Presbitério a ser chamado para o exercício do Ministério Episcopal foi o Sr. D. João Saraiva, eleito Bispo Auxiliar de Évora em Setembro de 1965. Foi Bispo do Funchal e depois Bispo de Coimbra até 1976. Esta última chamada aconteceu há quase 47 anos. Por sua vez, a última Ordenação Episcopal na nossa Catedral da Guarda foi a do Sr. D. João de Oliveira Matos, em Julho de 1923. Esperamos voltar à nossa Sé, em 12 de Agosto próximo, para viver mais uma Ordenação Episcopal, desta vez a do nosso D. António Manuel Moiteiro Ramos
Desejamos que esta passagem do Senhor pelo nosso Presbitério seja nova motivação para todos nós sacerdotes sermos mais sacerdotes, na fidelidade aprofundada à nossa vocação. Seja novo impulso ao nosso empenho pela promoção das vocações sacerdotais, na nossa Diocese, que tem invejável tradição em fazer despertar vocações para os seus seminários, mas também para os seminários de outras dioceses do país e para as Ordens Religiosas missionarias.
Desejamos, nesta hora, acompanhar D. António Manuel Moiteiro Ramos com a nossa persistente oração, a fim de que ele, para as novas responsabilidades episcopais, leve consigo o entusiasmo sacerdotal que lhe conhecemos e possa, agora na Arquidiocese de Braga, que saudamos na pessoa do seu Arcebispo D. Jorge da Costa Ferreira Ortiga, ser o “Bispo servidor do Evangelho e da esperança no mundo” (JOÃO PAULO II – Exortação Apostólica pós-sinodal Pastores Gregis, 2003, n. 5).
Guarda e Paço Episcopal, 08. 06. 2012
+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda

21 fevereiro 2012

Encontro dos diretores diocesanos das missões


No passado dia 24 de Janeiro, na Casa da Senhora das Dores, em Fátima, reuniram-se os directores dos Secretariados Diocesanos das Obras Missionárias Pontifícias (OMP). Recentemente escolhido como Director Nacional, o P. António Lopes, presidiu a este primeiro encontro. Participaram a maioria dos directores, havendo alguns que, por estarem em formação ou retiro, justificaram a sua ausência. De salientar, a presença da Diocese de Aveiro, cujo director é um leigo.

Após o acolhimento e a oração, houve uma partilha das luzes e sombras, das dificuldades e alegrias, das novas perspectivas de trabalho a partir da Carta Pastoral “Como eu vos fiz, fazei vós também” – Para um rosto missionário da Igreja em Portugal.

Uns há mais anos, outros a começar este serviço, foram relatando as experiências, as acções missionárias diocesanas e os caminhos percorridos. A diocese do Porto, “Missão na Cidade - 2010”, foi o exemplo mais marcante e divulgado. Com acções mais abrangentes e mais visíveis, com momentos de oração/vigília e de reflexão, uns e outros testemunharam o seu empenho. Todavia, alguns dos presentes, relataram a sua falta de tempo para se dedicar, por inteiro, a este serviço, pois as muitas solicitações diocesanas ou paroquiais, não permitem a disponibilidade necessária. Outros, testemunharam alguma resistência a acções missionárias, por parte de alguns sacerdotes e comunidades, pois mexem com os programas e rotinas paroquiais.


O P. Tony Neves, destacou a vivência da Vigília Ecuménica Jovem, que decorreu a 21 de Janeiro, na igreja de S. Tomás de Aquino – Lisboa, que juntou mais de seiscentas pessoas. Também deu a conhecer o Curso “Missão hoje”, promovido pela Escola Diocesana de Leigos, que se realiza todas as segundas feiras, de Fevereiro a Junho, com 15 sessões, todas elas reflectindo temáticas missionárias.
Feita esta partilha, rica de experiências e capaz de motivar acções nesta ou naquela diocese, reflectimos sobre as Jornadas Missionárias a nível nacional, que se realizam em Fátima, todos os anos, em Setembro. Falou-se no modelo, nas temáticas, na alternância, por dioceses – um ano em Fátima, outro ano, numa diocese -, na criação de um momento final abrangente a todos os grupos missionários (tipo peregrinação, no último dia das jornadas). Estas jornadas tiveram o seu ponto alto no Congresso Missionário, em 2008 e, todos os anos, reúne cerca de cinco centenas de missionários, grande parte deles, gente jovem, ligada aos Institutos Missionários.

