13 agosto 2009

Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Missões 2009 (2)


2. Igreja peregrina

Toda a Igreja, sem confins e sem fronteiras, se sente responsável por anunciar o Evangelho a todos os povos (cf. Evangelii Nuntiandi, 53). Ela, germe de esperança por vocação, deve continuar o serviço de Cristo no mundo. A sua missão e o seu serviço não se limitam às necessidades materiais ou mesmo espirituais confinadas à existência temporal, mas abarcam a salvação transcendente que se realiza no Reino de Deus. (cf. Evangelii Nuntiandi, 27). Este Reino, mesmo sendo em sua essência escatológico e não deste mundo (cf. Jo 18,36), está também neste mundo e em sua história é força de justiça, paz, verdadeira liberdade e respeito pela dignidade de todo o ser humano. A Igreja aspira a transformar o mundo com a proclamação do Evangelho do amor, “que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir e ... deste modo, fazer entrar a luz de Deus no mundo" (Deus Caritas est, 39). Esta é a missão e serviço em que, também com esta Mensagem, chamo a participar todos os membros e instituições da Igreja.

3. Missão ad gentes

A missão da Igreja é chamar todos os povos à salvação realizada por Deus em seu Filho encarnado. É necessário, portanto, renovar o compromisso de anunciar o Evangelho, fermento de liberdade e progresso, de fraternidade, união e paz (cf. Ad Gentes, 8). Desejo “novamente confirmar que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja” (Evangelii Nuntiandi, 14), tarefa e missão que as vastas e profundas mudanças da sociedade actual tornam ainda mais urgentes. Está em questão a salvação eterna das pessoas, o fim e a plenitude da história humana e do universo. Animados e inspirados pelo Apóstolo dos Gentios, devemos estar conscientes de que Deus tem um povo numeroso em todas as cidades percorridas também pelos apóstolos de hoje (cf. Act 18, 10). De facto, “a promessa é em favor de todos aqueles que estão longe, de todos aqueles que o Senhor nosso Deus chamar”(Act 2, 39).

Toda a Igreja se deve empenhar na missão ad gentes, enquanto a soberania salvífica de Cristo não estiver plenamente realizada: “Agora, porém, ainda não vemos que tudo lhe esteja submetido” (Heb 2,8).

11 agosto 2009

Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Missões 2009 (1)


“As nações caminharão à sua luz” (Ap 21, 24)

Queridos irmãos e irmãs,

Neste domingo dedicado às missões, dirijo-me antes de mais a vós, Irmãos no ministério episcopal e sacerdotal, e também a vós, irmãos e irmãs do Povo de Deus, para vos exortar a reavivardes a consciência do mandato missionário de Cristo, a fim de fazer com que “todos os povos se tornem seus discípulos” (Mt 28, 19), seguindo as pegadas de São Paulo, o Apóstolo dos Gentios.

“As nações caminharão à sua luz” (Ap 21, 24). O objectivo da missão da Igreja é iluminar com a luz do Evangelho todos os povos em seu caminhar na história rumo a Deus, para que encontrem n’Ele a sua plena realização. Devemos sentir o anseio e a paixão de iluminar todos os povos, com a luz de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja, para que todos se reúnam na única família humana, sob a amável paternidade de Deus.

É nesta perspectiva que os discípulos de Cristo espalhados pelo mundo trabalham, se dedicam, gemem sob o peso dos sofrimentos e doam a vida. Reitero com veemência o que muitas vezes foi dito pelos meus Predecessores: a Igreja não age para ampliar o seu poder ou reforçar o seu domínio, mas para levar a todos Cristo, salvação do mundo. Pedimos só que nos seja dado servir toda a humanidade, sobretudo a mais sofredora e marginalizada, porque acreditamos que “o compromisso de anunciar o Evangelho aos homens de nosso tempo... é sem dúvida alguma um serviço prestado à comunidade cristã, mas também a toda a humanidade" (Evangelii Nuntiandi, 1), que “apesar de conhecer realizações maravilhosas, parece ter perdido o sentido último das coisas e de sua própria existência”(Redemptoris Missio, 2).

1. Todos os Povos são chamados à salvação

Na verdade, a humanidade inteira tem a vocação radical de voltar à sua origem, que é Deus, em quem e só em quem ela encontrará a sua plenitude por meio da restauração de todas as coisas em Cristo. A dispersão, a multiplicidade, o conflito, a inimizade serão repacificadas e reconciliadas através do sangue da Cruz e reconduzidas à unidade.

