29 fevereiro 2008

SORRISOS n.º 3

Este é o número três da publicação bi-mensal do Sorrisos, inserido no Voc'Acção (Boletim do Secretariado Diocesano da Pastoral Vocacional)

21 fevereiro 2008

RECICLAR CAMINHOS DE VIDA


À noite ao tentar fechar os olhos, o meu pensamento foi invadido por inúmeros grãos de areia que habitavam no meu sonho, há minha volta nada mais existia a não ser areia. Já tinha lido e visto algumas reportagens sobre o deserto, recordei-me então da dureza do clima e da sensação de ausência.

Estava sozinha! Por vezes precisamos de estar sozinhos, de descobrir um caminho, de amadurecer um estilo de vida, dar volta à nossa história, deixar o supérfluo e ir ao essencial, rodar os ponteiros do relógio e descobrir um tempo favorável que nos renove, que nos recicle por dentro, que permita projectar e sonhar para onde vamos.

A primeira pegada deste trajecto deixa marcas no solo, estas vão mover a posição dos grãos de areia e consequentemente, nem que seja por breves momentos a fisionomia do solo. Esta pegada pode ser uma porta aberta, um marco que sirva de orientação, para ti. Como peregrina, quero aceitar este desafio, atravessar o deserto, mergulhar na minha própria renovação, deixar as necessidades que o mundo inteiro me cria e procurar eu própria o meu mundo de Bem-Aventuranças. Trocar o verbo ter pelo verbo ser... Tornar-me cada vez mais aquilo que sou, partilhando com o outro um pouco de mim, sem medo de ficar perdida no meu próprio vazio. Criar uma linguagem que me faça compreender, educar o olhar, construir novos sons, guardar o cheiro deste lugar e tocar na sua essência, afastando tudo o que me tira a comunhão, assumindo-me assim como corpo místico que sou.

É essencial que o homem caminhe, que atravesse o deserto, que consiga crescer, exercitando a lógica do dar-se mais, sair de si próprio para amar o outro, trilhar a busca continua do equilíbrio, sempre numa entrega de amor. Não é uma mera travessia, tem uma mistologia, um ensinamento vivido, um desligamento das nossas prisões interiores, restituindo a dignidade, o valor, o sentido.

Reciclar, converter, arrepiar caminho do que nos torna menores e não nos permite ser e dar.

Foi durante quarenta dias que Jesus se recolheu no deserto e foi precisamente neste lugar inóspito que decidiu o seu caminho de Missão. A Quaresma nasce pela necessidade de celebrar a Páscoa, reciclar a alegria de Cristo ressuscitado, centrada na eucaristia, buscando a comunhão. Quando pensamos na Quaresma, e na quantidade de exercícios que ela nos vai exigindo, o tempo de caminhada parece sombrio, mas não é! Existem raios de luz que nos permitem compreender que o importante não é apenas “despejar o saco”, mas enchê-lo daquilo que nos faz falta, tempo para ver o que queremos alterar, sempre com a certeza de queremos viver em Cristo ressuscitado.

