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26 maio 2025

Centro de Espiritualidade D João de Oliveira Matos - Kilenda, Sumbe, Angola

 Partilhamos mais novidades enviadas por D. Manuel Felício, Bispo Emérito da Guarda, à Liga dos Servos de Jesus. 

www.ligadosservosdejesus.com 



No sábado passado, decorreu, nas instalações do Centro de Espiritualidade D. João de Oliveira Matos, um encontro da Vigararia a que pertence a Paróquia da Quilenda.

Estiveram presentes 15 sacerdotes e 10 Religiosas das 3 comunidades religiosas sediadas nas Paróquias da Vigararia.

Os trabalhos decorreram no auditório deste Centro de Espiritualidade, também inicialmente pensado para refeitório, para onde foram deslocadas cadeiras e mesas da Escola Primária D. João de Oliveira Matos. Houve um tema de reflexão que ocupou toda a manhã, a qual encerrou com celebração da Eucaristia, na Igreja Paroquial.


O almoço, preparado na cozinha das mesmas instalações do Centro de Espiritualidade, foi servido ao ar livre, na esplanada deste Centro. E foi uma refeição de festa, em que se assinalaram os aniversários dos sacerdotes e das religiosas cumpridos desde o início do ano pastoral até ao momento.

O convívio prolongou-se durante toda tarde, dando colorido e alegria à esplanada.

 

25.5.2025

+Manuel da Rocha Felício

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Decreto Ad Gentes, do Concílio Vaticano II (continuação)

CAPÍTULO I

PRINCÍPIOS DOUTRINAIS

Desígnio do Pai

2. A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus Pai, na «missão» do Filho e do Espírito Santo (6).

Este desígnio brota do «amor fontal», isto é, da caridade de Deus Pai, que, sendo o Princípio sem Princípio de quem é gerado o Filho e de quem procede o Espírito Santo pelo Filho, quis derramar e não cessa de derramar ainda a bondade divina, criando-nos livremente pela sua extraordinária e misericordiosa benignidade, e depois chamando-nos gratuitamente a partilhar da sua própria vida e glória. Quis ser, assim, não só criador de todas as coisas mas também «tudo em todas as coisas» (1 Cor. 15,28), conseguindo simultâneamente a sua glória e a nossa felicidade. Aprouve, porém, a Deus chamar os homens a esta participação na sua vida, não só de modo individual e sem qualquer solidariedade mútua, mas constituindo-os num Povo em que os seus filhos, que estavam dispersos, se congregassem em unidade (7).

Missão do Filho

3. Este desígnio universal de Deus para a salvação do género humano realiza-se não sòmente dum modo quase secreto na mente humana, ou por esforços, ainda que religiosos, pelos quais os homens de mil maneiras buscam. a Deus a ver se conseguem chegar até Ele ou encontrá-l'O, embora Ele não esteja longe de cada um de nós (cfr. Act. 17, 27); com efeito, estes esforços precisam de ser iluminados e purificados, embora, por benigna determinação da providência de Deus, possam algumas vezes ser considerados como pedagogia ou preparação evangélica para o Deus verdadeiro (8). Para estabelecer a paz ou a comunhão com Ele e uma sociedade fraterna entre os homens, apesar de pecadores, Deus determinou entrar de modo novo e definitivo na história dos homens, enviando o seu Filho na nossa carne para, por Ele, arrancar os homens ao poder das trevas e de satanás (9) e n'Ele reconciliar o mundo consigo (10). Constituiu, portanto, herdeiro de todas as coisas Aquele por quem fizera tudo(11), para n'Ele tudo restaurar (12).

Cristo Jesus, de facto, foi enviado ao mundo como verdadeiro mediador entre Deus e os homens. Como é Deus, n'Ele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Col. 2,9); e sendo o novo Adão pela sua natureza humana, é constituído cabeça da humanidade renovada, cheio de graça e de verdade (Jo. l,14). Assim, o Filho de Deus, pelo caminho duma verdadeira Incarnação, veio para fazer os homens participantes da sua natureza divina e, sendo rico, fez-se por nós necessitado para que nos tornássemos ricos da sua pobreza (13). O Filho do Homem não veio para que o servissem, mas para ser ele a servir e para dar até a sua vida em redenção por muitos, isto é, por todos (14). Os santos Padres constantemente proclamam nada estar remido que não tivesse sido primeiro assumido por Cristo (15). Ora ele assumiu por inteiro a natureza humana tal qual ela existe em nós, pobres e miseráveis, rejeitando dela apenas o pecado (16). De si mesmo disse Cristo, a quem o Pai santificou e enviou ao mundo (cfr. Jo. 10,36): «O Espírito do Senhor está sobre mim; por isso me ungiu e me enviou a anunciar a boa nova aos pobres, a sarar os contritos de coração, a proclamar a libertação dos cativos e a restituir a vista aos cegos» (Lc. 4,18). E outra vez: «Veio o Filho do Homem para buscar e salvar o que estava perdido» (Lc. 19,10).

Aquilo que uma vez foi pregado pelo Senhor ou aquilo que n'Ele se operou para salvação do género humano, deve ser proclamado e espalhado até aos confins da terra (17), começando por Jerusalém (18), de modo que tudo quanto foi feito uma vez por todas, pela salvação dos homens, alcance o seu efeito em todos, no decurso dos tempos.

 


19 maio 2025

D. Manuel Felício, Bispo Emérito da Guarda, na Kilenda...

Partilhamos mais novidades enviadas por D. Manuel Felício, Bispo Emérito da Guarda, à Liga dos Servos de Jesus. 




