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15 maio 2010
Homilia do Santo Padre - 13 Maio 2010, em Fátima

14 maio 2010
Palavras do Santo Padre na Celebração das Vésperas (12 Maio 2010)
«Ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher […] para nos tornar seus filhos adoptivos» (Gal 4, 4.5). A plenitude dos tempos chegou, quando o Eterno irrompeu no tempo; por obra e graça do Espírito Santo, o Filho do Altíssimo foi concebido e fez-Se homem no seio de uma mulher: a Virgem Mãe, tipo e modelo excelso da Igreja crente. Esta não cessa de gerar novos filhos no Filho, que o Pai quis primogénito de muitos irmãos. Cada um de nós é chamado a ser, com Maria e como Maria, um sinal humilde e simples da Igreja que continuamente se oferece como esposa nas mãos do seu Senhor.12 maio 2010
Homília do Santo Padre no Terreiro do Paço

«Ide fazer discípulos de todas as nações, […] ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20). Estas palavras de Cristo ressuscitado revestem-se de um significado particular nesta cidade de Lisboa, donde partiram em grande número gerações e gerações de cristãos – bispos, sacerdotes, consagrados e leigos, homens e mulheres, jovens e menos jovens –, obedecendo ao apelo do Senhor e armados simplesmente com esta certeza que lhes deixou: «Eu estou sempre convosco». Glorioso é o lugar conquistado por Portugal entre as nações pelo serviço prestado à dilatação da fé: nas cinco partes do mundo, há Igrejas locais que tiveram origem na missionação portuguesa.
Nos tempos passados, a vossa saída em demanda de outros povos não impediu nem destruiu os vínculos com o que éreis e acreditáveis, mas, com sabedoria cristã, pudestes transplantar experiências e particularidades abrindo-vos ao contributo dos outros para serdes vós próprios, em aparente debilidade que é força. Hoje, participando na edificação da Comunidade Europeia, levai o contributo da vossa identidade cultural e religiosa. De facto, Jesus Cristo, assim como Se uniu aos discípulos a caminho de Emaús, assim também caminha connosco segundo a sua promessa: «Estou sempre convosco, até ao fim dos tempos». Apesar de ser diferente da dos Apóstolos, temos também nós uma verdadeira e pessoal experiência da presença do Senhor ressuscitado. A distância dos séculos é superada e o Ressuscitado oferece-Se vivo e operante, por nós, no hoje da Igreja e do mundo. Esta é a nossa grande alegria. No rio vivo da Tradição eclesial, Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro.
Presente na sua Palavra, na assembleia do Povo de Deus com os seus Pastores e, de modo eminente, no sacramento do seu Corpo e do seu Sangue, Jesus está connosco aqui. Saúdo o Senhor Cardeal-Patriarca de Lisboa, a quem agradeço as calorosas palavras que me dirigiu, no início da celebração, em nome da sua comunidade que me acolhe e que abraço nos seus quase dois milhões de filhos e filhas; a todos vós aqui presentes – amados Irmãos no episcopado e no sacerdócio, prezadas mulheres e homens consagrados e leigos comprometidos, queridas famílias e jovens, baptizados e catecúmenos – dirijo a minha saudação fraterna e amiga, que estendo a quantos estão unidos connosco através da rádio e da televisão.
Sentidamente agradeço a presença do Senhor Presidente da República e demais Autoridades, com menção particular do Presidente da Câmara de Lisboa que teve a amabilidade de honrar-me com a entrega das chaves da cidade.
Lisboa amiga, porto e abrigo de tantas esperanças que te confiava quem partia e pretendia quem te visitava, gostava hoje de usar as chaves que me entregas para alicerçar as tuas esperanças humanas na Esperança divina. Na leitura há pouco proclamada da Epístola de São Pedro, ouvimos dizer: «Eu vou pôr em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa. E quem nela acreditar não será confundido». E o Apóstolo explica: «Aproximai-vos do Senhor. Ele é a pedra viva, rejeitada, é certo, pelos homens, mas aos olhos de Deus escolhida e preciosa» (1 Pd 2, 6.4).
