Em início do ano Missionário, hoje a Vigília Missionária Diocesana, presidida pelo Sr Bispo D. Manuel Felício, será no Colmeal da Torre às 21 horas. Até já!
Diocese da Guarda | Departamento da Comunhão Eclesial e Ecumenismo - Departamento das Missões - Departamento da Piedade Popular | Obras Missionárias Pontifícias
Mostrando postagens com marcador Ano Missionário 2018/2019. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ano Missionário 2018/2019. Mostrar todas as postagens
20 outubro 2018
01 outubro 2018
CONCLUSÕES das Jornadas Missionárias 2018
CONCLUSÕES E PROPOSTAS DE AÇÃO
1 – Nos dias 15 e 16 de Setembro de 2018 decorreram no Seminário do
Verbo Divino, em Fátima, as Jornadas Missionárias Nacionais sob o lema
“Eu sou Missão”. No âmbito da celebração do sínodo dos Bispos em Roma
sobre os jovens em outubro próximo, estas jornadas foram pensadas para
que os jovens fossem os protagonistas deste evento. Dos 300 participantes
cerca de 30% eram jovens que emprestaram um dinamismo novo a estas
jornadas, quer na abertura e no serão do 1º dia, bem como nos desafios
lançados na mesa redonda de domingo sobre “A Igreja que pretendemos”.
2 - Estas jornadas promovidas pela Comissão Episcopal de Missões e nova
Evangelização, pelas Obras Missionárias Pontifícias e pelo IMAG foram
abertas por D. Manuel Linda, presidente da Comissão Episcopal de Missões,
que após as boas vindas situou este encontro no contexto da celebração do
outubro missionário extraordinário preconizado pelo Papa Francisco, e do
ano missionário proposto pelo Episcopado Português com inicio em outubro
de 2018 até outubro de 2019.
3- O Dr. Juan Ambrósio, a partir do tema “eu Sou Missão” apresentou-nos
a missão como coração da identidade cristã, bem como os pressupostos e
coordenadas para a tornar efetiva na vida da Igreja pelo empenho de todos
e cada um, concretizada no anúncio da palavra, na celebração fé, na
vivência da diaconia e caridade, tudo sustentado pela koinonia
(Comunhão).
Partindo da evolução do pensamento do papa Francisco presente nas
sucessivas encíclicas, o orador apontou-nos o itinerário que a comunidade
cristã é chamada a percorrer em ordem ao compromisso global de todos os
seus membros na construção de uma igreja não autorreferencial e em
saída, em direção às periferias geográficas e existenciais. A renovação da
igreja passa pelo cuidar da casa comum em ordem a uma ecologia humana
integral onde não haja lugar para “descartados” nem “sobrantes” cuidando
da paz. A misericórdia será o critério de fidelidade a este compromisso
através de uma santidade realizada em “ações ordinárias de maneira
extraordinária” porque nada do que é cristão pode prescindir do encontro
com Deus em Jesus Cristo e o ser Humano.
4- Através dos Workshops os diversos grupos partilharam o compromisso
com as múltiplas formas de missão ao nível da experiência pessoal e de
grupo, e o seu impacto quer nas comunidades locais quer ao nível
diocesano e mesmo em contextos de Missão Ad Gentes, não esquecendo
as problemáticas emergentes com Migrantes e outras situações
humanitárias.
A experiencia da descoberta e do encontro com Jesus Cristo é sempre o
início de um compromisso com a igreja e com o mundo “real” onde somos
chamados a viver, quer dentro dos nossos contextos quer na missão Ad
Gentes. Os quatro jovens intervenientes na mesa redonda sobre: “A Igreja
que pretendemos” testemunharam o que significou para si a experiencia
missionária como partilha e doação e, também a riqueza que a Missão
sempre proporciona: transformar e ser transformados.
5 - A título de conclusão e para o melhor desempenho da Missão:
- A Igreja deve ser descentrada e não autorreferencial, igreja em saída
em direção às periferias. Plural e Santa lendo a presença de Deus no
concreto da vida, tendo como critério o Amor Misericordioso de Deus.
- Para que o ano missionário preconizado pelos nossos bispos se torne
um momento de Graça para a nossa Igreja é urgente criar em todas
as dioceses os Centros Missionários Diocesanos (CMD) e os Grupos
Missionários Paroquiais (GMP) como promotores e animadores da
consciência missionária no povo de Deus.
- Torna-se urgente que durante este Ano de Graça se promovam nas
paróquias, arciprestados e dioceses experiências concretas de saída
para outras realidades, dentro ou fora das nossas fronteiras, como
sinal de compromisso com o anúncio do Evangelho.
- A ausência de representantes de algumas dioceses de Portugal neste
encontro nacional é o sintoma de que a responsabilidade missionária
das igrejas locais é ainda uma debilidade pastoral. Que a celebração
do ano missionário a todos desperte para a missão.