Decorreu, no sábado passado, dia 17 de maio, nas instalações do Centro de Espiritualidade e também da Escola da Missão D. João de Oliveira Matos, na Quilenda (Angola), a primeira ação de formação, depois do prolongado interregno que se verificou, desde a pandemia.

O espaço inicialmente pensado para refeitório, foi, de facto, auditório que albergou a formação de 50 catequistas, durante todo o dia de sábado. Ao mesmo tempo, decorria, na parte da Escola, um encontro de crianças e adolescentes, “Guardas da Eucaristia”, com formador indicado pela Diocese.

A formação dos catequistas foi orientada por três responsáveis da Comissão Paroquial de Catequese do Município vizinho (Gabela).

Este foi um trabalho intenso que envolveu aspetos de teoria e de prática e sobretudo pretendendo motivar estes catequistas para serem formadores de outros catequistas. Alguns, para estarem presentes nesta ação de formação, fizeram percurso a pé durante 8 horas, só na vinda.

Durante os trabalhos da formação foram surgindo preocupações variadas que necessitam de ser objeto de outras formações, as quais se enquadram nos objetivos estatutários deste Centro de Espiritualidade e Formação Catequética.

Nas instalações contíguas da Escola D. João de Oliveira Matos foi utilizado o espaço comunitário do Django para refeições e, mais uma vez, se fez a experiência de como a máxima otimização dos espaços tem de continuar a ser critério para os responsáveis pastorais.

Este Centro de Espiritualidade foi criado em 2017, por decreto episcopal, no âmbito da Missão D. João de Oliveira Matos e funcionou com regularidade até ao ano de 2021 e desse funcionamento há documentação que não perdeu, de todo, atualidade, mas depois interrompeu a sua atividade. Agora precisa de nova Direção, o que só poderá acontecer quando o Bispo da Diocese regressar de uma ausência prolongada, prevista para o fim do próximo mês de junho.

Esperamos, agora, que, através da Escola Primária, que nunca interrompeu as suas atividades e mantém a frequência de mais de 500 alunos (cinco salas em desdobramento, de manhã e de tarde, mais uma outra solicitada ao Magistério local) e também através deste Centro de Espiritualidade e Formação Catequética e eventualmente de mais alguns serviços de formação pretendidos pelo Bispo Diocesano local, o carisma do Venerável Servo de Deus D. João de Oliveira Matos e da Liga dos Servos de Jesus continue a inspirar programas de evangelização e formação das pessoas, em geral e na Fé, por estes mundos da Angola profunda e ainda com muitos sinais de abandono.

18.5.2025

+Manuel da Rocha Felício

 


15 maio 2025

Convívio Fraterno 2025 - Diocese da Guarda


O próximo Convívio Fraterno a realizar na nossa Diocese terá lugar nos dias 10 (à noite), 11, 12 e 13 de julho de 2025, no Seminário Maior da Guarda. 

 

As inscrições estão abertas a jovens com idades compreendidas entre os 16 e os 30 anos e a participação no Convívio Fraterno tem o custo de 60 euros, valor que se destina a suportar as despesas com a realização do encontro.

 

As inscrições podem ser feitas de três formas:

1.    Através dos Senhores Padres, que devem recolher os dados dos interessados e remetê-los para nós.

2.    Pela ficha de inscrição acessível através do seguinte QRcode:





3.  Pela ficha de inscrição acessível através do link que se encontra na nossa página das redes sociais [instagram: @convivasdaguarda]

Por fim, pedimos a vossa oração pelo movimento e, em particular, pela realização do Convívio que se aproxima e pelos bons frutos que, certamente, dele sairão. 


D. Manuel Felício, Bispo Emérito da Guarda, em missão

O nosso Bispo emérito, D. Manuel Felício, está na comunidade da Kilenda, Diocese de Sumbe, Angola, onde agora se entrega a uma das faces da Igreja, numa comunidade onde a Diocese da Guarda, através da Liga dos Servos de Jesus, construiu uma escola para a comunidade e tem o Centro de Espiritualidade D. João de Oliveira Matos. O Sr D. Manuel dá agora um ano da sua vida no exercício da atividade missionária da Igreja. A Liga dos Servos de Jesus partilha com todos as imagens do dia 13 de Maio.

www.ligadosservosdejesus.blogspot.com 





Decreto Ad Gentes, do Concílio Vaticano II, sobre a atividade missionária da Igreja

PROÉMIO 

A vocação missionária da Igreja

1. A Igreja, enviada por Deus a todas as gentes para ser «sacramento universal de salvação», (1) por íntima exigência da própria catolicidade, obedecendo a um mandato do seu fundador (2), procura incansàvelmente anunciar o Evangelho a todos os homens. Já os próprios Apóstolos em que a Igreja se alicerça, seguindo o exemplo de Cristo, «pregaram a palavra da verdade e geraram as igrejas» (3). Aos seus sucessores compete perpetuar esta obra, para que «a palavra de Deus se propague ràpidamente e seja glorificada (2 Tess. 3,1), e o reino de Deus seja pregado e estabelecido em toda a terra.

No estado actual das coisas, de que surgem novas condições para a humanidade, a Igreja, que é sal da terra e luz do mundo (4), é com mais urgência chamada a salvar e a renovar toda a criatura, para que tudo seja instaurada em Cristo e n'Ele os homens constituam uma só família e um só Povo de Deus.