Irmãos e irmãs, quem acreditar em Jesus não será confundido: é Palavra de Deus, que não Se engana
nem pode enganar. Palavra confirmada por uma «multidão que ninguém pode contar e provém de todas as nações, tribos, povos e línguas», e que o autor do Apocalipse viu vestida de «túnicas brancas e com palmas na mão» (Ap 7, 9). Nesta multidão incontável, não estão apenas os Santos Veríssimo, Máxima e Júlia, aqui martirizados na perseguição de Diocleciano, ou São Vicente, diácono e mártir, padroeiro principal do Patriarcado; Santo António e São João de Brito que daqui partiram para semear a boa semente de Deus noutras terras e gentes, ou São Nuno de Santa Maria que, há pouco mais de um ano, inscrevi no livro dos Santos. Mas é formada pelos «servos do nosso Deus» de todos os tempos e lugares, em cuja fronte foi traçado o sinal da cruz com «o sinete de marcar do Deus vivo» (Ap 7, 2): o Espírito Santo. Trata-se do rito inicial cumprido sobre cada um de nós no sacramento do Baptismo, pelo qual a Igreja dá à luz os «santos».
Sabemos que não lhe faltam filhos insubmissos e até rebeldes, mas é nos Santos que a Igreja reconhece os seus traços característicos e, precisamente neles, saboreia a sua alegria mais profunda. Irmana-os, a todos, a vontade de encarnar na sua existência o Evangelho, sob o impulso do eterno animador do Povo de Deus que é o Espírito Santo. Fixando os seus Santos, esta Igreja local concluiu justamente que a prioridade pastoral hoje é fazer de cada mulher e homem cristão uma presença irradiante da perspectiva evangélica no meio do mundo, na família, na cultura, na economia, na política. Muitas vezes preocupamo-nos afanosamente com as consequências sociais, culturais e políticas da fé, dando por suposto que a fé existe, o que é cada vez menos realista. Colocou-se uma confiança talvez excessiva nas estruturas e nos programas eclesiais, na distribuição de poderes e funções; mas que acontece se o sal se tornar insípido?
Para isso é preciso voltar a anunciar com vigor e alegria o acontecimento da morte e ressurreição de Cristo, coração do cristianismo, fulcro e sustentáculo da nossa fé, alavanca poderosa das nossas certezas, vento impetuoso que varre qualquer medo e indecisão, qualquer dúvida e cálculo humano. A ressurreição de Cristo assegura-nos que nenhuma força adversa poderá jamais destruir a Igreja. Portanto a nossa fé tem fundamento, mas é preciso que esta fé se torne vida em cada um de nós. Assim há um vasto esforço capilar a fazer para que cada cristão se transforme em testemunha capaz de dar conta a todos e sempre da esperança que o anima (cf. 1 Pd 3, 15): só Cristo pode satisfazer plenamente os anseios profundos de cada coração humano e responder às suas questões mais inquietantes acerca do sofrimento, da injustiça e do mal, sobre a morte e a vida do Além.
11 maio 2010
Discurso do Santo Padre na sua chegada a Portugal
Senhor Presidente da República,
Ilustres Autoridades da Nação,
Venerados Irmãos no Episcopado,
Senhoras e Senhores!
Irmãos Bispos para visitar esta amada e antiga Nação, que comemora no corrente ano um século
da proclamação da República. Ao pisar o seu solo pela primeira vez desde que a Providência
divina me chamou à Sé de Pedro, sinto-me honrado e agradecido pela presença deferente e
acolhedora de todos vós. Agradeço-lhe, Senhor Presidente, as suas cordiais expressões de boasvindas,
independentemente da sua fé e religião, vai a minha saudação amiga, com um pensamento
particular para quantos não podem vir ao meu encontro. Venho como peregrino de Nossa
Senhora de Fátima, investido pelo Alto na missão de confirmar os meus irmãos que avançam na
sua peregrinação a caminho do Céu.
Logo aos alvores da nacionalidade, o povo português voltou-se para o Sucessor de Pedro
esperando na sua arbitragem para ver reconhecida a própria existência como Nação; mais tarde,
um meu Predecessor havia de honrar Portugal, na pessoa do seu Rei, com o título de fidelíssimo
(cf. Pio II, Bula Dum tuam, 25/I/1460), por altos e continuados serviços à causa do Evangelho.
Que depois, há 93 anos, o Céu se abrisse precisamente sobre Portugal – como uma janela de
esperança que Deus abre quando o homem lhe fecha a porta – para reatar, no seio da família
humana, os laços da solidariedade fraterna assente no mútuo reconhecimento de um só e mesmo
Pai, trata-se de um amoroso desígnio de Deus; não dependeu do Papa nem de qualquer outra
autoridade eclesial: «Não foi a Igreja que impôs Fátima – diria o Cardeal Manuel Cerejeira, de
veneranda memória –, mas Fátima que se impôs à Igreja».