21 maio 2018
Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa para o Ano Missionário e o Mês Missionário Extraordinário
“Todos, Tudo e Sempre em Missão”
1. Por motivo do centenário
da Carta Apostólica Maximum Illud, de 30 de novembro de 1919, do
Papa Bento XV, o Papa Francisco declarou o mês de outubro de 2019 “Mês
Missionário Extraordinário”, tendo como objetivo despertar para uma maior
consciência da missão e retomar com novo impulso a transformação missionária da
vida e da pastoral.
Em união com o Santo
Padre, queremos celebrar esse centenário apelando a um maior vigor missionário
em todas as dioceses, paróquias, comunidades e grupos eclesiais, desde os
adultos aos jovens e crianças.
Acolhendo com alegria a
proposta do Papa Francisco de um Mês Missionário Extraordinário para toda a
Igreja, nós, Bispos portugueses, propomo-nos ir mais longe e celebraremos esse
mês como etapa final de um Ano Missionário em todas as nossas Dioceses, de
outubro de 2018 a outubro de 2019.
Encontro pessoal com
Jesus Cristo
2. Desde o início do seu
pontificado, o Papa Francisco tem convidado todo o cristão, em qualquer lugar e
situação, a renovar o seu encontro pessoal com Jesus Cristo, a tomar a decisão
de se deixar encontrar por Ele e a procurá-l’O dia-a-dia, sem cessar. Repetidas
vezes, no seguimento dos seus antecessores, tem lembrado que a ação missionária
é o “paradigma de toda a obra da Igreja”. Assim sendo, não podemos ficar
tranquilos, em espera passiva: é necessário passar de uma pastoral de mera
conservação para uma pastoral decididamente missionária.
Com o “sonho missionário
de chegar a todos”, o Santo Padre tem incentivado a ir às periferias, a ir até
junto dos pobres, convidando os jovens a “fazer ruído”, a não “ficarem no sofá”
a verem a vida a passar. Convida a Igreja a não ficar entre si sem correr
riscos, mas ter a coragem de ser uma Igreja viva, acolhedora, dos excluídos e
dos estrangeiros.
3. No centro desta
iniciativa, que envolve a Igreja universal, estão a oração, o testemunho e a
reflexão sobre a centralidade da missão como estado permanente do envio para a
primeira evangelização (Mt 28,19). Trata-se de colocar a missão de
Jesus no coração da própria Igreja, transformando-a em critério para medir a
eficácia das estruturas, os resultados do trabalho, a fecundidade dos seus
ministros e a alegria que são capazes de suscitar, porque sem alegria não se
atrai ninguém.
Em estado permanente de
Missão
4. A preocupação que tinha
Bento XV há quase cem anos, e que o documento conciliar Ad gentes nos
recorda há mais de cinquenta anos, permanece plenamente atual. Lembrando as
palavras de São João Paulo II, “a missão de Cristo Redentor, confiada à Igreja,
está ainda longe do seu pleno cumprimento. Uma visão de conjunto da humanidade
mostra que tal missão está ainda no começo, e devemos empenhar-nos com todas as
forças no seu serviço… A missão renova a Igreja, revigora a sua fé e
identidade, dá-lhe novo entusiasmo e novas motivações. É dando a fé que ela se
fortalece! A nova evangelização dos povos cristãos há de encontrar também
inspiração e apoio no empenho pela missão universal”. Só assim nos constituímos
em “estado permanente de missão em todas as regiões da Terra”.
5. Se Bento XV convidava
“cada um a pensar que deve ser como que a alma da sua missão”, o Papa Francisco
diz que é tarefa diária de cada um “levar o Evangelho às pessoas com quem se
encontra, porque o anúncio do Evangelho, Jesus Cristo, é o anúncio essencial, o
mais belo, mais importante, mais atraente e, ao mesmo tempo, o mais necessário”
(EG 127).
Como discípulos
missionários, devemos entrar decididamente com todas as forças nos processos
constantes de renovação missionária, pois, hoje, cada terra e cada dimensão
humana são terra de missão à espera do anúncio do Evangelho.
Viver a Missão
6. O Papa Francisco indica
quatro dimensões para prepararmos e vivermos o Mês Missionário Extraordinário
de outubro de 2019:
·
Encontro pessoal com Jesus Cristo vivo na sua Igreja: Eucaristia, Palavra
de Deus, oração pessoal e comunitária.
·
Testemunho: os santos, os mártires da missão e os confessores da fé, que
são expressão das Igrejas espalhadas pelo mundo.
·
Formação: bíblica, catequética, espiritual e teológica sobre a missão.
·
Caridade missionária: ajuda material para o imenso trabalho da
evangelização e da formação cristã nas Igrejas mais necessitadas.
