19 outubro 2008

82.º DIA MISSIONÁRIO MUNDIAL


Espírito Santo,

que desceste sobre os Apóstolos
e os fizeste anunciadores do Evangelho:

derrama os teus dons sobre cada um de nós
e torna-nos sensíveis aos apelos
e às necessidades dos nossos irmãos;

desperta em muitos corações
(crianças, jovens e adultos...)
o ideal missionário;

dá força e coragem a todos quantos
se entregaram totalmente
ao serviço da MISSÃO.

Amen

16 outubro 2008

PORTUGAL TEM DE INVESTIR NA FORMAÇÃO MISSIONÁRIA

A Agência Ecclesia fez a entrevista que se encontra no seu site e que nós também aqui deixamos para partilhar.
A análise ao compromisso missionário da Igreja Católica em Portugal dá o mote a esta entrevista ao P. Manuel Durães Barbosa, Director das Obras Missionárias Pontifícias no nosso país, que deixa vários alertas às comunidades e aos responsáveis pela sua formação e dinamização.

Agência ECCLESIA (AE) – Outubro é conhecido como o mês missionário. Não há o perigo de nos lembrarmos das missões somente neste mês?

Pe. Durães Barbosa (DB) - A tentação é essa, mas acreditamos que com os diversos elementos fornecidos pelas Obras Missionárias Pontifícias (OMP) e, ultimamente, com o Congresso Missionário a dimensão missionária não se resuma só a este mês. Queremos que seja todo o ano. No entanto, reconhecemos que as forças se concentram no mês de Outubro.

AE – O que fazer para que a dinamização missionária seja uma realidade ao longo dos 12 meses do ano?

DB - Na «Infância missionária» fornecemos elementos para que as crianças vivenciem este espírito. Durante a preparação para o Natal e, depois, na Epifania as crianças vibram de forma muito intensa esta dimensão. Estamos a pensar preparar um guião para a Quaresma, onde será recordado o aspecto missionário da Igreja. Com as conclusões do Congresso Missionário, espero que surjam novas iniciativas e novidades na vivência do Espírito Missionário da Igreja em Portugal.

AE – É a passagem do papel para a práxis pastoral?

DB - Durante o Congresso foi pedido ao Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. Jorge Ortiga, e ao Presidente da Comissão Episcopal das Missões, D. António Couto, para não deixarem cair em «saco roto» toda esta vivência, força e dinâmica. Com cerca de 1000 participantes, o Congresso foi uma experiência rica. Espero que a Comissão Episcopal das Missões prepare um documento, «estilo» Carta Pastoral, a aprovar pela CEP, que dê orientações nesta área. É fundamental dinamizar as conclusões do congresso na Igreja em Portugal.

AE – Qual é o ponto prioritário e a concretizar urgentemente?

DB - Criar círculos missionários nas dioceses e espalhá-los depois às paróquias. É necessário que exista um secretariado diocesano que dinamize e irradie toda esta força para as paróquias. Em cada diocese há um responsável pela dinamização missionária, mas é essencial que haja uma equipa que envolva toda a pastoral da diocese. Se tal não acontecer, as coisas não funcionam.

AE – Então pretende estender a dinamização missionária até às paróquias. Criar ramificações do serviço diocesano até às comunidades...

DB - Sim, mas não queremos criar uma casa pelo telhado. Antes de mais, desejamos um secretariado dinâmico que envolva toda a pastoral em cada diocese. Só depois irradiar para as próprias paróquias.

AE – A gesta missionária de Portugal é conhecida. No entanto, assistimos a uma Europa secularizada enquanto o continente africano dá passos na cristianização. Ainda faz sentido enviar missionários para o continente africano?

DB - A Teologia da Missão não tem geografia. A Missão começa com o baptismo e pela vivência da nossa fé. Há uma missão «ad intra» (dentro do próprio país) e uma missão «ad gentes» que continua a ser urgente e prioritária. Bento XVI fala-nos disso na mensagem para o Dia Mundial das Missões. O aspecto «ad gentes» continua prioritário, se bem que a missão inclua trabalhos no próprio país. Podemos encontrar situações «Ad Gentes» no próprio país.

AE – As Congregações Religiosas têm no seu horizonte a Missão «Ad Gentes». O clero Secular também está mobilizado para esta realidade missionária?

