Diocese da Guarda | Departamento da Comunhão Eclesial e Ecumenismo - Departamento das Missões - Departamento da Piedade Popular | Obras Missionárias Pontifícias
16 maio 2009
15 maio 2009
o valor de uma refeição...
Ao ver este vídeo num email que me enviaram, senti a obrigação de o mostrar. Pode ser pequeno, mas é bastante explícito no que é a fome no mundo e ao que muitas crianças estão sujeitas a comer, ao contrário de muitos de nós que já nos habituámos a uma (ou mais) refeição diária quente. Não aconselho a que pessoais com maior bastante sensibilidade vejam este vídeo.
28 fevereiro 2009
Mensagem de D. Manuel Felício, bispo da Guarda, QUARESMA 2009
“Jesus preparou-se para a Missão rezando e jejuando durante 40 dias e 40 noites (Mt.4,2). Assim nos diz também o que deve ser a nossa
Quaresma: Um tempo forte de renovação pessoal e comunitária, para preparar o encontro vivo com o Ressuscitado, na Páscoa.
A Quaresma é o grande retiro de todo o Povo de Deus. E, enquanto retiro, é tempo de alguma paragem para centrarmos a nossa atenção no essencial da nossa vida de cristãos e também de cidadãos; é tempo de oração mais intensa e de encontro mais frequente com a Palavra de Deus; é tempo de fazer contenção face a excessos de vária ordem para que somos solicitados a todo o momento.
Neste grande retiro de 40 dias, somos chamados a renovar e a aprofundar a nossa Fé. Por isso, a formação cristã há-de estar no centro da nossa vivência da Quaresma. Talvez alguns de nós, durante a parte do ano pastoral já decorrida, ainda não tenham tido oportunidade de iniciar o estudo da III parte do Catecismo da Igreja Católica sobre a Moral do Seguimento de Cristo, que faz parte do nosso programa para o ano pastoral em curso. É bom que aproveitemos bem a Quaresma para ler ou reler o pequeno livro que publicámos com o resumo desta parte do Catecismo; é bom que cada uma das nossas comunidades, durante a Quaresma, encontre formas renovadas para relembrar a todos esta obrigação e ajudar a cumpri-la. Convido, por isso, para que os diferentes programas de formação da fé conduzidos por paróquias ou grupos de paróquias, nesta Quaresma, se orientem preferencialmente para aprofundar a Moral do Seguimento de Cristo. Também eu espero orientar nessa direcção as catequeses quaresmais durante os seis domingos da Quaresma.
Uma outra nota marcante, da nossa tradição diocesana, são os retiros organizados com proximidade à vida dos fiéis. Renovo o convite para que em cada arciprestado haja, nesta Quaresma, pelo menos um retiro aberto, com data e lugar atempadamente marcados e anunciados em todas as respectivas paróquias.
O Santo Padre, na sua mensagem para a Quaresma, convida-nos principalmente a viver o verdadeiro espírito do jejum que nos é recomendado pela disciplina da Igreja. Com a prática do jejum, queremos, antes de mais, dizer a nós mesmos e à sociedade o seguinte: é na relação de dependência amorosa com o Senhor da vida e do mundo que cumprimos a nossa vocação e a nossa missão.
É certo que o jejum também pode ser um bom contributo para a saúde física, para o fortalecimento da auto-disciplina e para a prática da solidariedade com os mais necessitados. Mas o essencial do nosso jejum é libertar-nos interiormente para a relação viva e vital com Cristo Ressuscitado.
Para além do jejum assim entendido, a Quaresma lembra-nos o grave dever da partilha de bens materiais com os mais necessitados.
Costumamos cumprir este dever com a nossa renúncia quaresmal. É costume, todos os anos, indicar um destino concreto para a renúncia quaresmal. O ano passado foi principalmente para as vítimas das grandes cheias que afectaram a vida de milhares moçambicanos. Este ano vamos destiná-la principalmente para apoio à Irmãs da Liga dos Servos de Jesus, que estão, desde há um ano, em Angola, na Diocese de Sumbe, a iniciar um projecto de acção missionária.
Também estamos muito sensibilizados para o número de desempregados que todos os dias cresce nos nossos meios. Por isso, uma parte dessa renúncia vamos destiná-la para ajudar famílias vítimas do desemprego e algumas a viverem situações de pobreza envergonhada. Procuraremos fazê-lo através dos serviços da Caritas implantados no terreno”.
23 fevereiro 2009
INTENÇÃO MISSIONÁRIA DE MARÇO 2009
INTENÇÃO MISSIONÁRIA DE FEVEREIRO 2009
08 janeiro 2009
INTENÇÃO MISSIONÁRIA DE JANEIRO 2009
26 dezembro 2008
Tenho fome
Infância Missionária 2009
Como sempre, o dia da Infância Missionária é celebrado no dia da Epifania do Senhor, dia 4 de Janeiro.