Por isso, este sagrado Concílio, agradecendo a Deus a grandiosa obra já realizada pelo esforço generoso de toda a Igreja, deseja delinear os princípios da actividade missionária e reunir as forças de todos os fiéis, para que o Povo de Deus, continuando a seguir pelo caminho estreito da cruz, difunda por toda a parte o reino de Cristo, Senhor e perscrutador dos séculos (5), e prepare os caminhos para a sua vinda.


19 outubro 2012

MENSAGEM DO SANTO PADRE PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES DE 2012 - 21 DE OUTUBRO 2012

86º Dia Mundial Missionário

”Chamados a fazer brilhar a Palavra da verdade” (Porta Fidei n. 6)
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FAZER BRILHAR A PALAVRA DA VERDADE

Queridos irmãos e irmãs!
Neste ano, a celebração do Dia Mundial das Missões reveste-se dum significado muito particular. A ocorrência do cinquentenário do inicío do Concílio Vaticano II, a abertura do Ano da Fé e o Sínodo dos Bispos cujo tema é a nova evangelização concorrem para reafirmar a vontade da Igreja se empenhar, com maior coragem e ardor, na missio ad gentes, para que o Evangelho chegue até aos últimos confins da terra.
Com a participação dos Bispos católicos vindos de todos os cantos da terra, o Concílio Ecuménico Vaticano II constituiu um sinal luminoso da universalidade da Igreja pelo número tão elevado de Padres conciliares que nele se congregou, pela primeira vez, provenientes da Ásia, da África, da América Latina e da Oceânia. Tratava-se de Bispos missionários e Bispos autóctones, Pastores de comunidades disseminadas entre populações nãocristãs, que trouxeram para a Assembleia conciliar a imagem duma Igreja presente em todos os continentes e se fizeram intérpretes das complexas realidades do então chamado «Terceiro Mundo». Enriquecidos com a experiência própria de Pastores de Igrejas jovens e em vias de formação, apaixonados pela difusão do Reino de Deus, eles contribuíram de maneira relevante para se reafirmar a necessidade e a urgência da evangelização ad gentes e, consequentemente, colocar no centro da eclesiologia a natureza missionária da Igreja.


Eclesiologia missionária
Hoje uma tal visão não esmoreceu; antes, tem conhecido uma fecunda reflexão teológica e pastoral e, ao mesmo tempo, repropõe-se com renovada urgência, porque aumentou o número daqueles que ainda não
conhecem Cristo. «Os homens, à espera de Cristo, constituem ainda um número imenso», afirmava o Beato João Paulo II na Encíclica Redemptoris missio sobre a validade permanente do mandato missionário; e acrescentava: «Não podemos ficar tranquilos, ao pensar nos milhões de irmãos e irmãs nossas, também eles redimidos pelo sangue de Cristo, que ignoram ainda o amor de Deus» (n. 86). Por minha vez, ao proclamar o Ano da Fé, escrevi que Cristo «hoje, como outrora, envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra» (Carta ap. Porta fidei, 7). E esta proclamação – como referia o Servo de Deus Paulo VI, na Exortação apostólica Evangelii nuntiandi – «não é para a Igreja uma contribuição facultativa: é um dever que lhe incumbe, por mandato do Senhor Jesus, a fim de que os homens possam acreditar e ser salvos. Sim, esta mensagem é necessária; ela é única e não poderia ser substituída» (n. 5). Por conseguinte, temos necessidade de reaver o mesmo
ímpeto apostólico das primeiras comunidades cristãs, que, apesar de pequenas e indefesas, foram capazes, com o anúncio e o testemunho, de difundir o Evangelho por todo o mundo conhecido de então.
Por isso não surpreende que tanto o Concílio Vaticano II como o Magistério sucessivo da Igreja insistam, de modo especial, sobre o mandato missionário que Cristo confiou aos seus discípulos e que deve ser empenho de todo o Povo de Deus: Bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas e leigos. O cuidado de anunciar o Evangelho em toda a terra compete, primariamente, aos Bispos enquanto responsáveis directos da evangelização no mundo, quer como membros do Colégio Episcopal, quer como Pastores das Igrejas particulares. Efectivamente, eles «foram consagrados não apenas para uma diocese, mas para a salvação de todo o mundo» (João Paulo II, Carta enc. Redemptoris missio, 63), sendo o Bispo «um pregador da fé, que conduz a Cristo novos discípulos» (Ad gentes, 20) e «torna presentes e como que palpáveis o espírito e o ardor missionário do Povo de Deus, de maneira que toda a diocese se torna missionária» (Ibid., 38).

A prioridade da evangelização
Assim, para um Pastor, o mandato de pregar o Evangelho não se esgota com a solicitude pela porção do Povo de Deus confiada aos seus cuidados pastorais, nem com o envio de qualquer sacerdote, leigo ou leiga fidei donum. O referido mandato deve envolver toda a actividade da Igreja particular, todos os seus sectores, em suma, todo o seu ser e operar: indicou-o claramente o Concílio Vaticano II, e o Magistério sucessivo reiterou-o com vigor. Isto exige que estilos de vida, planos pastorais e organização diocesana se adequem, constantemente, a esta dimensão fundamental de ser Igreja, sobretudo num mundo como o nosso em contínua transformação. E o mesmo vale para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica e também para os Movimentos eclesiais: todos os elementos que compõem o grande mosaico da Igreja devem sentir-se fortemente interpelados pelo mandato de pregar o
Evangelho para que Cristo seja anunciado em toda a parte. Nós, Pastores, com os religiosos, as religiosas e todos os fiéis em Cristo, devemos seguir as pegadas do apóstolo Paulo, o qual, «prisioneiro de Cristo pelos gentios» (Ef 3, 1), trabalhou, sofreu e lutou para fazer chegar o Evangelho ao meio dos gentios (cf. Col 1, 24-29), sem poupar energias, tempo e meios para dar a conhecer a Mensagem de Cristo.
Também hoje a missão ad gentes deve ser o horizonte constante e o paradigma de toda a actividade eclesial, porque a própria identidade da Igreja é constituída pela fé no Mistério de Deus, que se revelou em Cristo para nos dar a salvação, e pela missão de O testemunhar e anunciar ao mundo até ao seu regresso. Como São Paulo, devemos ser solícitos pelos que estão longe, por quantos ainda não conhecem Cristo nem experimentaram a paternidade de Deus, conscientes de que «a cooperação se alarga hoje para novas formas, não só no âmbito da ajuda económica mas também no da participação directa» na evangelização (João Paulo II, Carta enc. Redemptoris missio, 82).
A celebração do Ano da Fé e do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização serão ocasiões propícias
para um relançamento da cooperação missionária, sobretudo nesta segunda dimensão.