Veio do Céu a Virgem Maria para nos recordar verdades do Evangelho que são para a
humanidade, fria de amor e desesperada de salvação, fonte de esperança. Naturalmente esta
esperança tem como dimensão primária e radical, não a relação horizontal, mas a vertical e
transcendente. A relação com Deus é constitutiva do ser humano: foi criado e ordenado para
Deus, procura a verdade na sua estrutura cognitiva, tende ao bem na esfera volitiva, é atraído
pela beleza na dimensão estética. A consciência é cristã na medida em que se abre à plenitude
da vida e da sabedoria, que temos em Jesus Cristo. A visita, que agora inicio sob o signo da
esperança, pretende ser uma proposta de sabedoria e de missão.
De uma visão sábia sobre a vida e sobre o mundo deriva o ordenamento justo da sociedade.
Situada na história, a Igreja está aberta a colaborar com quem não marginaliza nem privatiza a
essencial consideração do sentido humano da vida. Não se trata de um confronto ético entre um
sistema laico e um sistema religioso, mas de uma questão de sentido à qual se entrega a própria
liberdade. O que divide é o valor dado à problemática do sentido e a sua implicação na vida
pública. A viragem republicana, operada há cem anos em Portugal, abriu, na distinção entre
Igreja e Estado, um espaço novo de liberdade para a Igreja, que as duas Concordatas de 1940 e
2004 formalizariam, em contextos culturais e perspectivas eclesiais bem demarcados por rápida
mudança. Os sofrimentos causados pelas mutações foram enfrentados geralmente com coragem.
Viver na pluralidade de sistemas de valores e de quadros éticos exige uma viagem ao centro de
si mesmo e ao cerne do cristianismo para reforçar a qualidade do testemunho até à santidade,
inventar caminhos de missão até à radicalidade do martírio.
Queridos irmãos e amigos portugueses, agradeço-vos uma vez mais as calorosas boasvindas.
Deus abençoe a quantos aqui se encontram e todos os habitantes desta nobre e dilecta
Nação, que confio a Nossa Senhora de Fátima, imagem sublime do amor de Deus que a todos
abraça como filhos.
Visita do Santo Padre Bento XVI ao nosso país

BIOGRAFIA
O Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, nasceu em Marktl am Inn, diocese de Passau (Alemanha), no dia 16 de Abril de 1927 (Sábado Santo), e foi baptizado no mesmo dia. O seu pai, comissário da polícia, provinha duma antiga família de agricultores da Baixa Baviera, de modestas condições económicas. A sua mãe era filha de artesãos de Rimsting, no lago de Chiem, e antes de casar trabalhara como cozinheira em vários hotéis.
Passou a sua infância e adolescência em Traunstein, uma pequena localidade perto da fronteira com a Áustria, a trinta quilómetros de Salisburgo. Foi neste ambiente, por ele próprio definido «mozarteano», que recebeu a sua formação cristã, humana e cultural.
O período da sua juventude não foi fácil. A fé e a educação da sua família prepararam-no para enfrentar a dura experiência daqueles tempos, em que o regime nazista mantinha um clima de grande hostilidade contra a Igreja Católica. O jovem Joseph viu os nazistas açoitarem o pároco antes da celebração da Santa Missa.
Precisamente nesta complexa situação, descobriu a beleza e a verdade da fé em Cristo; fundamental para ele foi a conduta da sua família, que sempre deu um claro testemunho de bondade e esperança, radicada numa conscienciosa pertença à Igreja.
Nos últimos meses da II Guerra Mundial, foi arrolado nos serviços auxiliares anti-aéreos.
Recebeu a Ordenação Sacerdotal em 29 de Junho de 1951.
Um ano depois, começou a sua actividade de professor na Escola Superior de Freising.
No ano de 1953, doutorou-se em teologia com a tese «Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho». Passados quatro anos, sob a direcção do conhecido professor de teologia fundamental Gottlieb Söhngen, conseguiu a habilitação para a docência com uma dissertação sobre «A teologia da história em São Boaventura».
Depois de desempenhar o cargo de professor de teologia dogmática e fundamental na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising, continuou a docência em Bonn, de 1959 a 1963; em Münster, de 1963 a 1966; e em Tubinga, de 1966 a 1969. A partir deste ano de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde ocupou também o cargo de Vice-Reitor da Universidade.
De 1962 a 1965, prestou um notável contributo ao Concílio Vaticano II como «perito»; viera como consultor teológico do Cardeal Joseph Frings, Arcebispo de Colónia.
A sua intensa actividade científica levou-o a desempenhar importantes cargos ao serviço da Conferência Episcopal Alemã e na Comissão Teológica Internacional.