O novo início já começou com a ressurreição e a exaltação de Cristo, que atrai a si todas as coisas, as renova, as torna participantes da eterna glória de Deus. O futuro da nova criação brilha já em nosso mundo e acende, mesmo se entre contradições e sofrimentos, a nossa esperança por uma vida nova. A missão da Igreja é “contagiar” de esperança todos os povos. Por isso, Cristo chama, justifica, santifica e envia os seus discípulos para anunciar o Reino de Deus, a fim de que todas as nações se tornem Povo de Deus. É somente nesta missão que se compreende e se confirma o verdadeiro caminho histórico da humanidade. A missão universal deve tornar-se uma constante fundamental na vida da Igreja. Anunciar o Evangelho deve ser para nós, como já dizia o apóstolo Paulo, um compromisso urgente e inadiável.

10 agosto 2009

JORNADAS MISSIONÁRIAS 2009

PROGRAMA

Dia 18 (Sexta-Feira)

17.00 h Acolhimento - Centro Paulo VI - Fátima
19.00 h EUCARISTIA - Centro Paulo VI - Sala Bom Pastor
20.00 h Jantar
21.30 h As grandes intuições da Missão de S. Paulo.
D. António Couto – Presidente da Comissão Episcopal Missões

Dia 19 (Sábado)

09.00 h Oração da manhã
09.30 h Uma Igreja aberta para o mundo.
Doutor Manuel Braga da Cruz – Reitor da UCP
11.00 h Missão e culturas: diálogo ou confrontação?
Irmã Luísa Almendra – UCP Lisboa
13.00 h Almoço
15.00 h Painel: Missão no pós-Congresso Missionário 2008
Vários convidados
17.00 h S. Paulo e o evangelho na cidade.
Cón. António Rego – Director Nac. Secr. Comunicações Sociais
19.00 h EUCARISTIA
20.00 h Jantar
21.00 h Convívio missionário

Dia 20 (Domingo)

09.00 h Oração da manhã
09.30 h S. Paulo e a Missão no século XXI.
José Antunes da Silva – Provincial da Congregação Verbo Divino
11.00 h O itinerário espiritual da Missão em S. Paulo.
Adélio Torres Neiva, CSSp – Director da Revista Vida Consagrada
13.00 h Almoço
14.30 h Painel: Caminhos da Missão: o hoje e o amanhã.
Diversos convidados
16.00 h EUCARISTIA - Conclusões

Quem quiser participar pode efectuar a sua inscrição para o Secretariao Nacional ou para o Secretariado Diocesano

15 maio 2009

o valor de uma refeição...


Ao ver este vídeo num email que me enviaram, senti a obrigação de o mostrar. Pode ser pequeno, mas é bastante explícito no que é a fome no mundo e ao que muitas crianças estão sujeitas a comer, ao contrário de muitos de nós que já nos habituámos a uma (ou mais) refeição diária quente. Não aconselho a que pessoais com maior bastante sensibilidade vejam este vídeo.