Fé e anúncio
O anseio de anunciar Cristo impele-nos também a ler a história para nela vislumbrarmos os problemas, aspirações e esperanças da humanidade que Cristo deve sanar, purificar e colmatar com a sua presença. De facto, a sua Mensagem é sempre actual, penetra no próprio coração da história e é capaz de dar resposta às inquietações mais profundas de cada homem. Por isso a Igreja, em todos os seus componentes, deve estar ciente de que «os horizontes imensos da missão eclesial e a complexidade da situação presente requerem hoje modalidades renovadas para se poder comunicar eficazmente a Palavra de Deus» (Bento XVI, Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 97). Isto exige, antes de mais, uma renovada adesão de fé pessoal e comunitária ao Evangelho de Jesus Cristo, «num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver» (Carta ap. Porta fidei, 8).
Com efeito, um dos obstáculos ao ímpeto da evangelização é a crise de fé, patente não apenas no mundo ocidental mas também em grande parte da humanidade, que no entanto tem fome e sede de Deus e deve ser convidada e guiada para o pão da vida e a água viva, como a Samaritana que vai ao poço de Jacob e fala com Cristo. Como narra o Evangelista João, o caso desta mulher é particularmente significativo (cf. Jo 4, 1-30): encontra Jesus, que começa por lhe pedir de beber mas depois fala-lhe duma água nova, capaz de apagar a sede para sempre. Inicialmente a mulher não entende, detém-se ao nível material, mas lentamente é guiada pelo Senhor fazendo um caminho de fé que a leva a reconhecê-Lo como o Messias. E a este propósito afirma Santo Agostinho: «Depois de ter acolhido no coração Cristo Senhor, que mais poderia fazer [aquela mulher] senão deixar ali o cântaro e correr a anunciar a boa nova?» (In Ioannis Ev.,15, 30). O encontro com Cristo como Pessoa viva que sacia a sede do coração só pode levar ao desejo de partilhar com os outros a alegria desta presença e de a dar a conhecer para que todos a possam experimentar. É preciso reavivar o entusiasmo da comunicação da fé, para se promover uma nova evangelização das comunidades e dos países de antiga tradição cristã que estão a perder a referência a Deus, e deste modo voltarem a descobrir a alegria de crer. A preocupação de evangelizar não deve jamais ficar à margem da actividade eclesial e da vida pessoal do cristão, mas há-de caracterizá-la intensamente, cientes de sermos destinatários e ao mesmo tempo missionários do Evangelho. O ponto central do anúncio permanece sempre o mesmo: o Kerigma de Cristo morto e ressuscitado pela salvação do mundo, o Kerigma do amor absoluto e total de Deus por cada homem e
cada mulher, cujo ponto culminante se situa no envio do Filho eterno e unigénito, o Senhor Jesus, que não desdenhou assumir a pobreza da nossa natureza humana, amando-a e resgatando-a do pecado e da morte por meio da oferta de Si mesmo na cruz. A fé em Deus, neste desígnio de amor realizado em Cristo é, antes de mais, um dom e um mistério que se há-de acolher no coração e na vida e pelo qual se deve agradecer sempre ao Senhor. Mas a fé é um dom que nos foi concedido para ser partilhado; é um talento recebido para que dê fruto; é uma luz que não deve ficar escondida, mas iluminar toda a casa. É o dom
mais importante que recebemos na nossa vida e que não podemos guardar para nós mesmos.