Um outro assunto abordado foi a divulgação das Obras Missionárias, nomeadamente a Infância Missionária, a Obra de S. Pedro Apóstolo e a União Missionária do Clero (procurar mais em www.opf.pt). Trocaram-se ideias sobre a Infância Missionária, a partir das experiencias dos Açores e do Algarve. O director nacional, em reunião europeia para este sector, vai inteirar-se do modo como outros países a animam e divulgam. Todos acolheram a ideia de tornar mais visível esta Obra, a partir da catequese e das famílias.
Abordou-se ainda a necessidade de reuniões anuais para os directores diocesanos, da partilha de experiências e comunicação das mesmas, através dos meios técnicos disponíveis; falou-se ainda da elaboração e distribuição dos apoios temáticos para o Outubro Missionário, das acções diocesanas ou paroquiais de reflexão e estudo para leigos, religiosos e sacerdotes da Carta Pastoral, bem como do Curso de Missiologia (Agosto – Fátima) e da Exposição Missionária (Fátima, de Maio a Outubro).
Os directores presentes sentiam a necessidade deste encontro e o mesmo ajudou a ver mais claro o dinamismo missionário das dioceses. Os desafios continuam, as experiências partilhadas apontam caminhos, a comunhão de esforços cria novas energias e potencialidades.

Valeu a pena o encontro: a Missão urge! O Mestre continua a dizer: “Ide e anunciai a Boa nova a todos os povos!”

P. Agostinho Sousa
in www.sdmportalegrecbranco.pt.vu

Intenções do Santo Padre para fevereiro 2012

Geral – Acesso à água

Para que todos os povos tenham acesso à água e aos recursos necessários ao sustento quotidiano.

Missionária – Profissionais da saúde

Para que o Senhor sustente o esforço dos profissionais de saúde das regiões mais pobres no serviço aos doentes e aos idosos.

Mensagem de D. Manuel Felício, para a Quaresma de 2012


“A Quaresma é tempo forte de revisão e renovação da vida pessoal e comunitária. São 40 dias de retiro proposto a toda a Igreja para concentrar a atenção no cerne da vida em Cristo, que é, de facto, o amor de Deus revelado e oferecido a toda a criatura. A Quaresma constitui, assim, a grande oportunidade que nos é dada para relançarmos a nossa vida de Fé, procurando principalmente cuidar a partilha, o silêncio e o jejum, sempre na esperança de saborearmos as alegrias da Páscoa.

Há urgências que a Quaresma nos lembra e uma delas é a de darmos a devida atenção uns aos outros, prestando a cada um os cuidados de que ele necessita e sobretudo criando condições para que cada um possa realizar as suas capacidades, no processo de construção da sociedade em que todos têm o direito e o dever de participar.

Por sua vez esta atenção que cada um deve ao seu próximo exige que se cultive sempre a proximidade, a qual não é só proximidade física, mas também moral e espiritual, incluindo a relação com Deus e o Sobrenatural. Ao falarmos de proximidade moral, queremos dizer que, sempre no respeito pela liberdade de consciência de cada um, ninguém pode desinteressar-se de ajudar o próximo a percorrer os caminhos do bem e a recusar os caminhos do mal. Promover a verdadeira distinção entre o bem e o mal e estimular as pessoas a fazerem o bem é cumprir um imperativo evangélico, mas também assumir com determinação uma responsabilidade social.