Em 25 de Março de 1977, o Papa Paulo VI nomeou-o Arcebispo de München e Freising. A 28 de Maio seguinte, recebeu a sagração episcopal. Foi o primeiro sacerdote diocesano, depois de oitenta anos, que assumiu o governo pastoral da grande arquidiocese bávara. Escolheu como lema episcopal: «Colaborador da verdade»; assim o explicou ele mesmo: «Parecia-me, por um lado, encontrar nele a ligação entre a tarefa anterior de professor e a minha nova missão; o que estava em jogo, e continua a estar – embora com modalidades diferentes –, é seguir a verdade, estar ao seu serviço. E, por outro, escolhi este lema porque, no mundo actual, omite-se quase totalmente o tema da verdade, parecendo algo demasiado grande para o homem; e, todavia, tudo se desmorona se falta a verdade».
Paulo VI criou-o Cardeal, do título presbiteral de “Santa Maria da Consolação no Tiburtino”, no Consistório de 27 de Junho desse mesmo ano.
Em 1978, participou no Conclave, celebrado de 25 a 26 de Agosto, que elegeu João Paulo I; este nomeou-o seu Enviado especial ao III Congresso Mariológico Internacional que teve lugar em Guayaquil (Equador) de 16 a 24 de Setembro. No mês de Outubro desse mesmo ano, participou também no Conclave que elegeu João Paulo II.
Foi Relator na V Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos realizada em 1980, que tinha como tema «Missão da família cristã no mundo contemporâneo», e Presidente Delegado da VI Assembleia Geral Ordinária, celebrada em 1983, sobre «A reconciliação e a penitência na missão da Igreja».
João Paulo II nomeou-o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, em 25 de Novembro de 1981. No dia 15 de Fevereiro de 1982, renunciou ao governo pastoral da arquidiocese de München e Freising. O Papa elevou-o à Ordem dos Bispos, atribuindo-lhe a sede suburbicária de Velletri-Segni, em 5 de Abril de 1993.
Foi Presidente da Comissão encarregada da preparação do Catecismo da Igreja Católica, a qual, após seis anos de trabalho (1986-1992), apresentou ao Santo Padre o novo Catecismo.
A 6 de Novembro de 1998, o Santo Padre aprovou a eleição do Cardeal Ratzinger para Vice-Decano do Colégio Cardinalício, realizada pelos Cardeais da Ordem dos Bispos. E, no dia 30 de Novembro de 2002, aprovou a sua eleição para Decano; com este cargo, foi-lhe atribuída também a sede suburbicária de Óstia.
Em 1999, foi como Enviado especial do Papa às celebrações pelo XII centenário da criação da diocese de Paderborn, Alemanha, que tiveram lugar a 3 de Janeiro.
Desde 13 de Novembro de 2000, era Membro honorário da Academia Pontifícia das Ciências.
Na Cúria Romana, foi Membro do Conselho da Secretaria de Estado para as Relações com os Estados; das Congregações para as Igrejas Orientais, para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, para os Bispos, para a Evangelização dos Povos, para a Educação Católica, para o Clero, e para as Causas dos Santos; dos Conselhos Pontifícios para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e para a Cultura; do Tribunal Supremo da Signatura Apostólica; e das Comissões Pontifícias para a América Latina, «Ecclesia Dei», para a Interpretação Autêntica do Código de Direito Canónico, e para a revisão do Código de Direito Canónico Oriental.
Entre as suas numerosas publicações, ocupam lugar de destaque o livro «Introdução ao Cristianismo», uma compilação de lições universitárias publicadas em 1968 sobre a profissão de fé apostólica, e o livro «Dogma e Revelação» (1973), uma antologia de ensaios, homilias e meditações, dedicadas à pastoral.
Grande ressonância teve a conferência que pronunciou perante a Academia Católica Bávara sobre o tema «Por que continuo ainda na Igreja?»; com a sua habitual clareza, afirmou então: «Só na Igreja é possível ser cristão, não ao lado da Igreja».
No decurso dos anos, continuou abundante a série das suas publicações, constituindo um ponto de referência para muitas pessoas, especialmente para os que queriam entrar em profundidade no estudo da teologia. Em 1985 publicou o livro-entrevista «Relatório sobre a Fé» e, em 1996, «O sal da terra». E, por ocasião do seu septuagésimo aniversário, publicou o livro «Na escola da verdade», onde aparecem ilustrados vários aspectos da sua personalidade e da sua obra por diversos autores.