O anúncio faz-se caridade
«Ai de mim, se eu não evangelizar!»: dizia o apóstolo Paulo (1 Cor 9, 16).
Esta frase ressoa, com força, aos ouvidos de cada cristão e de cada comunidade cristã em todos os Continentes. Mesmo nas Igrejas dos territórios de missão, Igrejas em grande parte jovens e frequentemente de recente fundação, já se tornou uma dimensão conatural a missionariedade, apesar de elas mesmas precisarem ainda de missionários. Muitos sacerdotes, religiosos e religiosas, de todas as partes do mundo, numerosos leigos e até mesmo famílias inteiras deixam os seus próprios países, as suas comunidades locais e vão para outras Igrejas testemunhar e anunciar o Nome de Cristo, no qual encontra a salvação a humanidade. Trata-se duma expressão de profunda comunhão, partilha e caridade entre as Igrejas, para que cada homem possa ouvir, pela primeira vez ou de novo, o anúncio que cura e aproximar-se dos Sacramentos, fonte da verdadeira vida.
Associadas com este sinal sublime da fé que se transforma em caridade, estão as Pontifícias Obras Missionárias, instrumento ao serviço da cooperação na missão universal da Igreja no mundo, que recordo e agradeço. Através da sua acção, o anúncio do Evangelho torna-se também intervenção a favor do próximo, justiça para com os mais pobres, possibilidade de instrução nas aldeias mais distantes, assistência médica em lugares remotos, emancipação da miséria, reabilitação de quem vive marginalizado, apoio ao desenvolvimento dos povos, superação das divisões étnicas, respeito pela vida em todas as suas fases.
Queridos irmãos e irmãs, invoco sobre a obra de evangelização ad gentes, e de modo particular sobre os seus obreiros, a efusão do Espírito Santo, para que a Graça de Deus a faça avançar mais decididamente na história do mundo. Apraz-me rezar assim com o Beato John Henry Newman: «Acompanhai, Senhor, os vossos missionários nas terras a evangelizar, colocai as palavras certas nos seus lábios, tornai frutuosa a sua fadiga».
Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja e Estrela da Evangelização, acompanhe todos os missionários do Evangelho.

Vaticano, 6 de Janeiro – Solenidade da Epifania do Senhor – de 2012.
BENEDICTUS PP. XVI

18 outubro 2012

Intervenção no Sínodo dos Bispos de D. António Couto, presidente da Comissão Missão e Nova Evangelização, no nosso país

Fidelidade renovada (n.º 158)

Igreja sinodal, próxima, fraterna e afectuosa
1. Viver «em sínodo» é a vocação e a missão da Igreja peregrina e paroquial, casa de família fraterna e acolhedora no meio das casas dos filhos e filhas de Deus, no belo dizer do Beato Papa João Paulo II, Catechesi tradendae [1979], n.º 67; Christifideles Laici [1988], n.º 26.

2. É também o retrato da Igreja-mãe de Jerusalém, saído da paleta de tintas do Autor do Livro dos Actos dos Apóstolos (2,42-47; 4,32-35; 5,12-15), que nos mostra uma comunidade cristã bem assente em quatro colunas: o ensino dos Apóstolos (1), a comunhão fraterna (2), a fracção do pão (3) e a oração (4), e com ramificações em todas as casas e em todos os corações. Trata-se de uma comunidade bela que, dia após dia, crescia, crescia, crescia. Não admira. Era uma comunidade jovem, leve e bela, tão jovem, leve e bela, que as pessoas lutavam por entrar nela!

Igreja da anunciação
3. A vocação e missão da Igreja não é coisa própria sua, mas radica, como exemplarmente deixou escrito o Concílio Vaticano II, no seu Decreto Ad Gentes, no amor fontal do Pai, que enviou em missão o Filho e o Espírito Santo (n.º 2). É nesta missão que se enxerta a missão da Igreja, pelo que não compete à Igreja inventar a missão ou decidir em que consista a missão. Na verdade, o rosto da missão tem os traços do rosto de Jesus Cristo e já foi nele luminosamente manifestado. Temos, pois, uma memória viva a fazer, viver e guardar todos os dias.
Abrindo o Evangelho de Marcos, reparamos logo que o primeiro afazer de Jesus não é pregar ou ensinar, mas ANUNCIAR, que traduz o verbo grego kêrýssô: anunciar o Evangelho (Mc 1,14). E qual é a primeira nota que soa quando Jesus se diz com o verbo ANUNCIAR? É, sem dúvida, a sua completa vinculação ao Pai, de quem é o Arauto, o Mensageiro, o ANUNCIADOR (kêryx). Pura transparência do Pai, de quem diz o que ouviu dizer (Jo 7,16-17; 8,26.38.40; 14,24; 17,8) e faz o que viu fazer (Jo 5,19; 17,4). Recebendo todo o amor fontal do Pai, bebendo da torrente cristalina do amor fontal do Pai (Sl 110,7), Jesus, o Filho, é pura transparência do Pai, e pode, com toda a verdade dizer a Filipe: «Filipe […], quem me vê, vê o Pai» (Jo 14,9).

4. Tudo, no arauto, na mensagem que transmite (kêrygma) e no estilo com que o faz, remete para o seu Senhor. A primeira nota de todo o ANUNCIADOR ou arauto ou mensageiro consiste na sua FIDELIDADE Àquele que lhe confia a mensagem que deve anunciar. É em Seu Nome que diz o que diz; é em Seu Nome que diz como diz.

5. O missionário só tem autoridade na medida em que é fiel a Cristo e como Ele obediente, nada dizendo ou fazendo por sua conta e risco. Só pode dizer e fazer aquilo que, por graça, lhe foi dado ouvir, aquilo que, por graça, lhe foi dado ver fazer. O missionário não pode deixar de estar vinculado a Cristo, nele configurado e transfigurado. O Papa Bento XVI disse-o assim: «Tudo se define a partir de Cristo, quanto à origem e à eficácia da missão». E acrescentou este singular desabafo: «Quanto tempo perdido, quanto trabalho adiado, por inadvertência deste ponto» (Homilia da Santa Missa, Grande Praça da Avenida dos Aliados, Porto [Portugal], 14 de Maio de 2010).