A proximidade e o interesse pelo outro pede ainda que todos estejamos abertos à prática da autêntica correcção fraterna. De facto, só podemos progredir em todos os aspectos da nossa vida, aceitando ajuda dos irmãos e oferecendo-lhes também a nossa ajuda. Por outro lado, no exercício da sua responsabilidade social, o cristão é obrigado, em nome de Cristo e do Evangelho, a denunciar a cultura sempre que ela se faz condescendente com o mal (cfr. Ef. 5,11). Temos, por isso, que assumir a coragem de recusar mentalidades e comportamentos, que, reduzindo a vida humana à sua dimensão material, aceitam qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Opções desta natureza, para além de serem contra a moral, só podem conduzir á ruina da própria sociedade.

A autêntica vida comunitária é feita por pessoas que se estimam mutuamente, mas também se ajudam e cooperam entre si, no que podemos chamar uma recíproca correcção e exortação, em espírito de humildade e de amor (cfr. Mensagem do Papa p/ Quaresma de 2012).

Para promover esta reciprocidade, na solicitude de uns para com os outros, a sabedoria milenar da Igreja recomenda, especialmente na Quaresma, a pedagogia da esmola, da oração e do jejum.

Ao longo desta Quaresma, queremos, assim, cultivar a autêntica proximidade para construir comunidade, principalmente das seguintes formas:

1. Celebrando a nossa Fé, com especial cuidado e entusiasmo, principalmente na Eucaristia. Recomendamos também que se reze nas comunidades pelo menos uma hora da Liturgia das Horas. E pedimos às Comunidades Religiosas e outras de especial consagração e também a grupos que já o costuma fazer que, pelo menos ao domingo, celebrem a Liturgia das Horas com o Povo.

2. Escutando e partilhando, com mais diligência, a Palavra de Deus contida na Bíblia, não só nas assembleias litúrgicas, mas também nos grupos bíblicos que estamos a incentivar por toda a nossa Diocese;

3. Respondendo, com generosidade, ao apelo da renúncia quaresmal. Este ano vamos dirigir a nossa renúncia quaresmal para a constituição e fortalecimento do nosso Fundo Diocesano de Solidariedade, à semelhança do Fundo de Solidariedade que é promovido pela Conferência Episcopal. São muitos os casos de pessoas que nos estão a bater à porta, pedindo ajuda material, porque lhes faltam os meios elementares de subsistência.

4. Alguns têm vindo a ser atendidos pela Caritas Diocesana e pelas Conferências de S. Vicente de Paulo. Porém, já há falta de meios para atender às necessidades e a evolução dos acontecimentos faz-nos prever que as dificuldades vão aumentar”.

16 janeiro 2012

Uma reflexão e revisão pastoral diante dos diocesanos, pelo Bispo da Diocese


Cumprem-se hoje, dia 16 de Janeiro, sete anos de exercício do Ministério Episcopal que me foi confiado na Diocese da Guarda. Foi no dia 21 de Dezembro de 2004 que o então Papa João Paulo II me nomeou como Bispo Coadjutor e me enviou para a Diocese da Guarda, no impedimento do Sr. D. António dos Santos, por razões de doença grave.

Lembro com profundo agrado o acolhimento caloroso que a Diocese dispensou, nesse dia frio de 16 de Janeiro de 2005, àquele que o Senhor lhe enviava.

O primeiro ano, ou seja, a ano pastoral 2005-06, foi um ano para tentar conhecer, na vastidão territorial da nossa Diocese, aqueles que são os primeiros agentes da acção pastoral – os Sacerdotes. Procurei contactar cada um no seu próprio espaço de trabalho pastoral e ao mesmo tempo aperceber-me de quais eram os outros agentes pasto­rais que os acompanhavam no serviço das comunidades e também dos principais movimentos de apostolado implantados na nossa Diocese.