28 fevereiro 2009

Mensagem de D. Manuel Felício, bispo da Guarda, QUARESMA 2009


“Jesus preparou-se para a Missão rezando e jejuando durante 40 dias e 40 noites (Mt.4,2). Assim nos diz também o que deve ser a nossa
Quaresma: Um tempo forte de renovação pessoal e comunitária, para preparar o encontro vivo com o Ressuscitado, na Páscoa.
A Quaresma é o grande retiro de todo o Povo de Deus. E, enquanto retiro, é tempo de alguma paragem para centrarmos a nossa atenção no essencial da nossa vida de cristãos e também de cidadãos; é tempo de oração mais intensa e de encontro mais frequente com a Palavra de Deus; é tempo de fazer contenção face a excessos de vária ordem para que somos solicitados a todo o momento.
Neste grande retiro de 40 dias, somos chamados a renovar e a aprofundar a nossa Fé. Por isso, a formação cristã há-de estar no centro da nossa vivência da Quaresma. Talvez alguns de nós, durante a parte do ano pastoral já decorrida, ainda não tenham tido oportunidade de iniciar o estudo da III parte do Catecismo da Igreja Católica sobre a Moral do Seguimento de Cristo, que faz parte do nosso programa para o ano pastoral em curso. É bom que aproveitemos bem a Quaresma para ler ou reler o pequeno livro que publicámos com o resumo desta parte do Catecismo; é bom que cada uma das nossas comunidades, durante a Quaresma, encontre formas renovadas para relembrar a todos esta obrigação e ajudar a cumpri-la. Convido, por isso, para que os diferentes programas de formação da fé conduzidos por paróquias ou grupos de paróquias, nesta Quaresma, se orientem preferencialmente para aprofundar a Moral do Seguimento de Cristo. Também eu espero orientar nessa direcção as catequeses quaresmais durante os seis domingos da Quaresma.
Uma outra nota marcante, da nossa tradição diocesana, são os retiros organizados com proximidade à vida dos fiéis. Renovo o convite para que em cada arciprestado haja, nesta Quaresma, pelo menos um retiro aberto, com data e lugar atempadamente marcados e anunciados em todas as respectivas paróquias.
O Santo Padre, na sua mensagem para a Quaresma, convida-nos principalmente a viver o verdadeiro espírito do jejum que nos é recomendado pela disciplina da Igreja. Com a prática do jejum, queremos, antes de mais, dizer a nós mesmos e à sociedade o seguinte: é na relação de dependência amorosa com o Senhor da vida e do mundo que cumprimos a nossa vocação e a nossa missão.
É certo que o jejum também pode ser um bom contributo para a saúde física, para o fortalecimento da auto-disciplina e para a prática da solidariedade com os mais necessitados. Mas o essencial do nosso jejum é libertar-nos interiormente para a relação viva e vital com Cristo Ressuscitado.
Para além do jejum assim entendido, a Quaresma lembra-nos o grave dever da partilha de bens materiais com os mais necessitados.
Costumamos cumprir este dever com a nossa renúncia quaresmal. É costume, todos os anos, indicar um destino concreto para a renúncia quaresmal. O ano passado foi principalmente para as vítimas das grandes cheias que afectaram a vida de milhares moçambicanos. Este ano vamos destiná-la principalmente para apoio à Irmãs da Liga dos Servos de Jesus, que estão, desde há um ano, em Angola, na Diocese de Sumbe, a iniciar um projecto de acção missionária.
Também estamos muito sensibilizados para o número de desempregados que todos os dias cresce nos nossos meios. Por isso, uma parte dessa renúncia vamos destiná-la para ajudar famílias vítimas do desemprego e algumas a viverem situações de pobreza envergonhada. Procuraremos fazê-lo através dos serviços da Caritas implantados no terreno”.

23 fevereiro 2009

INTENÇÃO MISSIONÁRIA DE MARÇO 2009


Para que os Bispos, os presbíteros, as pessoas consagradas e os fiéis leigos da Igreja Católica na República Popular da China, à luz da carta que lhes foi endereçada pelo Papa Bento XVI, comprometam-se a ser sinal e instrumento de unidade, de comunhão e de paz.

INTENÇÃO MISSIONÁRIA DE FEVEREIRO 2009


Para que a Igreja na África encontre vias e meios adequados para promover, de modo eficaz, a reconciliação, a justiça e a paz, segundo as indicações da 2ª Assembléia Especial para a África do Sínodo dos Bispos.

08 janeiro 2009

INTENÇÃO MISSIONÁRIA DE JANEIRO 2009


Para que as diversas confissões cristãs, conscientes da necessidade de uma nova evangelização nesta época de profundas transformações, comprometam-se em anunciar a Boa-Nova e em caminhar rumo à plena unidade de todos os cristãos, para oferecer, assim, um testemunho mais crível do Evangelho.


26 dezembro 2008

Tenho fome

Partilhamos aqui uma música linda e uma imagens reveladores do que existe em Angola. Será suficiente para despertar em alguém a vontade de "arregaçar as mangas e partir"?

Infância Missionária 2009

Como sempre, o dia da Infância Missionária é celebrado no dia da Epifania do Senhor, dia 4 de Janeiro.


Quais os seus objectivos? Muito sucintamente, apresentamos alguns:

a) Formar as crianças e adolescentes para a abertura universal, a fim de olharem mais além das fronteiras; formá-las para o serviço e doação de si e convidá--las a considerar sua possível vocação missionária;

b) Levá-las a rezar pelas missões e por todas as crianças de perto e de longe, unindo-se às intenções do Papa;

c) Incentivá-las a oferecerem pequenos sacrifícios, através de pequenas renúncias, como meio de partilhar da acção salvadora de Jesus;

d) Ajudá-las a partilhar os bens materiais, em espírito de solidariedade cristã.