Estas dimensões de
oração, reflexão e ação propostas pelo Santo Padre, assim como o tema do Dia
Mundial das Missões em 2019 – “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em
missão no mundo” – estarão presentes nas várias iniciativas diocesanas ao longo
de todo o Ano Missionário, sempre centrados na Palavra e na Eucaristia:
“partilhar a Palavra e celebrar juntos a Eucaristia torna-nos mais irmãos e
vai-nos transformando pouco a pouco em comunidade santa e missionária”.
7. A missão dada por Jesus
aos seus discípulos é impressionante: uma missão ampla “por todo o mundo” (Mc 16,15),
“a todas as gentes” (Mt 28,19), eficaz nos “sinais” que a
acompanham (Mc 16,17), profunda e alegre, que só pode realizar-se
desde a experiência do Ressuscitado e a sua colaboração confirmada (Mc 16,20).
Do encontro com a Pessoa de Jesus Cristo nasce a Missão que não se baseia em
ideias nem em territórios, mas “parte do coração” e dirige-se ao coração, uma
vez que são “os corações os verdadeiros destinatários da atividade missionária
do Povo de Deus”.
8. As iniciativas e
atividades de cooperação missionária são dirigidas e coordenadas em toda a
parte, por mandato do Sumo Pontífice, pela Congregação para a Evangelização dos
Povos. Contudo, cabe às Igrejas locais, quer a nível nacional, através das
Comissões Episcopais das Missões, quer a nível diocesano, na pessoa do próprio
Bispo, tarefas semelhantes. A Congregação para a Evangelização dos Povos
serve-se, em cada país, das quatro Obras Missionárias Pontifícias (OMP)
[Propagação da Fé, Infância Missionária, São Pedro Apóstolo, União
Missionária], que sendo as Obras do Papa, são-no também do Episcopado e de todo
o Povo de Deus, devendo dar-se-lhes, com todo o direito, o primeiro lugar.
É por isso que apelamos
uma vez mais para que em todas as nossas dioceses surjam “Centros Missionários
Diocesanos (CMD) e Grupos Missionários Paroquiais (GMP), laboratórios
missionários, células paroquiais de evangelização que, em consonância com as
OMP e os Centros de animação missionária dos Institutos Missionários, possam fazer
com que a missão universal ganhe corpo em todos os âmbitos da pastoral e da
vida cristã”, que nos animem a ter a coragem de alcançar todas as periferias
que precisam da luz do Evangelho, numa missão total que deve envolver Todos,
Tudo e Sempre.
Renovação missionária
9. Ao longo deste Ano
Missionário, de outubro de 2018 a outubro de 2019, façamos todos – bispos,
padres, diáconos, consagrados e consagradas, adultos, jovens, adolescentes,
crianças – a experiência da missão. Sair. Irmos até uma outra paróquia, uma
outra diocese, um outro país em missão, para sentirmos que somos chamados por
vocação a sermos universais, ou seja, a termos responsabilidade não só sobre a
nossa comunidade, mas sobre o mundo inteiro.
Paulo VI interpela-nos a
“conservar o fervor do espírito e a suave e reconfortante alegria de
evangelizar, mesmo quando for preciso semear com lágrimas… É que o mundo do
nosso tempo que procura, ora na angústia, ora com esperança, quer receber a Boa
Nova dos lábios, não de evangelizadores tristes e desencorajados, impacientes
ou ansiosos, mas sim de discípulos missionários do Evangelho cuja vida irradie
fervor, pois foram quem recebeu primeiro em si a alegria de Cristo, e são
aqueles que aceitaram arriscar a sua própria vida para que o reino seja anunciado
e a Igreja seja implantada no meio do mundo”.
Não esqueçamos as novas
gerações e o mundo dos jovens, que nos chamam a construir uma pastoral
missionária “para” e “a partir” dos jovens. No contacto direto com eles, com as
suas esperanças e frustrações, anseios e contradições, tristezas e alegrias,
anunciemos as boas notícias da parte de Deus. Nesse contacto, à imagem do
Senhor Jesus, “o missionário não se irrita, não desanima, não despreza nem
trata com dureza… mas a todos procura atrair com bondade até aos braços de
Cristo, o Bom Pastor” (MI 43).
10. Que este Ano Missionário
se torne uma ocasião de graça, intensa e fecunda, de modo que desperte o
entusiasmo missionário. E que este jamais nos seja roubado! Nesse entusiasmo, a
formação missionária deve perpassar toda a nossa catequese e as escolas de
leigos, e ser inserida nos currículos dos Seminários e das Faculdades de
Teologia.
Celebremos este Ano
Missionário “sob a proteção de Maria, para que sejamos no mundo sentinelas da
madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que
brilhou na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que
brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no
amor”.
Fátima, 20 de maio de
2018, Solenidade do Pentecostes
Assinar:
Postagens (Atom)