Dificuldades mais acentuadas, comecei a senti-las ao terminar o primeiro ano pastoral da minha presença na Diocese, quando era necessário prover aos diferentes cargos pastorais, a começar pela responsabilidade na condução das paróquias e conjuntos de paróquias. E desde a primeira hora senti que se impunha a necessidade de todos nós – sacerdotes e povo de Deus no seu conjunto – evoluirmos da responsabilidade pastoral concentrada na única pessoa do Pároco para a efectiva partilha de responsabilidades, numa Igreja entendida essencialmente como comunhão de ministérios ao serviço da comunhão dos fiéis. Reconheço que este tem sido um caminho difícil de percorrer.

Os quatro anos seguintes (2006 a 2010) foram vividos com uma preocupação de fundo, a qual consistiu em repropor o Catecismo da Igreja Católica ao conjunto dos fiéis de toda a nossa Diocese, a começar pelos adultos e por aqueles que são praticantes regulares nas nossas comunidades. Procurámos que cada uma das quatro partes do Catecismo fosse objecto de formação na Fé dos cristãos adultos durante esses anos. E para atingirmos este objectivo elaborámos, com a colaboração de padres e leigos da nossa Diocese, um texto de apoio para cada ano. Não foi fácil fazer compreender aos fiéis que temos de passar à nova cultura da formação permanente também na Fé, a começar pelos adultos. Estamos, de facto, perante uma necessidade que o Povo Cristão continua a ter dificuldade em identificar e aceitar e nós sacerdotes confrontamo-nos com a dificuldade de fazer despertar os fiéis para esta importante realidade. Fomo-nos sentindo muito sobrecarregados com as solicitações imediatas que nos eram e são feitas predominantemente na área das celebrações. E esta realidade foi-se tornando tanto mais pesada quanto o número de paróquias teve de crescer em cada conjunto confiado ao mesmo Pároco, porque o número de sacerdotes foi diminuindo; isto, apesar de o número de pessoas, nos nossos meios, estar em progressiva queda. Na realidade, tivemos dificuldade em organizar o nosso tempo e a nossa agenda para dar à missão de ensinar, que o Senhor nos confia, o tempo e o investimento de energias de que ela precisa.
E numa primeira avaliação também eu sinto que os objectivos estabelecidos para a recepção do Catecismo da Igreja Católica na Diocese não foram inteiramente atingidos.
Mas o facto é que essa experiência permitiu-nos entrar numa outra aventura pastoral, também de formação permanente dos nossos fiéis. Essa aventura foi a proposta feita a toda a Diocese, no conjunto das suas comunidades e serviços, para progredirmos todos no encontro com Cristo vivo, através do acolhimento da sua Palavra, no Evangelho de cada ano litúrgico e com o método dos grupos bíblicos.

Assim, no ano pastoral 2010-11, foi proposto a toda a Diocese o Evangelho de Mateus. No final do ano, ao fazer a nossa revisão, verificámos que tivemos na Diocese a funcionar 60 grupos bíblicos, nos quais estiveram envolvidos participantes em número aproximado entre 700 e 800.
Não satisfeitos com os resultados conseguidos, no ano em curso, centrado no Evangelho de Marcos, sentimos que devíamos ensaiar uma reconvocação dirigida em primeiro lugar aos cristãos praticantes da Missa Dominical, mas também aos participantes ocasionais e ainda aos afastados e indiferentes.