Recebeu numerosos doutoramentos «honoris causa»: pelo College of St. Thomas em St. Paul (Minnesota, Estados Unidos), em 1984; pela Universidade Católica de Eichstätt, em 1987; pela Universidade Católica de Lima, em 1986; pela Universidade Católica de Lublin, em 1988; pela Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha), em 1998; pela Livre Universidade Maria Santíssima Assunta (LUMSA, Roma), em 1999; pela Faculdade de Teologia da Universidade de Wroclaw (Polónia) no ano 2000.
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16 abril 2010
09 abril 2010
Encontro REDE FÉ E DESENVOLVIMENTO
Uma coisa é certa: este grupo ainda não morreu, mas vai tentar continuar a "sujar os pés".
Com grande pena nossa, ninguém da Diocese e representativo dela vai estar presente no Encontro da REDE FÉ E DESENVOLVIMENTO.Mas penso que todos eles sabem que podem contar connosco para o que for preciso!
08 janeiro 2010
Presentes Solidários 2009

“A nossa meta era ultrapassar os 4195 presentes oferecidos o ano passado”, relatou à Agência ECCLESIA o coordenador da iniciativa, Emanuel Oliveira. “Tendo em conta os recursos e o trabalho que colocámos nesta campanha, é um óptimo resultado”, acrescentou.
As dificuldades económicas vividas no país parecem ter aumentado a generosidade dos portugueses: “Em ambiente de crise, as pessoas são mais sensíveis à fragilidade de quem tem menos”, constatou Emanuel Oliveira.
Os números finais da operação ainda não estão definidos, mas um dia após o encerramento da campanha sabe-se que o valor total das ofertas aproxima-se dos 60 mil euros.
O presente para a Guiné-Bissau foi o preferido por ser o mais acessível: “Angariámos mais de duas mil latas de leite em pó para as crianças dos centros de recuperação nutricional de Bafatá”, indicou aquele responsável.
“Há pessoas, paróquias e empresas que escolhem o presente de menor valor para poderem chegar a um maior número de amigos e colaboradores”, referiu o coordenador da iniciativa.
Os presentes são renovados todos os anos: “Pedimos aos nossos parceiros nos países lusófonos que nos sugiram hipóteses de ofertas, até porque as necessidades mudam ao longo do tempo”, explicou Emanuel Oliveira.
Em 2009, a Fundação Evangelização e Culturas proporcionou às empresas a possibilidade de oferecem macas para Moçambique. As duas companhias que optaram por esta oferta, no valor unitário de 260 euros, também aderiram aos presentes “normais”.
Uma surpresa para quem recebe e para quem oferece
Quando se compra um “Presente Solidário”, o dinheiro é entregue às instituições que trabalham nos países lusófonos; estas, por sua vez, farão a compra e a entrega dos bens a quem deles mais precisa. A pessoa que adquire a oferta recebe um postal relativo ao presente comprado, que poderá depois oferecer a quem desejar.
Um simples postal, é verdade, mas com um grande significado, não só para as populações que recebem os presentes, mas também para quem os oferece: “Recebemos testemunhos de pessoas que nunca tinham pensado na possibilidade de ter um gesto solidário no Natal”, disse Emanuel Oliveira.
“Aquilo que se procura, numa altura do ano em que praticamente todos acabamos por ser envolvidos numa onda consumista, é devolver o verdadeiro sentido do Natal”, acrescentou.
“Num tempo em que Deus nos visita e nos faz renascer, a iniciativa procura que os presentes ofereçam às comunidades a possibilidade de, também elas, nascerem de novo, através de bens simples e pequenos mas que podem fazer toda a diferença”, afirmou o coordenador da campanha. E concluiu: “Pode ser o Evangelho a realizar-se”.
Os projectos escolhidos vão ao encontro de áreas como a educação, a saúde e as infra-estruturas. São comprados em cada país, a fim de promover o comércio local e são adquiridos e entregues em colaboração estreita com sete parceiros no terreno: Irmãs Filhas d’África (Angola), Missionários Espiritanos (Cabo Verde), Diocese de Bafatá (Guiné-Bissau), Missionários de São João Baptista (Moçambique), Missionários da Consolata (Brasil), GAS Porto - ISMAIK (Timor-Leste) e Associação Navegar (São Tomé e Príncipe).
17 outubro 2009
ORAÇÃO MISSIONÁRIA

que desceste sobre os Apóstolos
e os fizeste anunciadores do Evangelho:
derrama os teus dons sobre cada um de nós
e torna-nos sensíveis aos apelos
e às necessidades dos nossos irmãos;
desperta em muitos corações
(crianças, jovens e adultos...)
o ideal missionário;
dá força e coragem a todos quantos
se entregaram totalmente
ao serviço da MISSÃO.