Igreja da fidelidade
6. Impõe-se ainda dizer, é mesmo necessário ainda dizer, em jeito de conclusão ou de introdução, que aquilo que me parece ser mais importante na expressão «nova evangelização» não é tanto a novidade de métodos, expressões ou estratégias, mas a FIDELIDADE da Igreja ao Senhor Jesus (Paulo VI, Evangelii Nuntiandi [1975], n.º 41), ao seu estilo, ao seu modo de viver, de fazer e de dizer: Dom total de si mesmo num estilo de vida pobre, humilde, despojado, feliz, apaixonado, ousado, próximo e dedicado. Passa por aqui sempre o caminho e o rosto da Igreja, que tem de fazer a memória do seu Senhor, configurando-se com o seu Senhor e transfigurando-se no seu Senhor. Impõe-se, portanto, uma verdadeira conversão do coração, e não apenas uma mudança de verniz. Sim, temos necessidade de anunciadores do Evangelho sem ouro, nem prata, nem cobre, nem bolsas, nem duas túnicas (Mt 19,9-10; Mc 6,6-8; Lc 9,3-4)… Sim, é de conversão que falo, e pergunto: por que será que os Santos se esforçaram tanto, e com tanta alegria, por ser pobres e humildes, e nós nos esforçamos tanto, e com tristeza (Mt 19,22; Mc 10,22; Lc 18,23), por ser ricos e importantes?

+ António José DA ROCHA COUTO

um vídeo para recordar e motivar


14 julho 2011

Novo Diretor Nacional das OMP


O padre António Manuel Batista Lopes é o novo diretor nacional das Obras Missionárias Pontifícias (OMP), organismo da Igreja Católica para a animação e cooperação missionária, revelou à Agência ECCLESIA o secretário da Conferência Episcopal Portuguesa.

A nomeação do religioso pertencente aos missionários do Verbo Divino foi promulgada esta terça-feira por decreto da Santa Sé assinado pelo prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, o arcebispo italiano Fernando Filoni, refere a nota enviada pelo padre Manuel Morujão.

O missionário natural da Aldeia da Ponte, diocese da Guarda, foi ordenado padre em 1986, tendo partido para o Togo, onde dirigiu o Centro Bíblico de Lomé, capital daquele país africano, após ter estudado Sagrada Escritura em Paris.

De regresso a Portugal viveu em Tortosendo, seguindo depois para Guimarães, onde foi superior da comunidade durante três anos e assumiu a responsabilidade da paróquia de São Cristóvão de Selho, perto da cidade.

A ação do religioso estende-se também aos cadernos bíblicos que a congregação do Verbo Divino tem publicado em conjunto com a arquidiocese de Braga, bem como ao jornal “Contacto svd”.

O novo diretor sucede ao padre Manuel Durães Barbosa, da congregação dos Missionários do Espírito Santo, que chegou ao termo do seu segundo mandato.

As OMP geram nos católicos o “espírito de fraternidade universal e missionário”, “socorrem as mais diversas necessidades de ajuda material e espiritual de todos os povos” e “promovem uma eficaz colecta para o bem de todas as missões”, explica o site da instituição.

in Agência Ecclesia

07 setembro 2010

Agenda do Voluntariado Missionário

PLANO ANUAL DA FORMAÇÃO DO VOLUNTARIADO MISSIONÁRIO
1. Formação de Formadores, Fátima, 13 Novembro (10h às 17h)
Projectos de Cooperação para o Desenvolvimento.
2. 1.ª Sessão, Lisboa, 20 e 21 Novembro
Voluntariado Missionário e Espiritualidade
3. 2.ª Sessão, Fátima, 8 e 9 Janeiro
Voluntariado e Projectos de Cooperação para o Desenvolvimento
4. 3.ª Sessão, Leiria, 26 e 27 Fevereiro
Teologia Missionária e Diálogo Inter-religioso
5. 4.ª Sessão, Coimbra, 2 e 3 Abril
Relações Humanas e vida em grupo
6. 5.ª Sessão, Aveiro, 21 e 22 Maio
De partida para...
OUTRAS DATAS IMPORTANTES...
Jornadas Missionárias 2010 - Fátima, 17-19 de Setembro 2010
XI Dia do Voluntariado Missionário - Leira - 23 de Outubro 2010
Dia Mundial das Missões - 24 Outubro 2010
Formação de Formadores de VM - Leiria - 13 Novembro 2010 (10h-17)
Reunião Geral das Entidades de Voluntariado Missionário - Leiria - 13 Novembro 2010 (17h30m-19h)
Congresso Nacional do Voluntariado - Lisboa - 4 e 5 de Dezembro 2010
Dia da Infância Missionária - 2 Janeiro 2011
Lançamento dos dados estatísticos - 30 Junho 2011
Curso de Missionologia - 22 a 27 Agosto 2011
XII Dia do Voluntariado Missionário - 29 Outubro 2011 - em local a definir

26 agosto 2010

Centro de Animassão Missionária a nascer na Arquidiocese de Braga


Até agora, a sensibilização das comunidades católicas para a importância da transmissão da mensagem evangélica em territórios que a desconheciam ou onde estava pouco enraizada – a chamada “Missão” – era promovida por congregações missionárias.

A estratégia, que vigorou na Igreja portuguesa durante muitos anos, está prestes a mudar. Em Braga, o Arcebispo D. Jorge Ortiga quer que a abordagem ao trabalho missionário parta das estruturas diocesanas, sem deixar de contar com o apoio dos institutos religiosos.

Os Animadores Missionários Ad Gentes (ANIMAG), organismo constituído por congregações masculinas e femininas dedicadas ao anúncio do cristianismo, propuseram ao prelado uma parceria para a dinamização da actividade missionária na arquidiocese.

D. Jorge Ortiga aceitou a colaboração mas decidiu que deve ser a diocese a assumir a “Missão”, uma mudança de perspectiva que foi bem acolhida pelos religiosos.