Também sentimos que os primeiros agentes desta reconvocação têm de ser os sacerdotes e seus mais directos colaboradores pastorais. Estes têm de ser os primeiros a assumirem-se como discípulos do Mestre e também missionários da sua causa. Para nos ajudarem neste processo missionário de reconvocação, pedimos ajuda externa a dois institutos missionários – os Redentoristas e os Verbitas – que estão a trabalhar connosco. Com a sua ajuda, pretendemos atingir dois objectivos: a) mobilizar para a atitude missionária os agentes pastorais mais responsáveis, a começar pelos sacerdotes; b) sensibilizar cada comunidade cristã para a sua responsabilidade missionária de anunciar o Evangelho e convocar para o encontro com Cristo. A este processo chamamos “Missão para a Nova Evangelização”. Vivemos a esperança de que este esforço se traduza numa maior responsabilização de todos os agentes pastorais e também no aumento daqueles que se dispõem a aceitar o confronto com a Pala­vra de Deus e o consequente compromisso com a vida da comuni­dade cristã.

Com as visitas pastorais às 365 Paróquias da nossa Diocese, por arciprestados, que comecei ainda no ano pastoral 2005-06, propus-me passar um dia de semana em cada paróquia e voltar no domingo seguinte para dar orientações na Missa Dominical. Este processo foi interrompido ao longo de todo o ano sacerdotal e espero que esteja terminado no final deste ano civil. Para as visitas pastorais há um objectivo prioritário estabelecido que é identificar em cada conjunto de Paróquias os cooperadores pastorais do mesmo Pároco e promo­ver a sua corresponsabilidade pastoral.

Durantes estes sete anos houve alguns marcos na vida da nossa Diocese que desejo recordar.
Um deles foi a assembleia geral do Clero realizada em 2010, em pleno ano sacerdotal. Nela foram apontados alguns caminhos que estão a marcar o ritmo pastoral da Diocese. Assim, depois e recomendar uma mensagem do Clero à Diocese, em ano sacerdotal, pediu a criação de um secretariado diocesano do Clero presidido por um vigário episcopal para o Clero. Pediu ainda que fosse criado um serviço de apoio “jurídico-pastoral” às paróquias e seus agentes pastorais e ainda que oportunamente fosse também organizada uma assembleia de todo o povo de Deus da Diocese (de representantes do Povo de Deus, entenda-se).

Também os nossos Seminários tiveram de sofrer transformações. Assim, o Seminário Maior procurou aprofundar a cooperação com os Seminários Maiores das outras três Dioceses que estão comprometidas com o mesmo Instituto Superior de Teologia, sediado em Viseu. Não foi fácil o ajustamento às novas circunstâncias e há vários aspectos da vida do Seminário que precisam de continuar a ser reflectidos. Também o Seminário Menor do Fundão sofreu uma grande mudança, quando as circunstâncias impuseram que deixasse de ter escola de ensino básico e secundário própria. Optámos pela solução de fazer do Colégio de Nossa Senhora dos Remédios, no Tortosendo, a escola do Seminário Menor e, de facto, é aí que os alunos seminaristas passam a maior parte do seu tempo, no dia a dia. Continua a precisar de reflexão o Seminário Menor nas actuais circunstâncias, incluindo a sua relação com o Pré-seminário ou Seminário em Família. A preocupação pela pastoral das vocações sacerdotais foi constante, embora continue com a consciência de que ela deve ser mais partilhada por todos os agentes pastorais, incluindo os sacerdotes.

Também houve esforço por dar atenção à realidade da vida concreta das pessoas que vivem neste nosso interior, mais ou menos raiano, sujeito a muitas pressões de esvaziamento e de algum abandono. Senti e continuo a sentir que não podemos silenciar as implicações. Continuo a sentirar e a ajudar a encontrar caminhos de sustentabilidade para os nossos meios e defesa dos mais carenciados. O Evangelho como contributo para ajudar a encontrar caminhos de sustentabilidade para os nossos meios e defesa dos mais carenciados.