Amen
Descobrindo Missionários na Diocese da Guarda... (2)
COMUNIDADE DE TORTOSENDO
Tortosendo é a casa-mãe dos Missionários do Verbo Divino (SVD) em Portugal. Em 12 de Janeiro de 1949, o bispo da Guarda, D. José Alves Matoso (1914-1952) comunicou a erecção da nova “Escola Apostólica” ao Governo Civil de Castelo Branco. Fica situado na freguesia de Tortosendo, concelho da Covilhã e distrito de Castelo Branco, bem no coração da chamada Cova da Beira. É o único seminário missionário da diocese da Guarda. Conheceu diversas fases ao longo dos 57 anos da sua história.
Seminário menor
Pensado como seminário menor, em 14 de Novembro de 1949 abriu solenemente o 1º ano lectivo com uma turma de 40 alunos. Assim começou uma bem sucedida actividade lectiva que durou ininterruptamente até 1986. O número dos alunos cresceu ininterruptamente durante largos anos chegar a ultrapassar a centena e meia. Pedagogicamente, o ponto alto terá sido atingido, na década de 80, época em que a escola, com o nome de Seminário Liceal do Verbo Divino, recebeu do Ministério da Educação alvará de estabelecimento de ensino particular e lhe foi concedido paralelismo pedagógico pela inspecção geral do ensino particular.
A partir de 1986, devido à criação de numerosas escolas preparatórias, correspondentes aos actuais 5º e 6º anos, e com a decisão de apenas admitir alunos do 7º ano em diante, a frequência diminuiu acentuadamente e os alunos passaram a frequentar as aulas no Externato de Nossa Senhora dos Remédios. Pôs-se assim um ponto final na actividade lectiva embora se tivesse mantido o internato. Ainda que não tenha cessado oficialmente nem como escola nem como internato, o Seminário deixou de ter quaisquer alunos internos a partir de 2002.
Os jovens que queiram fazer a sua caminhada e discernimento vocacional são acompanhados nas suas famílias, através do Pré-Seminário, e encontram-se periodicamente no Seminário.
Serviços
Hoje a casa encontra-se adaptada para novas situações e passou a oferecer outros serviços. Dispõe de uma diversidade de espaços para diferentes tipos de encontros, assim como da capacidade de acolhimento em quartos confortáveis para pessoas ou grupos que queiram simplesmente pernoitar.
Seminário Missionário do Verbo Divino - Tortosendo
Apartado 22
6201-908
Telefone: 275 951 135
A nossa comunidade | |
| A nossa vocação Estamos dispostos a ir onde quer que a Igreja nos envie, mesmo que para isso tenhamos de renunciar ao nosso país, língua e cultura. Esta disponibilidade é a característica essencial da nossa vocação missionária. | |
| A nossa missão Trabalhamos, em primeiro lugar e de preferência, onde o Evangelho ainda não foi anunciado ou o foi de forma insuficiente e onde a Igreja local não pode valer-se a si mesma. Abertos e respeitadores da tradições religiosas e culturais dos povos aos quais somos enviados, procuramos o diálogo com todos e levamos-lhes a Boa Nova do amor de Deus. |
16 outubro 2009
Descobrindo Missionários na Diocese da Guarda... (1)
COMUNIDADE DO FUNDÃO
Foi então aberto um centro de animação missionária para as dioceses da Guarda, Portalege e Castelo Branco.
A presença da Congregação na diocese da Guarda remonta a Novembro de 1931, quando D. Maria de Lurdes Mendonça emprestou uma sua casa na Guarda-gare para ser seminário que abriu como tal em Outubro de 1932 e se manteve em funcionamento até 1940.
Missionários do Espírito Santo
Rua José Germano da Cunha, 39
6230 FUNDÃO
Tel. 275 753 516
Para saber mais
www.espiritanos.org

Missionários Espiritanos em Portugal
desde 1867
A primeira comunidade da Congregação em Portugal é inaugurada, em Santarém, a 3 de Novembro de 1867. É formada por dois Padres e dois estudantes franceses. Com esta casa pretendia-se a formação de missionários para Angola. Por vários motivos, abandona-se o seminário de Santarém e assume-se uma nova obra em Gibraltar. Em 1872, por não corresponder aos seus objectivos, abandona-se o Colégio de Gibraltar e funda-se uma nova comunidade em Braga. Aos poucos a Província vai-se desenvolvendo e novas comunidades surgem: Sintra, Lisboa, Ponta Delgada. Só em 1901 é que a Congregação é oficialmente aprovada em Portugal, com sede em Lisboa.