“Antes, os missionários deixavam a semente na diocese. Mas ela é que tem que ter a iniciativa, ela é que tem de ser o ponto de partida”, salientou à Agência ECCLESIA Fr. José Dias de Lima.

O trabalho que os membros do ANIMAG têm realizado através de encontros com paróquias e grupos em todo o país “podia dar a ideia de ser desgarrado das dioceses, embora tudo o que fazemos seja em comunhão com os bispos”, disse o religioso franciscano, que é responsável pelo memorando da criação do Centro Missionário Diocesano Bracarense.

No entender de Fr. José Lima, um dos religiosos empenhados na criação deste novo organismo, a diocese “é que tem que ser missionária de si própria”, pelo que esta estrutura “é para que o bispo seja o primeiro missionário de todos os diocesanos”.

Resposta às orientações dos bispos

A ideia começou a germinar em Janeiro de 2010, durante um encontro que reuniu o arcebispo de Braga e delegados de Institutos Missionários masculinos e femininos presentes naquela circunscrição eclesiástica.

Os propósitos do Centro foram confirmados pela Carta Pastoral subscrita pelos bispos de Portugal a 17 de Junho último.

O documento, intitulado “Para um rosto missionário da Igreja em Portugal”, determina a constituição de “Grupos Missionários Paroquiais” que trabalhem com as Obras Missionárias Pontifícias e os Institutos Missionários”, com o objectivo de “fazer com que a missão universal ganhe corpo em todos os âmbitos da pastoral e da vida cristã”.

De acordo com Fr. José Lima, o Departamento pretende que os fiéis da arquidiocese tomem consciência de que “todo o cristão é missionário” e que esta dimensão, adquirida no sacramento do Crisma, não pertence apenas “aos padres e freiras”.

A nova estrutura quer também que os fiéis ganhem consciência de que “a terra de missão não é somente fora de fronteiras. Portugal e a diocese de Braga também são territórios de missão por causa da desertificação das aldeias e a falta de vocações”, afirmou o religioso.

Neste sentido, prosseguiu, “o primeiro objectivo do Centro Missionário não é tratar das missões ad extra [noutros países ou regiões], porque para isso existem os institutos missionários. A prioridade é começar por evangelizar a própria diocese. Só depois é que é possível começar a enviar padres, religiosos e leigos para outros territórios, porque ninguém pode dar o que não tem”.

O Centro Missionário vai incluir representantes de Institutos e Congregações religiosas de todos os carismas, clero diocesano e leigos – quatro membros por cada um destes grupos –, devendo ter um máximo de 15 pessoas.

Para Fr. José Dias de Lima, o novo organismo, “mais do que estar fechado em si próprio”, deve partilhar ideias com as estruturas análogas das outras dioceses, de forma a respeitar as prioridades que se impõem na realidade local e, ao mesmo tempo, ser capaz de manifestar “a unidade como Igreja, a nível do episcopado português”.

A escolha dos membros que vão integrar o Centro e a redacção dos estatutos serão as etapas seguintes na constituição desta estrutura diocesana.

Europa a morrer em termos vocacionais

O conceito de “terra de missão”, tradicionalmente ligado à difusão do cristianismo fora da Europa, acabou por se alargar a este território.

Fr. José Lima considera que o Velho Continente “está a morrer vocacionalmente” e confessa a sua “tristeza” por ver colegas seus a abandonar a consagração religiosa.

“Nesta crise vocacional, em que há poucos a entrar e alguns a abandonar, a verdade é que o ar fresco da Igreja está a vir da Ásia e de África”, constata o frade franciscano.

“É urgente – acrescenta – que a diocese se torne missionária, para começarmos a dar aos nossos jovens motivos para deixarem de ir tanto à discoteca e frequentarem mais a igreja; de deixarem de procurar na moda, no desporto e na música os seus orientadores de vida e descubram que Cristo é o modelo dos modelos.”

Voltando o seu olhar para a realidade portuguesa, o Franciscano mostra-se convicto de que “parte das nossas dioceses está morta”: “A vida de muitas delas é vegetativa. Não é uma vida cristã activa e comprometida”.

Este religioso considera que as estruturas diocesanas têm sido, quase sempre, espectadoras passivas do trabalho de sensibilização missionária realizado pelas congregações religiosas, limitando o seu envolvimento à celebração do Dia Mundial das Missões, em Outubro.

E se é verdade que os bispos “não assumem muito a tarefa missionária”, também é certo que “nunca nos negaram o apoio, confiaram sempre em nós e deixaram-nos abrir as suas paróquias à missão”, reconheceu Fr. José Lima.

“Não houve um compromisso directo” por parte dos prelados, mas indirectamente, no apoio dado aos institutos missionários os senhores bispos têm manifestado muito carinho pelas missões”, conclui.

in Agência Ecclesia

18 junho 2010

Carta Pastoral dos Bispos de Portugal sobre a Missão

Finalmente a Conferência Episcopal Portuguesa produz um documento sobre a Missão. Com o título: «COMO EU VOS FIZ, FAZEI VÓS TAMBÉM» Para um rosto missionário da Igreja em Portugal, foi ontem aprovada e divulgada esta carta pastoral que pode ser lida aqui:
Carta Pastoral dos Bispos de Portugal sobre a Missão

20 setembro 2009

CONCLUSÕES DAS JORNADAS MISSIONÁRIAS 2009

Iluminados e iluminadas pelo Congresso Missionário Nacional e por todas as realizações do Ano Paulino, reuniram-se em Fátima, nos dias 18 a 20 Setembro, 450 pessoas oriundas de quase todas as dioceses, institutos missionários e movimentos de Portugal, para celebrar as Jornadas Missionárias e estudar «São Paulo e a paixão pela missão». Ai de mim se não evangelizar.