Quais os seus objectivos? Muito sucintamente, apresentamos alguns:
a) Formar as crianças e adolescentes para a abertura universal, a fim de olharem mais além das fronteiras; formá-las para o serviço e doação de si e convidá--las a considerar sua possível vocação missionária;
b) Levá-las a rezar pelas missões e por todas as crianças de perto e de longe, unindo-se às intenções do Papa;
c) Incentivá-las a oferecerem pequenos sacrifícios, através de pequenas renúncias, como meio de partilhar da acção salvadora de Jesus;
d) Ajudá-las a partilhar os bens materiais, em espírito de solidariedade cristã.
18 dezembro 2008
Mensagem de Natal do Bispo da Guarda

Este Imperador tinha decretado um recenseamento e cada cidadão era obrigado a dirigir-se à sua terra de origem para aí se recensear. Foi o que aconteceu a José, esposo de Maria, que estava para dar à luz.
Por isso, o Menino nasceu nas cercanias de Belém de Judá, fora da cidade, onde não houve lugar para o acolher, numa casa normal. Este Menino foi adorado pelos pastores das redondezas, em nome das gentes pobres e simples e, mais tarde, pelos sábios ou magos, vindos do Oriente guiados por uma Estrela. Estes representam a ciência que investiga os segredos da história e da natureza, para bem da Humanidade; simbolizam também o poder instituído que procura os melhores caminhos para dar rumo certo às populações que lhes estão confiadas.
Jesus nasceu, assim, no coração da pobreza representada pela manjedoira dos animais e no meio dos pobres representados pelos pastores da cercania de Belém. É que Ele veio, de facto, para se colocar ao lado dos pobres e excluídos e para lhes abrir caminhos novos de combate à pobreza e à exclusão. Por isso anunciou uma humanidade nova e um Reino Novo, onde há lugar para todos e onde os últimos são os primeiros.
Esta lição do Natal é a receita de que continuamos a precisar para combater a grave crise social em que estamos mergulhados. De facto cresce o número de pobres e excluídos; aparecem novas formas de pobreza que se manifestam em pessoas, grupos de pessoas e também em regiões desfavorecidas como a nossa. Os sintomas da grave crise que atravessamos são muitos.
São o desemprego e o emprego precário, por causa das condições de inviabilidade que afectam muitas das nossas empresas e desincentivam a criação de outras.
É o analfabetismo, sobretudo entendido como incapacidade generalizada de as pessoas tirarem partido dos conhecimentos adquiridos para entrarem no processo geral do desenvolvimento. Infelizmente existe também marginalidade nos nossos meios; marginalidade ligada a hábitos e a formas de cultura que não se adaptam ao quadro das leis vigentes ou não prevenida através de uma educação bem conduzida.
A solidão, determinada principalmente pelo crescente número de idosos nos nossos meios e a necessidade de seus familiares mais próximos partiram para outras terras à procura das condições de vida que aqui não têm, é outro factor preocupante; uma solidão que cresce também e se prolonga na vida de outras pessoas que se isolam e cortam as relações mais elementares com a família, os amigos e as suas tradições de origem, quase sempre porque lhes são fechadas todas as portas normais de acesso à integração social.
Estas quatro novas formas de pobreza são apenas alguns dos sintomas da realidade social dos nossos meios que estão a pedir medidas eficazes para corrigir o processo de empobrecimento progressivo das nossas gentes.
Fazemos votos para que este Natal toque o coração de todos os responsáveis pela condução da nossa vida social, os que pertencem aos quadros da administração pública central e local e também os que representam a sociedade civil organizada em corpos intermédios. Que a boa e eficaz colaboração de todos leve a luz de Belém ao encontro de todas as pessoas e suas famílias. Assim daremos cumprimento aos votos generalizados de Natal Feliz e Próspero Ano Novo, a que estamos habituados nesta quadra do ano.
Desejo um Santo e Feliz Natal para todos.
Guarda, 16 de Dezembro de 2008
+Manuel R. Felício, Bispo da Guarda
03 dezembro 2008
NOVO EMAIL - Guard'África
Por motivos alheios a nós, o email anterior do grupo GUARD'ÁFRICA fica sem efeito. Depois de se autobloquear, nunca mais conseguimos aceder. Assim, pedimos desculpa pelo incómodo e deixamos aqui o novo email através do qual nos podem contctar e para o qual podem enviar os vossos pedidos de informações e pedir a nossa colaboração para tudo o que estiver ao nosso alcance.