Em 1910, com a proclamação da República, dá-se a supressão e expropriação dos bens de todas as Congregações religiosas. Todas as nossas casas foram espoliadas, excepto a da Procuradoria das Missões, em Lisboa. Muitos procuram refúgio em Zamora, onde se abre uma escola apostólica.
Em 1919, o P. Moisés Alves de Pinho é nomeado Provincial de Portugal e encarregado de restaurar a Província Portuguesa. Esta magnífica obra de restauração terá Braga como ponto de partida. A 2 de Fevereiro de 1921, é erecta canonicamente a Província de Portugal.
Será uma fase de progressiva expansão e de surgimento de novas vocações e comunidades: Viana do Castelo, Régua, Porto, Silva (Barcelos), Coimbra, Torre d'Aguilha (S. Domingos de Rana)...
Fruto do desenvolvimento da Província Portuguesa e do trabalho de vários Padres e Irmãos de Portugal surgirá, em 1969, a Província de Espanha. Alguns anos mais tarde, 1982, é fundado no Brasil o distrito de Brasil Sudeste, formado por confrades de origem portuguesa.
15 outubro 2009
Carta aos Párocos da Diocese da Guarda
Todas as paróquias já receberam o “Guião Outubro Missionário”, mas anexo mais um exemplar e se desejar mais algum para o seu trabalho pastoral ao longo deste mês de Outubro poderá requisitá-lo junto do SDM. Relembro que este guião é uma preciosa ajuda para reflectir semana a semana nos vários grupos da(s) sua(s) comunidade(s); possui comentários à Palavra de Deus lida e proclama durante o mês de Outubro aos Domingos; algumas propostas para celebrações da Vigília Missionária, do Rosário e da Via-Sacra; uma prece diária para cada dia do mês; e alguns documentos de leitura e meditação.
Também serão enviados alguns exemplares da Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Missões sob o título “As nações caminharão à sua luz” (Ap 21, 24) esmiuçada em quatro pontos: 1. Todos os Povos são chamados à salvação, 2. Igreja Peregrina, 3. Missão Ad Gentes e 4.Chamados a evangelizar também por meio do martírio. A estes dois documentos junto também o cartaz e relembro que o dia 18 de OUTUBRO é Dia Mundial das Missões.
Despertar a consciência missionária continua a ser o nosso objectivo geral. O Programa Pastoral para 2009/2010 está a ser elaborado e por isso não está no Plano Geral da Diocese, uma vez que este Secretariado só o realiza após as Jornadas Missionárias (que acontecem todos os anos em Setembro).
Finalmente, e não menos importante, o Guard’África (voluntariado missionário da Diocese) está a dar início à Formação de “missionários”. As condições começam a modificar-se um pouco, por isso peço aos meus estimados colegas que se souberem de alguém que queira fazer parte deste projecto entre em contacto connosco até ao fim do mês de Outubro. (www.guardafrica.blogspot.com / guardafrica@gmail.com )
Grato pela atenção prestada, “estamos juntos”!
Guarda, 29 de Setembro de 2009, Festa dos Arcanjo S. Miguel, S. Rafael e S. Gabriel
O Director Diocesano do SDM
Pe Ângelo Miguel Nabais Martins
08 outubro 2009
Horrores da África no Sínodo
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 7 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Horrores da África, como o tráfico de pessoas, o abuso das multinacionais e ONGs e inclusive o drama das jovens que, ao sair das congregações religiosas, caem na prostituição, estão comovendo a Sala do Sínodo, que reúne bispos do continente.
O ambiente de fraternidade e de bom humor africano colide brutalmente, às vezes, com a dureza das situações que esta cúpula episcopal tem de enfrentar; dela participa Bento XVI, com toda a assiduidade que suas responsabilidades lhe permitem.
Para respeitar a liberdade do debate entre os bispos, quando se trata de intervenções espontâneas, é revelado aos jornalistas o conteúdo da intervenção, mas não o nome do padre sinodal. Desta forma, seu nome a proposta não acabam nos jornais no dia seguinte, comprometendo a confidencialidade ou liberdade da discussão.
Dom Joseph Bato'ora Ballong Wen Mewuda, porta-voz do sínodo para a língua francesa, revelou algumas das denúncias e horrores manifestados pelos 23 padres sinodais que tomaram a palavra no livre intercâmbio da terça-feira à tarde, momento do qual o Papa não pôde participar, pois precisava preparar sua catequese da audiência geral de hoje.