Ana Castro e Carina Martinho

01 fevereiro 2008

18 janeiro 2008

Semana da Unidade pelos Cristãos 2008

Celebramos, este ano, um século sobre o início da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Nela relembramos o gesto profético de Paul Wattson, que abriu um fecundo caminho que, ao longo de cem anos, congregou um número crescente de cristãos, provenientes das mais diversas tradições, em torno da oração pela reconciliação entre os discípulos e discípulas de Cristo e pela procura incessante e sempre renovada da unidade desejada pelo mesmo Cristo. Uma unidade na fé, na verdade e na caridade. Uma unidade no essencial, no respeito pela legítima pluralidade das diferentes tradições. No rescaldo da III Assembleia Ecuménica Europeia, realizada na cidade romena de Sibiú de 4 a 9 de Setembro de 2007, este oitavário de oração torna ainda mais actual o que o cardeal Walter Kasper aí proferiu: "As mãos que se uniram não podem mais ser separadas". O mesmo repetira já o papa João Paulo II à saciedade, ao afirmar o carácter irreversível do caminho ecuménico. O mesmo é-nos reafirmado por Bento XVI e o mesmo foi o sentir dos delegados presentes em Sibiu. Os caminhos aí apontados revelaram as inúmeras possibilidades de construção e de vivência desta unidade no concreto da vida das Igrejas e de cada cristão: empenho social, luta pela integridade da criação, defesa dos direitos humanos, procura de uma civilização mais justa e fraterna, acolhimento do outro na sua diferença e na sua riqueza… Mas este Oitavário remete-nos para o essencial: não há unidade dos cristãos sem reconciliação, e esta é obra do Espírito em nós. Aqui, a oração converte-nos ao desejo que o Espírito grita em nós, abre-nos os horizontes para perceber a urgência da prece de Jesus para que "todos sejam um", cria em nós a capacidade de irmos ao encontro do outro numa atitude de verdade e de bondade. Tradicionalmente, a Semana de oração pela unidade dos cristãos é celebrada de 18 a 25 de Janeiro. Esta data foi proposta em 1908 por Paul Wattson de maneira que elas se realizassem no período entre a festa de São Pedro e a de São Paulo. Assim sendo, esta escolha tem um significado simbólico. No hemisfério Sul, onde o mês de Janeiro é o período das férias de Verão, preferiu-se adoptar uma outra data, por exemplo, uma semana próxima do Pentecostes (sugestão feita pelo movimento Fé e Constituição em 1926), que constitui uma data simbólica para a unidade da Igreja. A passagem bíblica escolhida para a celebração do centésimo aniversário da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é extraída da 1ª Carta aos Tessalonicenses. A exortação “orai sem cessar” (1Tes 5,17) sublinha o papel essencial da oração na vida da comunidade dos fiéis. Pois ela permite aos seus membros aprofundar a sua relação com Cristo e com os demais irmãos na fé. Esta passagem faz parte de uma série de “imperativos” e declarações através das quais Paulo encoraja a comunidade a viver da unidade que Deus nos dá em Cristo, a ser na prática o que ela é em princípio : o Corpo único de Cristo, visivelmente unido num mesmo lugar. Paulo nutria grandes esperanças para a Igreja de Tessalónica: a fé, a esperança e a caridade que não cessavam de crescer nesta cidade, a maneira com que ela havia acolhido a Palavra apesar dos sofrimentos, e a alegria que ela expressava no Espírito Santo, tudo concorria para suscitar sua admiração e seus louvores (1Tes 1,2-10). Todavia ele estava preocupado. A sua saída precipitada não lhe tinha deixado tempo de consolidar a obra que tinha começado e rumores inquietantes chegavam até ele. Certos desafios provinham do exterior, sobretudo a perseguição da comunidade e dos seus membros (1Tes 2,14). Outros eram de natureza interna: alguns membros da comunidade continuavam a ter comportamentos cada vez mais marcados pela cultura ambiente do que pela nova vida em Cristo (4,1-8) ; outros criticavam os responsáveis que exerciam a autoridade e, em consequência o próprio Paulo (cf. 2,3-7,10) ; outros ainda desesperavam-se da sorte reservada aos que morriam antes do regresso de Cristo. Um dos principais objectivos de Paulo era edificar esta comunidade na unidade. Nem mesmo a morte pode cortar os laços que a unem enquanto único corpo de Cristo. Jesus foi morto e ressuscitou por todos. Assim, quando o Senhor voltar, tanto os que já adormeceram quanto os que ainda vivem, «vivamos então unidos a ele» (5,10). Isto conduz Paulo a pronunciar os imperativos que figuram em 1Tes 5,13-18 e formam uma lista de exortações das quais uma parte foi escolhida para servir de base à Semana de oração deste ano. Esta passagem se inicia pela exortação que Paulo dirige aos membros da comunidade : “Vivei em paz entre vós” (5,13b) – paz que não significa simplesmente a ausência de conflitos, mas a harmonia na qual os dons de cada membro da comunidade contribuem à sua prosperidade e crescimento. É interessante notar que Paulo não dá nenhum ensinamento teológico abstracto, nem faz alusão às emoções e aos sentimentos. O apelo “orai sem cessar” (5,17) faz parte desta lista de imperativos. Isto nos lembra que a vida numa comunidade cristã só é possível através de uma vida de oração. Paulo mostra ainda que a oração é parte integrante da vida dos cristãos, precisamente quando eles procuram manifestar a unidade que lhes é dada em Cristo – uma unidade que não se limita aos acordos doutrinais e às declarações oficiais, mas que se exprime em “tudo o que contribui à paz” – através de acções concretas que testemunham a unidade em Cristo, e entre si e que a fazem crescer.

05 janeiro 2008

IM - Sábado

COMPROMISSO
Hoje rezo um mistério do terço,
a fim de entregar a Maria
todas as crianças do mundo.

Mãe de Deus,
o mundo precisa de Jesus;
faz com que nunca falte a ninguém
a luz do seu Evangelho,
a força do seu perdão,
a certeza do seu amor,
a esperança da sua paz,
o pão da Palavra,
a água que dá a vida eterna.

Pedimos-te
um pouco mais de amor
para todas as crianças do mundo;
um olhar de ternura
para esta humanidade,
que teu Filho tanto amou
e por quem deu a própria vida.
Amen.

04 janeiro 2008

IM - Sexta-feira

COMPROMISSO
Hoje aceito, com alegria,
os pequenos sofrimentos

que a vida me apresenta.

Jesus, nosso Salvador,
a cruz, que carregaste por nós,
continha o peso de todos
os sofrimentos do mundo.
Faz que cada criança missionária
saiba caminhar junto a ti,
a fim de partilhar as fadigas,
as dores, as preocupações
dos nossos irmãos grandes
e pequenos.

