Diocese da Guarda | Departamento da Comunhão Eclesial e Ecumenismo - Departamento das Missões - Departamento da Piedade Popular | Obras Missionárias Pontifícias
06 março 2008
O Programa para o Congresso Missionário Nacional 2008 (3 a 7 de Setembro, Fátima)
Dia 3 (Quarta-feira)
21.30h Abertura - A Missão e as incertezas do mundo contemporâneo: Cardeal Patriarca – D. José Policarpo
Dia 4 (Quinta-feira)
09.30h Situações Ad Gentes na Igreja em Portugal: D. António Couto – Bispo Auxiliar de Braga
11.00h Painel: Testemunhos da missão na Igreja em Portugal: (Mundo da mobilidade, exclusão social e transmissão da Fé)
13.00h Almoço
15.00h Espaço aberto para debate
17.00h Portugal: o desafio dos valores: Maria José Nogueira Pinto
19.00h Eucaristia
20.00h Jantar
21.30h Cinefórum (Filme a escolher)
Dia 5 (Sexta-feira)
09.30h Os novos caminhos da Missão Ad Gente: José Ornelas Carvalho
11.00h A Missão no coração da Igreja Local: João Duque
13.00h Almoço
15.00h Painel: Experiências missionárias nas Igrejas Locais
(Workshop por Dioceses)
17.00h Debate em Assembleia
19.00h Eucaristia
20.00h Jantar
21.30h A Missão que sonhamos: a partilha de “tesouros” das Igrejas-irmãs: D. Gabriel Mbilingi - Angola
Dia 6 (Sábado)
09.30h Os novos espaços dos Leigos na Missão Ad Gente: António Vaz Pinto
11.00h Painel: Experiências de partilha missionária entre as Igrejas
13.00h Almoço
15.00h Momento Multimédia e Laicado Missionário
(Feira do Voluntariado)
17.00h Linhas de acção para o futuro da Missão em Portugal : D. Manuel Quintas – Presidente Comissão Episcopal Missões
19.00h Eucaristia
20.00h Jantar
21.30h Convívio Missionário
(Momento Musical - Banda a escolher ou outro tipo de animação)
Dia 7 (Domingo)
09.00h Missão Universal e Igreja Local: D. Jorge Ortiga – Arcebispo de Braga
11.00h Eucaristia no Santuário – Cardeal Patriarca – D. José Policarpo
13.00h Almoço
05 março 2008
3.º Formação Nacional promovida pela FEC

A chegada dos voluntários missionários a uma terra estrangeira requer uma atitude de grande abertura no que respeita às práticas culturais aí vividas. O desafio coloca-se em dois níveis: na desconstrução de quadros culturais apreendidos na sociedade de origem e na aculturação/apropriação de novas formas de entendimento cultural, encontradas nos países de acolhimento. No entanto, esta incorporação cultural nunca pode perder de vista o essencial da acção missionária: a prática dos valores do Evangelho!
É ainda essencial perspectivar que em terras de missão os voluntários encontram e trabalham, frequentemente, com comunidades religiosas não cristãs. De forma a despertar os voluntários missionários para estas questões, o Pe. Paulino Mand'kalema, missionário da Congregação dos Sagrados Corações, o Pe. José Antunes, o Pe. José Augusto Leitão, missionários do Verbo Divino e o Sr. José, Presidente da Associação de Moradores da Quinta do Mocho, crente muçulmano, reflectiram, respectivamente, sobre as temáticas da Teologia da Missão (Inculturação e Aculturação) e Diálogo Inter-Religioso.
A sessão contou ainda com os testemunhos da Maria Augusta Estima, da ORBIS, que em 2006 esteve em missão em Angola, durante 1 mês, e Marisa Costa, Jovem Hospitaleira, que esteve em Moçambique durante um ano e regressou há 3 semanas.