Preocupação pelos jovens
Nesta sessão, o tema mais abordado foi o da situação dos jovens africanos, pois os prelados percebem que a Igreja tem de refletir muito mais sobre a forma de aproximar-se deles. Com muita frequência, denunciou-se, são vítimas das seitas fundamentalistas.
Constatou-se, ao mesmo tempo, que para os bispos é praticamente impossível deter o êxodo de jovens africanos que buscam uma vida melhor no estrangeiro, em particular no Ocidente.
Diante desta situação, consideram que pelo menos podem prepará-los para enfrentar, com a migração, outras culturas e mentalidades, assim como formá-los na doutrina social da Igreja. Nem tudo é negativo, reconheceram os prelados, pois alguns desses jovens descobrem ou redescobrem sua fé nos países de acolhida.
Da vida religiosa à prostituição
Um dos prelados denunciou a situação de jovens católicas africanas que, movidas por uma curiosidade vocacional pela vida religiosa, vão à Europa para discernir seu futuro no seio de algum mosteiro ou comunidade religiosa.
Houve um caso, denunciado por um dos padres sinodais, em que uma jovem não se integrou à vida religiosa, abandonando a comunidade e ficando por conta própria em algum país europeu desconhecido, caindo depois nas redes da prostituição.
Por este motivo, explicou-se na sala, na República Democrática do Congo, a Conferência Episcopal estabeleceu que as jovens que queiram entrar em alguma comunidade religiosa só poderão fazê-lo se tal comunidade contar com uma presença e comunidade neste país.
Desta maneira, sempre se manterá um contato com a realidade do próprio país, no caso de que a jovem não continue na vida religiosa. Em outros países da África, os bispos aconselham esta prática, ainda que não a tenham assumido como obrigatória.
De qualquer forma, quando uma jovem viaja para a Europa para entrar em uma comunidade religiosa, dá-se um processo de permissões da autoridade eclesiástica para evitar, na medida do possível, esse tipo de problemas.
Organizações não muito humanitárias
Outro dos bispos denunciou que algumas ONGs, tão admiradas no Ocidente, na verdade se convertem em máscaras de agendas escondidas ou inclusive secretas.
Estão invadindo o continente africano com o pretexto de oferecer ajuda humanitária, mas na verdade o que procuram é promover ideologias, afirmou-se.
Dom Ballong Wen Mewuda explicou que os bispos não foram explícitos na hora de desmascarar estas ideologias, mas considerou que poderiam referir-se às ONGs que buscam promover a "saúde reprodutiva" (aborto) ou que são coberturas das seitas.
Neste sentido, um padre sinodal fez referência a um artigo publicado pela revista Jeune Afrique, no qual se revela que existem gurus de seitas que se convertem em conselheiros políticos ou inclusive presidentes e que contribuíram para a adoção de decisões nefastas.
Multinacionais exploradoras
Vários bispos - pelo menos quatro - pediram também que o sínodo levante a voz contra os abusos de multinacionais presentes na África que exploram de forma abusiva os recursos minerais, os bosques e contaminam a água, provocando danos graves nas populações locais.
Em algumas regiões às quais estas empresas chegaram, exploram os recursos, mas não fazem nada por criar escolas, hospitais ou água potável, constatou-se.
Os padres sinodais pediram que se denunciasse não somente estas multinacionais, mas também os políticos locais, que permitiram sua implantação ou a atraíram sem levar em consideração os danos que os africanos sofrem agora por causa disso.
Denunciaram também a crescente invasão da China, que está construindo estradas e obras públicas em numerosos Estados africanos em troca de requeridas matérias-primas, com equipes chinesas que vivem praticamente em condições de escravidão.
Bom humor
Como acontece com frequência na África, todos estes dramas não eliminam a esperança dos bispos nem seu bom humor.
Os presidentes delegados da assembleia, em particular o cardeal Francis Arinze, prefeito emérito da Congregação para o Culto Divino, e o cardeal Wilfrid Fox Napier, O.F.M., arcebispo de Durban (África do Sul), costumam arrancar risadas dos presentes, com seus comentários de transição antes de dar a palavra a algum bispo.
Quando um bispo é breve e acaba sua intervenção antes do tempo designado, é acolhido por um sonoro aplauso, que não só é um prémio, mas também um incentivo para que o seguinte também seja o mais breve possível.
Ocorrem divertidas cenas da vida quotidiana, como, por exemplo, quando se pediu que o bispo que perdeu seu solidéu ou a faixa passasse para pegá-los na secretaria.
O Papa sorri nestas ocasiões e, respeitando a metodologia do sínodo, só intervém para oferecer sua primeira meditação sem papéis e para uma saudação espontânea de despedida no final das sessões.