DB - Antigamente havia mais formação missionária e uma preocupação maior de criar círculos missionários no próprio seminário. Na diocese de Braga animei (Pe. Durães Barbosa é missionário Espiritano) uma academia missionária que existia dentro do próprio seminário. Actualmente, este aspecto é um pouco esquecido na formação, apesar de termos – com o apoio das Obras Missionárias Pontifícias (OMP) e dos Institutos Missionários Ad Gentes (IMAG) – um curso de Missiologia bienal, durante o mês de Agosto, com professores da Universidade Católica Portuguesa (UCP), mas não pode substituir uma formação missionária. Este curso não é suficiente. Tenho a impressão que este aspecto é descurado, apesar de Portugal ter uma responsabilidade histórica.

AE – Então era conveniente que a UCP leccionasse uma disciplina nesta área?

DB - Quando era Provincial da Congregação do Espírito Santo - apoiado por colegas dos IMAG - pedimos à UCP uma cadeira nesta área. Essa disciplina foi colocada, mas como opção. Verificámos que somente os alunos dos Institutos Missionários frequentavam essa cadeira, mas esses já respiravam o ambiente missionário. Esta disciplina não apanhou aqueles que necessitavam dessa formação. Passados alguns anos, o curso terminou. Temos que envolver mais os bispos para que esta dinâmica cative mais os seminaristas e os responsáveis dos seminários.

AE – A solução passa por uma nova metodologia com o intuito de devolver essa respiração missionária nas várias faixas etárias do povo português?

DB - Ela deve atravessar todas as faixas etárias. A Infância Missionária deve ser mais desenvolvida porque as crianças vibram com esta dimensão. Os jovens são muito sensíveis e abertos às experiências de voluntariado. Os adultos deverão ser alertados, tal como todas as camadas da Igreja com responsabilidade. Todos devem estar imbuídos deste espírito.

AE – A juventude portuguesa tem mostrado disponibilidade, através do voluntariado missionário.

DB - Os jovens estão disponíveis para dar algo mais aos outros. Experiências que se prolongam no tempo...

AE – Então há um florescimento vocacional nas congregações religiosas?

DB - Há bastante entusiasmo na juventude. Só que fazer uma ou duas experiências missionárias não é o mesmo que doar o resto da sua vida pelas missões. Apesar de alguns descobrirem a sua vocação nestas experiências.

AE – Se essa opção radical é difícil não deveriam apostar no marketing missionário?

DB - É necessária muita imaginação.

14 outubro 2008

Mendagem para o Dia Mundial das Missões 2008


"SERVOS E APÓSTOLOS DE JESUS CRISTO"


Queridos irmãos e irmãs


Por ocasião do Dia Missionário Mundial, gostaria de vos convidar a reflectir acerca da urgência que subsiste em anunciar o Evangelho inclusivamente nesta nossa época. O mandato missionário continua a constituir uma prioridade absoluta para todos os baptizados, chamados a ser "servos e apóstolos de Jesus Cristo" neste início de milénio. O meu venerado Predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, já afirmava na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandii, que "evangelizar constitui, de facto, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade" (n. 14). Como modelo deste compromisso apostólico, apraz-me indicar particularmente São Paulo, o Apóstolo das nações, uma vez que no corrente ano celebramos um Jubileu especial a ele dedicado. Trata-se do Ano Paulino, que nos oferece a oportunidade de nos familiarizar com este insigne Apóstolo, que recebeu a vocação de proclamar o Evangelho aos gentios, em conformidade com o que o Senhor lhe tinha anunciado: "Vai! Porque te envio para longe, para junto dos pagãos" (Act 22, 21). Como deixar de aproveitar a oportunidade oferecida por este Jubileu especial às Igrejas locais, às comunidades cristãs e a cada um dos fiéis separadamente, para propagar até aos extremos confins do mundo "o anúncio do Evangelho, força de Deus para a salvação de todo aquele que acredita" (cf. Rm 1, 16)?