18 dezembro 2008

Mensagem de Natal do Bispo da Guarda


Está a bater-nos à porta mais um Natal. O Natal é a Festa que celebra o nascimento de Jesus Cristo, acontecido há 2000 anos, em Belém, uma cidade da Palestina, que pertencia à Província Romana da Síria, então sob administração do Imperador César Augusto.

Este Imperador tinha decretado um recenseamento e cada cidadão era obrigado a dirigir-se à sua terra de origem para aí se recensear. Foi o que aconteceu a José, esposo de Maria, que estava para dar à luz.

Por isso, o Menino nasceu nas cercanias de Belém de Judá, fora da cidade, onde não houve lugar para o acolher, numa casa normal. Este Menino foi adorado pelos pastores das redondezas, em nome das gentes pobres e simples e, mais tarde, pelos sábios ou magos, vindos do Oriente guiados por uma Estrela. Estes representam a ciência que investiga os segredos da história e da natureza, para bem da Humanidade; simbolizam também o poder instituído que procura os melhores caminhos para dar rumo certo às populações que lhes estão confiadas.

Jesus nasceu, assim, no coração da pobreza representada pela manjedoira dos animais e no meio dos pobres representados pelos pastores da cercania de Belém. É que Ele veio, de facto, para se colocar ao lado dos pobres e excluídos e para lhes abrir caminhos novos de combate à pobreza e à exclusão. Por isso anunciou uma humanidade nova e um Reino Novo, onde há lugar para todos e onde os últimos são os primeiros.

Esta lição do Natal é a receita de que continuamos a precisar para combater a grave crise social em que estamos mergulhados. De facto cresce o número de pobres e excluídos; aparecem novas formas de pobreza que se manifestam em pessoas, grupos de pessoas e também em regiões desfavorecidas como a nossa. Os sintomas da grave crise que atravessamos são muitos.

São o desemprego e o emprego precário, por causa das condições de inviabilidade que afectam muitas das nossas empresas e desincentivam a criação de outras.

É o analfabetismo, sobretudo entendido como incapacidade generalizada de as pessoas tirarem partido dos conhecimentos adquiridos para entrarem no processo geral do desenvolvimento. Infelizmente existe também marginalidade nos nossos meios; marginalidade ligada a hábitos e a formas de cultura que não se adaptam ao quadro das leis vigentes ou não prevenida através de uma educação bem conduzida.

A solidão, determinada principalmente pelo crescente número de idosos nos nossos meios e a necessidade de seus familiares mais próximos partiram para outras terras à procura das condições de vida que aqui não têm, é outro factor preocupante; uma solidão que cresce também e se prolonga na vida de outras pessoas que se isolam e cortam as relações mais elementares com a família, os amigos e as suas tradições de origem, quase sempre porque lhes são fechadas todas as portas normais de acesso à integração social.

Estas quatro novas formas de pobreza são apenas alguns dos sintomas da realidade social dos nossos meios que estão a pedir medidas eficazes para corrigir o processo de empobrecimento progressivo das nossas gentes.

Fazemos votos para que este Natal toque o coração de todos os responsáveis pela condução da nossa vida social, os que pertencem aos quadros da administração pública central e local e também os que representam a sociedade civil organizada em corpos intermédios. Que a boa e eficaz colaboração de todos leve a luz de Belém ao encontro de todas as pessoas e suas famílias. Assim daremos cumprimento aos votos generalizados de Natal Feliz e Próspero Ano Novo, a que estamos habituados nesta quadra do ano.

Desejo um Santo e Feliz Natal para todos.

Guarda, 16 de Dezembro de 2008

+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda


03 dezembro 2008

NOVO EMAIL - Guard'África


Por motivos alheios a nós, o email anterior do grupo GUARD'ÁFRICA fica sem efeito. Depois de se autobloquear, nunca mais conseguimos aceder. Assim, pedimos desculpa pelo incómodo e deixamos aqui o novo email através do qual nos podem contctar e para o qual podem enviar os vossos pedidos de informações e pedir a nossa colaboração para tudo o que estiver ao nosso alcance.


guardafrica@gmail.com
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