Olhando agora para a frente, vejo que precisamos de concentrar a nossa atenção principalmente nas seguintes prioridades pastorais:

1º)A primeira é o nosso Presbitério. Precisamos de continuar a criar todas as condições possíveis para que o nosso Presbitério seja cada vez mais a Fraternidade Sacramental recomendada pelo Concílio. Sinto que nós sacerdotes precisamos de assumir com crescente coragem a nossa missão fundamental de educadores dos fiéis e das comunidades, evitando sempre dois extremos – o autoritarismo e a demissão. Sinto também que temos de progredir na capacidade de trabalho em equipa – entre nós, com os diáconos e com os leigos, especialmen­te os nossos cooperadores pastorais mais directos.

2º)Dentro do grande objectivo pastoral que é criar comunhão de ministérios ao serviço da comunhão da Igreja, temos de continuar a desenvolver todos os esforços para dar aos 18 diáconos permanentes ordenados para serviço da nossa Diocese o lugar que lhes compete na vida e acção pastoral das comunidades. Precisamos que o Directório sobre a vida e o ministério dos diáconos permanentes, sobretudo quanto ás orientações que dá para as três diaconias – da caridade, da Palavra e da liturgia – seja de facto aplicado.

3º)Precisamos de continuar a repensar cada conjunto de paróquias confiado ao mesmo Pároco, admitindo que temos de fazer modificações nesses conjunto e nas acções pastorais desenvolvidas dentro de cada um deles. Esse repensar está já em curso, dando cumprimento ao nosso programa pastoral para este ano e procurando envolver nele todos os órgãos de consulta e decisão da Diocese. Na mesma linha de preocupações, também queremos continuar a valorizar os arciprestados como instâncias de planeamento e acompanhamento pastoral, com participação de sacerdotes, diáconos (onde houver), leigos e comunidades religiosas (onde houver). Aqui o Conselho Pastoral Arciprestal, que estamos a promover com regulamento próprio, será um bom instrumento na medida em que formos capazes de o pôr a funcionar. Também para permitir aos arciprestados assumirem estas novas funções, com a participação de leigos, a formação permanente do Clero passou do âmbito arciprestal para o da zona pastoral.

4º) Queremos dar cumprimento à indicação da última assembleia geral do Clero no sentido de convocar oportunamente uma assembleia de representantes de todo o povo de Deus da Diocese. As circunstâncias aconselham que preparemos e realizemos este evento no quadro das comemorações do cinquentenário do Concílio Vaticano II, procurando avaliar como está a ser feita sua recepção na nossa Diocese. E isto também no contexto da vivência do ano da Fé proposto pelo Papa Bento XVI.

5º) Sinto que temos de repensar constantemente a acção desenvolvida pelos diferentes Secretariados e Departamentos de acção pastoral da Diocese e também dos diferentes movimentos, serviços e obras de apostolado que temos ao serviço da formação e vivência da Fé.

6º) A terminar, desejo dizer a todos, mas particularmente aos nossos padres e diáconos que coloco muita esperança na próxima assembleia geral do Clero calendarizada para o mês de Maio deste ano.

Guarda, 16 de Janeiro de 2012
+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda.

06 janeiro 2012

31 dezembro 2011

sejamos nós próprios as mãos de Deus


Passou mais um ano, de modo acelerado e com muitos tempos e contratempos. Ao olhar o passado vemos muita coisa feita e realizada (seja ela boa ou menos boa), mas o que vemos ao olhar o futuro? Uns dizem que os dias serão muito “negros”. A palavra “sacrifício” está na ordem do dia. Eu sei, e todos sabemos, que os dias serão difíceis, mas desde o momento original de toda a criação, quando é que não existiram tempos difíceis? Eu, ao olhar este futuro, recuso-me a olhar simplesmente o péssimo, mas a ser mais optimista. Um optimista bem presente na realidade que vai ser vivida e enraizado no coração de Deus.

Que seria de mim sem a sua presença constante e amiga? Porque não, ouvirmos mais a Palavra de Deus e deixar que ela ilumine os nossos afazeres do dia a dia? Porque não, pôr em prática as palavras que Jesus nos deu? Porque não, autorizarmos que o nosso coração seja transformado e moldado por Deus?