1. A humanidade tem necessidade de libertação A humanidade tem necessidade de ser libertada e redimida. A própria criação, afirma São Paulo, sofre e nutre a esperança de entrar na liberdade dos filhos de Deus (cf. Rm 8, 19-22). Estas palavras são verdadeiras também no mundo de hoje. A criação sofre. A humanidade sofre e espera a verdadeira liberdade, aguarda um mundo diferente, melhor; espera a "redenção". E, em última análise, sabe que este novo mundo, esperado, supõe um homem novo, supõe "filhos de Deus". Vejamos mais de perto a situação do mundo de hoje. Se, por um lado, o panorama internacional apresenta perspectivas de um desenvolvimento económico e social promissor, por outro, chama a nossa atenção para algumas graves preocupações no que diz respeito ao próprio porvir do homem. Em muitos casos, a violência caracteriza os relacionamentos entre os indivíduos e os povos; a pobreza oprime milhões de habitantes; as discriminações e às vezes até as perseguições por motivos raciais, culturais e religiosos impelem numerosas pessoas a fugir dos seus países para procurar refúgio e salvaguarda noutras paragens. Quando não tem como finalidade a dignidade e o bem do homem, quando não tem em vista um desenvolvimento solidário, o progresso tecnológico perde a sua potencialidade de factor de esperança e, pelo contrário, corre o risco de agravar os desequilíbrios e as injustiças já existentes. Além disso, há uma ameaça constante no que se refere à relação homem-meio ambiente, devido ao uso indiscriminado dos recursos, com repercussões sobre a própria saúde física e mental do ser humano. Depois, o futuro do homem é posto em risco pelos atentados contra a sua vida, atentados estes que adquirem várias formas e modalidades. Diante deste cenário, "sentimos o peso da inquietação, agitados entre a esperança e a angústia" (Constituição Guadium et Spes, 4) e, preocupados, interrogamo-nos: o que será da humanidade e da criação? Existe esperança para o futuro, ou melhor, há um futuro para a humanidade? E como será este futuro? A resposta a estas interrogações vem-nos do Evangelho. Cristo é o nosso futuro e, como escrevi na Carta Encíclica Spe Salvi,o seu Evangelho é a comunicação que "transforma a vida", incute a esperança, abre de par em par as portas obscuras do tempo e ilumina o porvir da humanidade e do universo (cf. n. 2). São Paulo compreendeu bem que somente em Cristo a humanidade pode encontrar a redenção e a esperança. Por isso, sentia ser premente e urgente a missão de "anunciar a promessa da vida em Jesus Cristo" (2 Tm 1, 1), "nossa esperança" (1 Tm 1, 1), a fim de que todos os povos possam partilhar a mesma herança e tornar-se participantes da promessa por meio do Evangelho (cf. Ef 3, 6). Ele estava consciente de que, desprovida de Cristo, a humanidade permanece "sem esperança e sem Deus no mundo (Ef 2, 12) sem esperança porque sem Deus" (Spe Salvi, 3). Com efeito, "quem não conhece Deus, mesmo que possa ter muitas esperanças, no fundo está sem esperança, sem a grande esperança que sustenta toda a vida (cf. Ef 2, 12)" (Ibid., n. 27).


2. A Missão é uma questão de amor Por conseguinte, anunciar Cristo e a sua mensagem salvífica constitui um dever premente para todos. "Ai de mim, afirmava São Paulo, se eu não anunciar o Evangelho!" (1 Cor 9, 16). No caminho de Damasco, ele tinha experimentado e compreendido que a redenção e a missão são obra de Deus e do seu amor. O amor de Cristo levou-o a percorrer os caminhos do Império Romano como arauto, apóstolo, anunciador e mestre do Evangelho, do qual se proclamava "embaixador aprisionado" (Ef 6, 20). A caridade divina tornou-o "tudo para todos, a fim de salvar alguns a qualquer custo" (1 Cor 9, 22). Considerando a experiência de São Paulo, compreendemos que a actividade missionária é a resposta ao amor com que Deus nos ama. O seu amor redime-nos e impele-nos rumo à missio ad gentes; é a energia espiritual, capaz de fazer crescer na família humana a harmonia, a justiça, a comunhão entre as pessoas, as raças e os povos, à qual todos aspiram (cf. Carta Encíclica Deus caritas est 12). Portanto é Deus, que é amor, quem conduz a Igreja rumo às fronteiras da humanidade e quem chama os evangelizadores a beberem "da fonte primeira e originária que é Jesus Cristo, de cujo Coração trespassado brota o amor de Deus" (Deus caritas est, 7). Somente deste manancial se podem haurir a atenção, a ternura, a compaixão, o acolhimento, a disponibilidade e o interesse pelos problemas das pessoas, assim como aquelas outras virtudes necessárias para que os mensageiros do Evangelho deixem tudo e se dediquem completa e incondicionalmente a difundir no mundo o perfume da caridade de Cristo.