O maior missionário de todos os tempos, Paulo de Cristo, convida a deixarmo-nos conquistar pelo Ressuscitado e a viver a paixão de anunciar o Evangelho, com entusiasmo mas também com espírito de sofrimento. Paulo adoptou uma metodologia paternal-maternal, personalizada e afectiva na sua acção missionária a tempo inteiro, criou uma rede de bons cooperadores para chegar ao maior número possível de pessoas que andavam à procura de uma resposta aos seus anseios mais profundos, e deu prioridade às cidades.

Numa época como a nossa, caracterizada como pós-cristã, a Igreja é chamada a evangelizar e a criar espaços de relações comunitárias, remédio para o individualismo, e onde se ritualiza e sacraliza a vida do dia a dia. O cristão não deve temer a manifestação pública da sua fé num ambiente de laicismo militante.

A missão de hoje passa pelo diálogo com quatro interlocutores: as pessoas que não pertencem a nenhuma comunidade crente e as que buscam a fé, os pobres e os marginalizados, as pessoas de outras culturas, e os membros de outras tradições religiosas e de ideologias seculares. Já começou a desenhar-se um novo rosto da missão, diferente do passado tipicamente europeu e clerical. Este novo rosto assume três características predominantes: laical, feminino e multicultural.

Por isso, nós participantes nestas Jornadas Missionárias decidimos:

1. Agradecer à Comissão Episcopal das Missões o empenho com que está a preparar o documento sobre a missão pedido pelo Congresso Missionário de 2008;
2. Apoiar a criação do Observatório da Missão como instância que acompanha tudo o que diz respeito à realidade da missão;
3. Pedir às Dioceses, Paróquias e Movimentos que intensifiquem a vivência do “Outubro Missionário”, aproveitem mais o “Curso de Missiologia” organizado pelos IMAG para a formação de evangelizadores e promovam semanas missionárias para o crescimento da consciência de todo o Povo de Deus;
4. A “Missão 2010” e o Congresso Missionário da Diocese do Porto são exemplos a seguir para um maior compromisso evangelizador;
5. Destacar as numerosas iniciativas de convocação, acompanhamento e envio de leigos, sobretudo jovens, para os ambientes pobres e ao encontro de outras culturas, como meio de promover a missão e o compromisso dos jovens com um mundo de fraternidade e paz;
6. Exortar as famílias, paróquias e dioceses a apoiar as vocações missionárias de leigos, padres, religiosos(as)
. Missão é dar-se: partir, permanecer e pertencer. Mesmo onde faltam ministros, “a missão ad gentes deve ser a prioridade dos planos pastorais” (Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2009, n. 4);

As próximas Jornadas Missionárias acontecerão aqui em Fátima nos dias 17, 18 e 19 de Setembro de 2010.


Fátima, 20 de Setembro de 2009
Os participantes

05 março 2008

3.º Formação Nacional promovida pela FEC

Nos passados dias 1 e 2 de Março, reuniram-se em Fátima, no Seminário Missionário do Verbo Divino, para a 3ª sessão de formação do Programa Anual do Voluntariado Missionário, cerca de 45 participantes, abordando o tema "Teologia Missionária e Diálogo Inter-Religioso".

A chegada dos voluntários missionários a uma terra estrangeira requer uma atitude de grande abertura no que respeita às práticas culturais aí vividas. O desafio coloca-se em dois níveis: na desconstrução de quadros culturais apreendidos na sociedade de origem e na aculturação/apropriação de novas formas de entendimento cultural, encontradas nos países de acolhimento. No entanto, esta incorporação cultural nunca pode perder de vista o essencial da acção missionária: a prática dos valores do Evangelho!

É ainda essencial perspectivar que em terras de missão os voluntários encontram e trabalham, frequentemente, com comunidades religiosas não cristãs. De forma a despertar os voluntários missionários para estas questões, o Pe. Paulino Mand'kalema, missionário da Congregação dos Sagrados Corações, o Pe. José Antunes, o Pe. José Augusto Leitão, missionários do Verbo Divino e o Sr. José, Presidente da Associação de Moradores da Quinta do Mocho, crente muçulmano, reflectiram, respectivamente, sobre as temáticas da Teologia da Missão (Inculturação e Aculturação) e Diálogo Inter-Religioso.

A sessão contou ainda com os testemunhos da Maria Augusta Estima, da ORBIS, que em 2006 esteve em missão em Angola, durante 1 mês, e Marisa Costa, Jovem Hospitaleira, que esteve em Moçambique durante um ano e regressou há 3 semanas.

Nesta sessão, estiveram presentes 16 entidades, confirmando a importância destas acções de formação conjunta promovidas pela Plataforma de Voluntariado Missionário. Foram elas: Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres; Congregação dos Sagrados Corações; Congregação Salesiana; Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria; Guard’África; Juventude Hospitaleira; Leigos Missionários da Consolata; Leigos Missionários Carmelitas Descalços; Leigos Missionários Combonianos; Movimento Teresiano de Apostolado; Grupo Ondjoyetu; ORBIS; Irmãs de São José de Cluny; Voluntariado Espiritano; Voluntariado Teresa de Saldanha; e Jovens Missionárias da Apresentação de Maria.

A próxima sessão está marcada para os dias 19 e 20 de Abril, também em Fátima.


in Funcação Evamgelização e Culturas