Na unidade de esforços e gestos de amor, a humanidade supera as suas maiores dificuldades. Algumas vezes o Apóstolo S. Paulo utiliza a palavra: “suportai-vos”. Neste novo ano que se inicia (que alguns agoiram como sendo o último) tentemos ser o “suporte” nos momentos e nos tempos partilhados. Tentemos ser humildes nas nossas conversas e nos nossos atos. Sejamos como os pastores de Belém que contaram a notícia do nascimento de Jesus e se alegraram por encontrar Deus nas suas vidas. Na vida de cada um e dentro da realidade que nos cerca e nos envolve, sejamos nós próprios as mãos de Deus!

Pe Ângelo, diretor do SDM

30 dezembro 2011

Votos de D. Manuel Felício para 2012

Bispo da Guarda deseja fortalecimento do tecido social

O bispo da Guarda deseja que, no próximo ano, haja em Portugal o “fortalecimento do tecido social” e que a sua Diocese seja “cada vez mais comunidade de fé”.

“Para a Diocese formulo que sejamos cada vez mais comunidade de fé, apostada em seguir os caminhos de Jesus Cristo para serviço da comunidade humana. E, se formos comunidade humana e de fé fortemente apostados em seguir os caminhos de Jesus Cristo, com a novidade do estilo de vida que ele levou, e que ele nos propõe, que tem as marcas da sobriedade, da solidariedade, da defesa de valores fundamentais como os da família, nós vamos progredir como Diocese e prestar o melhor serviço à comunidade humana”, afirmou D. Manuel Felício ao Jornal A Guarda.

Quanto à comunidade em geral, para o ano de 2012, desejou: “Queria que houvesse cada vez uma maior aproximação dos líderes e dos que são liderados, no sentido de, com projectos comuns, podermos avançar um fortalecimento do tecido social, que está muito rompido como todos nós vemos. E, na medida em que fortalecemos esse tecido social, nós vamos dar novas razões de esperança à nossa comunidade e às pessoas em geral, que é o que lhes falta, neste momento”.

Entretanto, numa altura em que está em discussão a rede de Maternidades, e o possível encerramento de duas das três Maternidades da Beira Interior (Guarda, Covilhã e Castelo Branco) o prelado Diocesano disse ao Jornal A Guarda que deseja que o serviço continue na cidade mais alta do País. “Eu desejaria que ela ficasse na Guarda, mas não quero substituir a responsabilidade daqueles que estão à frente destes três centros, onde incluo um quarto, que é Viseu, que pertence também à nossa área”, declarou. Acrescentou dizendo que “gostava de ver os responsáveis destas unidades a dialogarem entre si, e a porem em comum projectos e a verem como é que se podem distribuir por estas distintas unidades os diferentes serviços, para termos serviços de qualidade e acessíveis a todos”. “Ainda não vi que esse diálogo tenha sido feito e tenho perguntado várias vezes por ele. Não sou técnico, gostaria que ela [Maternidade] ficasse na Guarda. Não sei se essa é a melhor solução técnica. Aos técnicos peço que reflictam sobre isso, comuniquem à tutela e que a tutela, com responsabilidade, decida”, referiu.

Na opinião de D. Manuel Felício, que falava ao Jornal A Guarda na sexta-feira, dia 23 de Dezembro, no dia em que visitou os reclusos do Estabelecimento Prisional da Guarda, antes da decisão sobre o futuro dos blocos de partos ocorre um “processo longo” que envolve “consulta às unidades técnicas, às populações e responsáveis pelas populações”.

Já sobre a mensagem que deixou aos reclusos da Cadeia da Guarda, afirmou: “Se este tempo for oportunidade para eles recuperarem o entusiasmo, se formarem para o reencontro com a vida social, podem ter aqui a oportunidade de relançar a sua própria vida para serviço à comunidade”.

in Diocese da Guarda