Torna-nos samaritanos de esperança
neste mundo que ainda não conhece
o teu amor.
Acolhe as dores dos pequenos
e abre à humanidade novos caminhos
de fraternidade, de paz e de acolhimento.
Amen.

02 janeiro 2008

IM - Quarta-feira

COMPROMISSO:
Hoje dedico o meu tempo
a qualquer pessoa que está sozinha,
doente ou idosa.

Jesus, irmão universal,
o teu amor pelos pequeninos
é infinito.
Por isso, hoje te confio:
as crianças alegres e as crianças tristes,
as crianças felizes e as angustiadas,
as crianças saciadas e as famintas,
as crianças sadias e as doentes,
as crianças que brincam e as que participam
na guerra,
as crianças que estudam e as que trabalham,
as crianças que obedecem e as teimosas.
Olha com amor as crianças que rezam
e as que não te conhecem,
as crianças da escola e as analfabetas,
as crianças com família unida
e as que sofrem a separação dos pais,
as crianças que vivem numa casa
e as que vivem pelas estradas,
todas as crianças de boa vontade,
que desejam ajudar a construir
um mundo novo.
Amen.


Infância Missionária


Na semana em que se celebra a Infância Missionária, vão aqui ficar alguns dos compromissos e orações que devem ser feitos pelas crianças. Utilizem-nos e todos poderemos fazer e assumir o objectivo da IM: Crianças ajudam crianças!

Intenção Missionária de Janeiro 2008

Para que a Igreja na África, que se prepara para celebrar a sua segunda Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos, continue a ser sinal e instrumento de reconciliação e de justiça, em um Continente ainda marcado por guerras, exploração e pobreza.

24 dezembro 2007

Amantes de Deus e do Mundo


O dia de um nascimento é motivo para nos alegrarmos. Sempre que nasce alguém para este mundo todas as famílias se juntam e em conjunto fazem a festa do natal.

Os cristãos reúnem-se com alegria para celebrar todos os anos o nascimento de Jesus. Muitos são os sentimentos que preenchem a nossa alma neste momento do ano, mas os votos de paz, amor, hamonia e esperança para todos são os que mais preenchem as nossas bocas.

Mas sabemos que temos de ir muito mais além. Tudo o que desejamos temos de viver e de sentir, pois para oferecer e desejar é preciso saber o que se dá. Mais uma vez fica o convite para ti e para mim de fazermos do Natal de Jesus o momento das nossas vidas em que vivemos o que desejamos, em que sentimos o que oferecemos.

Não tenhamos medo de ser diferentes pela maneira como vivemos a fraternidade e o amor. São os presentes de Deus que todos temos de agarrar com força e assumi-los no dia-a-dia! Ser cristão é ser um eterno amante de Deus e do mundo!!!

Nasceu para nós,...
Ama-nos sempre...
Tem-nos nos seus braços...
Acolhe-nos no seu regaço...
Lembra-nos junto do Pai!...

Um Santo Natal neste dia e ao longo de todo o ano!
Feliz 2008 !

Pe Ângelo Martins

18 dezembro 2007

Concerto de Natal


No dia 20 de Dezembro, pelas 21.00 horas, vai decorrer, na Igreja de São Miguel da Guarda, um concerto de Natal, com a participação do Grupo de Jovens da Paróquia e do grupo ‘Vozes de Esperança’. Associado a esta iniciativa, terá também lugar o projecto “Faz uma criança feliz”, envolvendo a Cáritas, a Casa da Sagrada Família e a Aldeia SOS. O momento será aproveitado para fazer a recolha de bens, nomeadamente brinquedos, calçado e roupa, destinados às crianças das três instituições que exercem a sua actividade na Guarda.

10 MILHÕES DE ESTRELAS


Vamos todos empenhar-nos na campanha "10 milhões de estrelas/um gesto pela paz".

Uma vela acesa na noite de Natal (24 de Dezembro) sendo um gesto de cada família/pessoa pela paz. Apesar de parecer pouco, pode ser muito, uma vez que a paz tem de nascer de dentro do nosso próprio coração, para depois a podermos levar ao resto do mundo.

Das verbas recolhidas pela campanha, 30% ficarão para a Cáritas Portuguesa e serão aplicadas no apoio a um país em vias de desenvolvimento (em 2007 as verbas destinaram-se a apoiar mulheres em situação de risco em Angola), num projecto especialmente pensado para dar resposta às necessidades/urgências das zonas mais desfavorecidas desse país. Os restantes 70% ficarão para cada Cáritas Diocesana, sendo já certo que todas elas irão igualmente apoiar projectos nacionais na mesma área.

Na nossa Diocese as velas já andam por aí, um pouco por todo o lado. Se quiserem adquirir podem contactar-nos ou então dirigirem-se directamente à sede da Cáritas Diocesana na Guarda ou na Casa Véritas, também na Guarda.