3. Evangelizar sempre Enquanto a primeira evangelização em não muitas regiões do mundo permanece necessária e urgente, a escassez de clero e a falta de vocações afligem hoje várias Dioceses e Institutos de vida consagrada. É importante reiterar que, mesmo na presença de dificuldades crescentes, o mandato de Cristo de evangelizar todos os povos permanece uma prioridade. Nenhuma razão pode justificar uma sua diminuição ou uma sua interrupção, dado que "a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja" (Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii Nutiandii,14). Esta missão "ainda está no começo e devemos empenhar-nos com todas as forças no seu serviço" (João Paulo II, Carta Encíclica Redemptoris Missio 1). Como deixar de pensar aqui no macedónio que, tendo aparecido em sonhos a Paulo, clamava: "Vem à Macedónia e ajuda-nos"? Hoje são inúmeros aqueles que esperam o anúncio do Evangelho, aqueles que se sentem sequiosos de esperança e de amor. Quantos se deixam interpelar profundamente por este pedido de ajuda que se eleva da humanidade: abandonam tudo por Cristo e transmitem aos homens a fé e o amor por Ele! (cf. Spe Salvi, 8).


4. "Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!" (1 Cor 9, 16) Caros irmãos e irmãs, "duc in altum"! Façamo-nos ao largo no vasto mar do mundo e, aceitando o convite de Jesus, lancemos as redes sem temor, confiantes na sua ajuda constante. São Paulo recorda-nos que anunciar o Evangelho não é um título de glória (cf. 1 Cor 9, 16), mas uma tarefa e uma alegria. Estimados irmãos Bispos, seguindo o exemplo de Paulo, cada um se sinta "prisioneiro de Cristo em favor dos pagãos" (Ef 3, 1), consciente de que nas dificuldades e nas provações pode contar com a força que dele provém. O Bispo é consagrado não apenas para a sua diocese, mas para a salvação do mundo inteiro (cf. Carta Encíclica Redemptoris Missio 63). Como o Apóstolo Paulo, ele é chamado a ir ao encontro daqueles que estão distantes, dos que ainda não conhecem Cristo, ou que ainda não experimentaram o seu amor libertador; o seu compromisso consiste em tornar missionária toda a comunidade diocesana, contribuindo de bom grado, em conformidade com as possibilidades, para destinar presbíteros e leigos a outras Igrejas, para o serviço da evangelização. Assim, a missio ad gentes torna-se o princípio unificador e convergente de toda a sua actividade pastoral e caritativa. Vós, queridos presbíteros, primeiros colaboradores dos Bispos, sede pastores generosos e evangelizadores entusiastas! Não poucos de vós, ao longo destas décadas, partiram para os territórios de missão, a seguir à Carta Encíclica Fidei Donum, cujo 50º aniversário há pouco comemorámos, e com a qual o meu venerado Predecessor o Servo de Deus Pio XII deu impulso à cooperação entre as Igrejas. Formulo votos para que não esmoreça o ânimo missionário nas Igrejas locais, apesar da escassez de clero que aflige não poucas delas. E vós, amados religiosos e religiosas, caracterizados, dada a vossa vocação por uma forte conotação missionária, levai o anúncio do Evangelho a todos, especialmente aos que estão distantes, mediante um testemunho coerente de Cristo e um seguimento radical do seu Evangelho. Todos vós, prezados fiéis leigos que trabalhais nos diversos âmbitos da sociedade, sois chamados a participar na difusão do Evangelho de maneira cada vez mais relevante. Assim, abre-se diante de vós um areópago complexo e multifacetado a ser evangelizado: o Mundo. Dai testemunho, com a vossa própria vida, do facto de que os cristãos "pertencem a uma sociedade nova, rumo à qual caminham e que, na sua peregrinação, é antecipada" (Spe Salvi 4).