__________________________________________________
S. FRANCISCO XAVIER, Padroeiro das Missões
Senhor, que, pela pregação de São Francisco Xavier, chamastes muitos povos ao conhecimento do vosso nome, concedei a todos os cristãos o mesmo zelo pela propagação da fé, para que, em toda a terra, a santa Igreja se alegre com novos filhos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.Para meditar...
Da Primeira Carta de S. Paulo aos Coríntios «Anunciar o Evangelho não é para mim um título de glória, é uma obrigação que me foi imposta. Ai de mim se não anunciar o Evangelho! Se o fizesse por minha iniciativa, teria direito a recompensa. Mas, como não o faço por minha iniciativa, desempenho apenas um cargo que me está confiado. Em que consiste, então, a minha recompensa? Em anunciar gratuitamente o Evangelho, sem fazer valer os direitos que o Evangelho me confere. Livre como sou em relação a todos, de todos me fiz escravo, para ganhar o maior número possível. Com os fracos tornei-me fraco, a fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, a fim de ganhar alguns a todo o custo. E tudo faço por causa do Evangelho, para me tornar participante dos seus bens.»
Uma oração a S. Francisco Xavier

Amém!
Um pouco da vida de S. FRANCISCO XAVIER in Diocese de Itaguaí
Sabemos que o nome pode ser uma simples maneira habitual para se referir a uma pessoa. Contudo, o nome pode ser algo que define a identidade de um ser humano, diferentemente de todos os outros: únicos e original. Diz o ditado latim: nomem est omem - o nome é o homem.
Dessa intuição derivam duas atitudes possíveis dos xaverianos e de seus amigos diante dos 500 anos do nascimento de São Francisco Xavier, padroeiro das missões e dos xaverianos. Poderíamos entender esse evento como um simples aniversário, um fato convencional. Afinal, o que pode mudar neste ano de 2006 em relação aos anos anteriores?
Poderia também se transformar numa ocasião propícia para conhecer melhor esta grande pessoa que marcou a história da missão, da igreja e da sociedade, não apenas de seu tempo. Mas também dos séculos a seguir. Particularmente, pode ser mais uma vez a ocasião para questionar-nos sobre nós mesmos e sobre a missão que nos desafia e que nos desafia e que nos foi confiada.
XAVIER, MISSIONÁRIO MODELO
Com certeza, os tempos mudaram radicalmente. As motivações que animaram São Francisco Xavier e certas maneiras de fazer missão da sua época, hoje não podem mais ser propostas. Apesar disso, não mudou a necessidade das pessoas de conhecer o verdadeiro Deus, como somente Jesus pode nos fazer conhecer. Não mudou a disponibilidade em acolhê-lo. Quando Deus Pai é anunciado.
Não mudou também o instrumento fundamental para este anúncio: o testemunho da vida mais do que das palavras. O encontro com Jesus Cristo, com efeito, muda radicalmente a vida daquele que o anuncia, enchendo-a de sentido. Não é por nada que São Francisco Xavier teve que passar ele também por uma conversão profunda e arrebatadora.
SEU GRANDE ARDOR
Deveríamos lembrar tudo o que ele fez e padeceu para dilatar o Reino de Deus. Poderíamos dizer com uma palavra, que descreve a característica principal de Francisco Xavier: seu grande ardor missionário. Ainda hoje causa admiração sua incansável atividade, do jeito com o qual em onze anos conseguiu visitar tantos países, com meios de transportes precários e no meio de tantos perigos, fundando tantas comunidades cristãs que souberam resistir aos desafios dos tempos.
Assim Xavier escrevia depois de uma tempestade em alto mar: "pedi a Deus nosso Senhor que se saísse com vida daquela tempestade, fosse somente para poder enfrentar outras tempestades ainda mais fortes, para o seu maior serviço". Além desses perigos e fadigas, existiam as desilusões, os entraves, os enganos dos próprios cristãos - os colonos e os mercadores portugueses - com seus maus exemplos. A esse respeito ele denunciava: "É por causa deles que não avançamos".
NÃO ERA UM AVENTUREIRO!
São Francisco Xavier não era um aventureiro. Não eram as riquezas que procurava e nem o sucesso na vida. Não era impelido pela disposição turística de viajar e nem pelo simples desejo cultural de conhecer outros povos . "viver sem alegrar-se de Deus não seria uma vida, mas uma morte contínua", afirmava em uma de suas cartas. O que sustentava sua atividade missionárias era o amor a Deus, percebido e cultivado.
Uma testemunha o descreveu deste modo: "Durante o dia pertencia inteiramente aos homens. À noite pertencia inteiramente a Deus". Mais uma vez, também para o missionário, aparece clara a lei fundamental da vida Cristã: não se pode amar totalmente os homens, os pobres especialmente, se esse amor não é alimentado e sustentado pelo amor de Deus.