5. Conclusão Caros irmãos e irmãs, que a celebração do Dia Missionário Mundial encoraje todos vós a tomar uma renovada consciência da urgente necessidade de anunciar o Evangelho. Não posso deixar de destacar, com profundo apreço, a contribuição das Pontifícias Obras Missionárias para a acção evangelizadora da Igreja. Agradeço-lhes o apoio que oferecem a todas as Comunidades, de maneira especial às mais jovens. Elas constituem um válido instrumento para animar e formar missionariamente o Povo de Deus, e alimentam a comunhão de pessoas e de bens entre os vários membros do Corpo místico de Cristo. A colecta, que no Dia Missionário Mundial se realiza em todas as paróquias, seja um sinal de comunhão e de solicitude recíproca entre as Igrejas. Enfim, que no povo cristão se intensifique cada vez mais a oração, meio espiritual indispensável para difundir no meio de todos os povos a luz de Cristo, "a luz por antonomásia" que resplandece sobre "as trevas da história" (Spe Salvi, 49). Enquanto confio ao Senhor a obra apostólica dos missionários, das Igrejas espalhadas pelo mundo e dos fiéis comprometidos em várias actividades missionárias, invocando a intercessão do Apóstolo Paulo e de Maria Santíssima, "Arca da Aliança viva", Estrela da evangelização e da esperança, concedo a todos a Bênção apostólica.

Vaticano, 11 de Maio de 2008.

BENTO XVI

01 outubro 2008

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS, Padroeira das Missões


A Vós, Santa Teresinha
Através das Vossas súplicas e do Vosso exemplo de santidade,
Intercedeis para que fiquemos sempre mais perto do Senhor Jesus,
E fazeis com que as vossas preces, sempre tão agradáveis ao Menino Jesus,
Descortine nossa visão, para que possamos contemplar a face do Justo Senhor
E para que, assim, sejamos abençoados em nossa caminhada de fé.
Assiste-nos, meiga e afetuosa eleita, para que o Senhor Jesus,
Estendendo sobre nós a resignação dos justos,
Faça prosperar em nossas almas a virtude do amor.
Rogamos, ainda, que pela força do nosso clamor,
Sejamos amparados pelo teu obsequioso auxílio
Que o Senhor Jesus, com a vossa insigne intervenção,
Mantenha-se a controlar nossas alegrias e aflições,
Dando-nos o firme impulso para a nossa vocação missionária.

Amém.

25 setembro 2008

INTENÇÃO MISSIONÁRIA DE OUTUBRO 2008

Para que neste mês dedicado às Missões, por meio da atividade de animação das Pontifícias Obras Missionárias e dos outros organismos, toda comunidade cristã sinta a necessidade de participar da Missão universal da Igreja com a oração, o sacrifício e o auxílio concreto.

09 setembro 2008

CANTÁKI


O Cd CANTÁKI, promovido pela Fundação Evangelização e Culturas já está nas "bancas". O Guard'África também está presente neste trabalho (música 4 - Eu sou Teu) que reúne um conjunto de músicas com tema e pensamento missionários. Na nossa Diocese já está disponível, a partir de hoje, na Casa Véritas (na Guarda) e pode ser adquirido também junto do Secretariado Diocesano das Missões através do email: sdmissoesguarda@gmail.com ou então do telefone 96 619 11 51. Pelo preço simbólico de nove euros (9.00€) todos podem ouvir, meditar e ajudar.

07 setembro 2008

Congresso Missionário Nacional 2008

De 3 a 7 de Setembro em Fátima decorreu o Congresso Missionário Nacional 2008. Da Diocese da Guarda esteve presente um número simpático de participantes e também o nosso bispo D. Manuel da Rocha Felício marcou presença nos dois primeiros dias do Congresso. Para já deixamos aqui as conclusões que foram apresentadas esta manhã. Brevemente o SDM vai apresentar um resumo com radiografia Diocesana e perspectivas de futuro para a Diocese da Guarda.


Linhas de força do Congresso
para assumir missão nas paróquias, diocese e a nível nacional

Convocados pelo Espírito, por meio dos pastores da Igreja em Portugal, reuniram-se em Fátima, de 3 a 7 de Setembro, oito centenas de participantes portugueses e representantes de diversos países. O dia 6 foi enriquecido com a presença e a juventude do voluntariado missionário.

Dez anos após o Ano Missionário de 1998, o Congresso celebrou, reflectiu e apontou caminhos de futuro para a Missão, a partir do tema: No encontro com Cristo vivo, chamados e enviados para a Missão em Portugal e no mundo e o lema: Portugal, rasga horizontes, vive a Missão.

Linhas de força

Deus, Trindade de Amor, envia a humanidade toda a fazer do outro um irmão. A Missão é de Deus e, por isso, o baptizado, consciente deste envio ao tomar parte na vida de Cristo, é impelido a ser contemplativo e servo da sua Palavra.

A Missão é tarefa indelegável de cada cristão. Esta concretiza-se no espaço e no tempo da história humana, conhecendo e amando aqueles a quem se é enviado. A vivência comunitária da fé em família, paróquia, diocese ou comunidades de vida consagrada é o testemunho mais credível do anúncio de Deus-Amor.

A Santidade (sair de si por amor) e a Missão (ser enviado por Deus ao diferente) são o húmus vital de todo o cristão e de todas as actividades pastorais.

Com o Concílio Vaticano II (1965), assistimos a uma nova compreensão da Missão. Cada um de nós é, simultaneamente, enviado e destinatário da evangelização. O Espírito é o protagonista da Missão e a Igreja Local o seu sujeito de encarnação e vivência. Nela e a partir dela, surgem e actuam todas as vocações missionárias laicais, consagradas e sacerdotais. O despertar do laicado para a Missão é hoje um dos sinais dos tempos.

Em pleno Ano Paulino, o Apóstolo dos gentios, com o seu itinerário de conversão e missão, é para nós modelo a conhecer melhor e a seguir no zelo e na urgência de evangelizar.

Para além de momento privilegiado de reflexão e partilha, o Congresso foi também uma experiência de comunhão na dor com os nossos irmãos perseguidos na Índia e em outras situações de falta de liberdade religiosa.

Propostas

Sentimos o coração a arder e desejamos que toda esta riqueza possa contribuir para a Igreja em Portugal viver mais em Missão. Por isso, como Congressistas, propomos que:

1.A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) promova uma melhor coordenação e integração das diversas áreas pastorais para todas serem fecundadas pelo dinamismo missionário e anseio de santidade.

2.A CEP, partindo do Congresso Missionário e do Ano Paulino, avive a vocação missionária de todos os cristãos e prepare um documento-base para a Missão em Portugal.

3.Cada Igreja Local incentive a criação de estruturas e dinâmicas que demonstrem a consciência e urgência do anúncio do Evangelho: Secretariado Diocesano Missionário, grupos missionários paroquiais, semanas de animação missionária, geminações, voluntariado, sacerdotes "fidei Donum", institutos de vida consagrada...

4.Cada diocese promova, oportunamente, um Congresso Missionário Diocesano.

5.Promova-se formação missionária às crianças, jovens, adultos, seminaristas, consagrados e sacerdotes, de acordo com o novo paradigma de Missão.

6.Fomente-se, com espírito de solidariedade e subsidiariedade, a comunhão e a partilha de fé, de pessoas - numa dinâmica de partir e receber - e de bens entre as diversas Igrejas.

7.Ajude-se cada cristão a crescer até à estatura de Cristo: Sacerdote que celebra a liturgia e oferece a sua vida pela salvação de todos; Profeta que proclama a Palavra de Deus e denuncia as injustiças e contravalores da sua sociedade e cultura; e Rei que serve com caridade os mais desprotegidos e excluídos.

Num mundo global e em mudança, à procura de sucesso mas infeliz, queremos viver em Missão e anunciar Cristo Vivo ao mundo, sendo profetas da esperança e rasgando novos horizontes.

Fátima, 7 de Setembro de 2008

Os participantes no congresso missionário nacional

25 agosto 2008

INTENÇÃO MISSIONÁRIA DE SETEMBRO 2008

Para que toda família cristã, fiel ao sacramento do matrimónio, cultive os valores do amor e da comunhão, de modo que seja uma pequena comunidade evangelizadora, aberta e sensível às necessidades materiais e espirituais dos irmãos.