A influência positiva que São Francisco Xavier nos países onde viveu e trabalhou foi imensa. Durante os séculos, seu testemunho atraiu muitas pessoas a imitar seu exemplo, dedicando toda a vida à pregação do Evangelho aos povos. A relevância de sua atividade foi reconhecida não só pela igreja, mas também pela sociedade civil.
FRANCISCO XAVIER E CONFORTI
Nós xaverianos nos perguntamos: porque Dom Guido Maria Conforti, nosso fundador, quis nos dar este nome e não um outro? Porque não quis que nos chamássemos "confortinos", perpetuando dessa maneira o nome dele como aconteceu com muitos institutos religiosos e missionários? Ele quis que nos chamássemos "Pia Sociedade de São Francisco Xavier", o que mais tarde se tornou "Missionários Xaverianos".
Dom Guido Maria Conforti assim escrevia nas constituições que nos deixou no mesmo ano de sua morte (1931): nossa congregação "toma o nome e inspiração do glorioso apóstolo das Índias". Poucas palavras, segundo a linguagem então em uso na época para as constituições. Para nós xaverianos são palavras importantes. Num outro trecho das mesmas, ele convida os missionários a ter "uma especial devoção por São Francisco Xavier e pelos Apóstolos, que tanto trabalharam e sofreram e ainda trabalham e sofrem pela dilatação do Reino de Deus; considerando-os como notáveis modelos a serem imitados e intercessores poderosos diante de Deus". Inspiração e modelo, portanto.
O MISSIONÁRIO VERDADEIRO É O SANTO
Pode-se entender porque o nosso fundador quis nos dar o nome desse santo missionário. Queria nos dizer que para ser missionários e missionárias inteiramente dedicados à missão, nós devemos ser inteiramente de Deus. É o que nos ensinou o papa João Paulo II na encíclica Redemptoris Missio, escrevendo: "o verdadeiro missionário é o santo".
É também por isso que o Bem-aventurado Conforti quis seus missionários como "consagrados" na vida religiosa. A missão é um tarefa tão superior às forças humanas que pode ser somente obra de Deus. Ser "consagrados" quer dizer isso: colocar-se a disposição de Deus totalmente, para que seja ele a agir através de nós.
Intenção Missionária de Dezembro 2008
16 novembro 2008
Missão depois do Congresso Nacional
D. António Couto, Presidente da Comissão Episcopal das Missões, foi o primeiro interveniente que, apoiado no seu estatuto de biblista, apresentou a Evangelização como a prioridade das prioridades da Igreja e pediu uma vaga de fundo de Missão em Portugal, para já. Como referência, o Bispo apresentou S. Paulo que teve a intuição de se rodear de bons colaboradores que garantiram o sucesso da sua pastoral. O horizonte ‘ad gentes’ é o único que faz sentido aqui, pois a maioria das pessoas anda noutra onda que não a do Evangelho.
O P. Virgílio Nascimento, Reitor do Santuário de Fátima, seguiu Bento XVI para falar de Maria como Estrela da Evangelização. O Santuário de Fátima é um espaço aberto à Evangelização e por ali tem de passar a Missão da Igreja. Fátima está no mundo e é um lugar de afirmação de Deus e da Igreja, aposta na centralidade das Escrituras, e dos Sacramentos, no amor ao próximo e na oração pelos pobres.
O P. Manuel Durães, Director das Obras Missionárias Pontifícias, fez um balanço muito positivo do Congresso Missionário e mostrou a disponibilidade para continuar a apoiar toda a Animação Missionária que se faz em Portugal. O P. Vítor Mira, director do Serviço de Animação Missionária da Diocese de Leiria-Fátima, falou da geminação desta Diocese com a do Sumbe e do dinamismo missionário que tal Missão tem gerado.
O P. Jorge Guarda, Vigário-Geral da Diocese de Leiria-Fátima, falou do programa de pastoral desta Diocese, salientando a importância da geminação com o Sumbe e da colaboração dos Institutos Ad Gentes na Animação Missionária num testemunho de comunhão.
A Fundação Evangelização e Culturas (FEC), a Associação de Imprensa Missionária (Missão Press) e a Antena Portuguesa ‘Fé e Justiça África – Europa’ (AEFJN) partilharam as iniciativas em que estão envolvidas nos âmbitos missionário e solidário.
A Assembleia foi marcada por celebrações e momentos de partilha das actividades realizadas de norte a sul do país. Foi tempo de balanço e de programação. Houve ainda espaço de cultura e convívio, com a visita guiada ao Convento de Cristo, em Tomar, lugar de referência para a Missão em Portugal, através dos Missionários da Boa Nova.
Os Animadores Missionários saíram de Fátima com dois destinos de Missão na linha do horizonte: Valença do Minho (Viana) e Rio de Mouro (Lisboa) onde se vão realizar as próximas Semanas de Animação Missionária.