06 agosto 2008

INTENÇÃO MISSIONÁRIA DE AGOSTO 2008

Para que seja promovida e alimentada a resposta de todo o Povo de Deus à comum vocação à santidade e à Missão, com atento discernimento dos carismas e constante empenho de formação espiritual e cultural.


05 agosto 2008

Vaticano pede «urgência missionária» aos sacerdotes

O prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Cláudio Hummes, enviou uma mensagem aos sacerdotes de todo o mundo, afirmando que perante a “urgência missionária” actual, eles devem pregar a mensagem de Cristo também nos ambientes em que a fé está teoricamente enraizada há mais tempo.

O Cardeal brasileiro escreve por ocasião da festa de São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, que se celebra neste dia 4 de Agosto.

“A Igreja hoje sabe que há uma urgência missionária, não apenas ad gentes, mas também nas regiões e ambientes em que há séculos a fé cristã foi pregada, implantada e as comunidades eclesiais estabelecidas”, destaca o texto.

“Trata-se de uma missão ou evangelização missionária dentro do próprio rebanho, que tem por destinatários aqueles que nós baptizamos mas, por diversas circunstâncias, não conseguimos evangelizar suficientemente ou perderam o primeiro fervor e se afastaram”, acrescenta.

O membro da Cúria Romana sublinha que “a cultura pós-moderna da sociedade actual, uma cultura relativista, secularizada, agnóstica e laicista”, exerce “uma forte acção erosiva sobre a fé religiosa de muitos”.


17 julho 2008

Formação no Arciprestado da Covilhã



No passado dia 30 de Junho o SDM esteve no Arciprestado da Covilhã para divulgar os Objectivos do Milénio e para preparar o Congresso Missionário Nacional. Do serão que passámos com cerca de cinco dezenas de pessoas muitos foram os desafios que nasceram para dinamizar as Missões na Diocese, mas em concreto nas paróquias. Brevemente daremos mais notícias.

INTENÇÃO MISSIONÁRIA DE JULHO 2008


Para que o Dia Mundial da Juventude que se realiza em Sidney, na Austrália, acenda nos jovens o fogo do amor divino e os torne semeadores de esperança para uma nova humanidade.

Ser Missionário...

O anúncio do Evangelho é uma missão que está enraízada na nossa vida de cristãos. Este anúncio é feito através da leitura, escuta e meditação da Palavra de Deus, mas também através do testemunho de cada um. Para sermos testemunhas de Cristo somo-lo em qualquer parte do mundo, mas é importante estar de ouvidos bem abertos para ouvir e sentir o chamamento do Espírito Santo.

O Concílio Ecuménico Vaticano II apresenta uma “nova primavera” no que se refere à especificidade da missão Ad Gentes: «A Igreja, enviada por Deus a todas as gentes para ser “sacramento universal de salvação”, por íntima exigência da própria catolicidade, obedecendo a um mandato do seu fundador, procura incansávelmente anunciar o Evangelho a todos os homens» (AG n.1). Este apelo inicial deste decreto, abre os horizontes para compreendermos que: primeiro, a Igreja é universal e não importa o lugar onde estamos, o que interessa de facto é que sejamos anunciadores e testemunhas de Cristo; segundo, o anúncio é para todos os homens de todas as condições, raças e culturas, devendo cada um rasgar o seu horizonte e não ficar encerrado dentro de si mesmo e somente no seu contexto de vida particular.

Cada um pode também questionar-se: o que é que eu posso ainda fazer com as forças tenho para ser missionário? Ser missionário não implica simplesmente sair de um país para outro. Ser missionário é: viver Cristo, ser sua testemunha e estar de alma aberta para o que o espírito possa pedir em cada dia. Se ser missionário passa por estas três “fases” então todos o podemos ser e não nos devemos acanhar dentro do nosso meio onde sempre vivemos. É urgente continuar a deixar falar o Espírito na vida do dia-a-dia.

Por vezes o “estar acomodado” acaba por matar o ser anunciador e testemunha de Cristo. Até ao dia em que o Pai nos chamar à Sua presença temos a missão de partilhar Jesus com o mundo.

O centro e o ponto de partida da missão Ad Gentes é Cristo. Tudo pode mudar no mundo, mas Cristo permanece sempre. Tradições podem ser modificadas e formas de viver a fé podem ser adaptadas, Cristo permanece!

Ser missionário é ser testemunha constante de Jesus Cristo e todos nós somos missionários desde o dia do nosso baptismo. Recebemos do Pai, do Filho e do Espírito Santo a missão de sermos «suas testemunhas até ao fim dos tempos». Como é que continuamos a dar ao mundo, o testemunho de Cristo?

A Salvação de Deus é para todos os povos. Podemos recordar uma passagem da Epístola de S. Paulo aos Efésios:

«Com certeza ouvistes falar da graça de Deus que me foi dada para vosso benefício, a fim de realizar o seu plano: que por revelação me foi dado a conhecer o mistério (...)Lendo-o, podeis fazer uma ideia da compreensão que tenho do mistério de Cristo, que, não foi dado a conhecer aos

filhos dos homens, em gerações passadas, como agora foi revelado aos seus santos Apóstolos e Profetas, no Espírito: os gentios são admitidos à mesma herança, membros do mesmo Corpo e participantes da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho.» (Ef 3, 2-6)

Jesus mostra-nos como devemos ser atentos, solidários, carinhosos e amigos de todos, de toda a humanidade. A salvação é para todos, não simplesmente para os judeus que se converterem, mas para que todos também se possam converter. Por isso S. Paulo insiste na importância de dar testemunho. Se o nosso testemunho de cristãos for transparente nos nossos actos, outros virão ao nosso encontro e até nos pedirão para falar da razão de ser da nossa vida. Jesus reina através do nosso testemunho. Como permanecemos com o nosso testemunho vivo?

É preciso que todos nos saibamos adaptar às circunstância que cada momento da história nos vai exigindo. Cada dia nos são dados sinais, aos quais devemos estar atentos. Ser missionário é: estar com o outro. Ser missionário é ser o “prolongamento da boca, dos braços e dos pés de Cristo. É no trabalho diário com pessoas de todas as estirpes sociais, de todos os credos e confissões religiosas, crentes e não crentes, doentes e velhos, jovens e crianças que podemos encontrar Jesus. Como mostramos a presença viva de Jesus através na nossa vida?

Nesta nossa missão de ser anunciadores e testemunhas há algo fundamental a ter sempre em conta: o respeito por todos os que se cruzam connosco, sejam eles cristãos ou tenham outra crença ou sensibilidade. (cf Rmi 11)

João Paulo II ao longo da Encíclica Redemptoris Missio deixava transparecer a sua preocupação da necessidade de haver simplicidade em anunciar Jesus. Onde quer que estejamos deve haver a preocupação por conhecer quem está à nossa volta e viver com todos eles. Ser missionário Ad Gentes exige que façamos uma inculturação com outros povos. Não é difícil, a nível pessoal posso testemunhar que é uma riqueza para a vida. Mas nós aqui mesmo, nos nossos meios, também nos temos de adaptar a pequenas culturas locais. Mais uma vez devemos deixar queo Espírito Trabalhe em nós, mas para isso também temos de estar abertos às novidades.

“É preciso que Jesus reine”. Eis uma divisa que vai muito mais além da nossa diocese. É um ideal de vida que se transparece através do testemunho pessoal de vida e que pode e deve ser transmitido e dado a conhecer ao mundo. Não é nenhuma novidade, é certo. Mas é uma forma de fazer com que Cristo seja apresentado para alguém que o desconhece ou que precisa de O ver nos actos e gestos concretos do dia-a-dia. Ir em missão para outro lugar fazêmo-lo no nosso lugar, mas também o podemos fazer indo para outros lugares. Ouçamos a Voz do Espírito e continuemos a pedir a D. João de Oliveira Matos que interceda junto do Pai para que nos ajude a compreender quais os trilhos que precisam de ser calcados. Ser missinário cá e lá, não é um sonho ou um ideal, é uma realidade. Sem medos confiemo-nos a Deus deizendo-lhe simplesmente: Aqui estou para Ti.

Molda-me a vida.
Recria em mim as Tuas Palavras.
Eu sou teu, Senhor.
Eu sou teu, Senhor.

Pe Ângelo Martins in "luz e vida"