Nesta sessão, estiveram presentes 16 entidades, confirmando a importância destas acções de formação conjunta promovidas pela Plataforma de
Voluntariado Missionário. Foram elas: Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres; Congregação dos Sagrados Corações; Congregação Salesiana; Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria; Guard’África; Juventude Hospitaleira; Leigos Missionários da Consolata; Leigos Missionários Carmelitas Descalços; Leigos Missionários Combonianos; Movimento Teresiano de Apostolado; Grupo Ondjoyetu; ORBIS; Irmãs de São José de Cluny; Voluntariado Espiritano; Voluntariado Teresa de Saldanha; e Jovens Missionárias da Apresentação de Maria.
A próxima sessão está marcada para os dias 19 e 20 de Abril, também em Fátima.
in Funcação Evamgelização e Culturas
29 fevereiro 2008
SORRISOS n.º 3
21 fevereiro 2008
RECICLAR CAMINHOS DE VIDA
À noite ao tentar fechar os olhos, o meu pensamento foi invadido por inúmeros grãos de areia que habitavam no meu sonho, há minha volta nada mais existia a não ser areia. Já tinha lido e visto algumas reportagens sobre o deserto, recordei-me então da dureza do clima e da sensação de ausência.
Estava sozinha! Por vezes precisamos de estar sozinhos, de descobrir um caminho, de amadurecer um estilo de vida, dar volta à nossa história, deixar o supérfluo e ir ao essencial, rodar os ponteiros do relógio e descobrir um tempo favorável que nos renove, que nos recicle por dentro, que permita projectar e sonhar para onde vamos.
A primeira pegada deste trajecto deixa marcas no solo, estas vão mover a posição dos grãos de areia e consequentemente, nem que seja por breves momentos a fisionomia do solo. Esta pegada pode ser uma porta aberta, um marco que sirva de orientação, para ti. Como peregrina, quero aceitar este desafio, atravessar o deserto, mergulhar na minha própria renovação, deixar as necessidades que o mundo inteiro me cria e procurar eu própria o meu mundo de Bem-Aventuranças. Trocar o verbo ter pelo verbo ser... Tornar-me cada vez mais aquilo que sou, partilhando com o outro um pouco de mim, sem medo de ficar perdida no meu próprio vazio. Criar uma linguagem que me faça compreender, educar o olhar, construir novos sons, guardar o cheiro deste lugar e tocar na sua essência, afastando tudo o que me tira a comunhão, assumindo-me assim como corpo místico que sou.
É essencial que o homem caminhe, que atravesse o deserto, que consiga crescer, exercitando a lógica do dar-se mais, sair de si próprio para amar o outro, trilhar a busca continua do equilíbrio, sempre numa entrega de amor. Não é uma mera travessia, tem uma mistologia, um ensinamento vivido, um desligamento das nossas prisões interiores, restituindo a dignidade, o valor, o sentido.
Reciclar, converter, arrepiar caminho do que nos torna menores e não nos permite ser e dar.
Foi durante quarenta dias que Jesus se recolheu no deserto e foi precisamente neste lugar inóspito que decidiu o seu caminho de Missão. A Quaresma nasce pela necessidade de celebrar a Páscoa, reciclar a alegria de Cristo ressuscitado, centrada na eucaristia, buscando a comunhão. Quando pensamos na Quaresma, e na quantidade de exercícios que ela nos vai exigindo, o tempo de caminhada parece sombrio, mas não é! Existem raios de luz que nos permitem compreender que o importante não é apenas “despejar o saco”, mas enchê-lo daquilo que nos faz falta, tempo para ver o que queremos alterar, sempre com a certeza de queremos viver em Cristo ressuscitado.
01 fevereiro 2008
Intenção Missionária de Fevereiro 2008
18 janeiro 2008
Semana da Unidade pelos Cristãos 2008
O mesmo repetira já o papa João Paulo II à saciedade, ao afirmar o carácter irreversível do caminho ecuménico. O mesmo é-nos reafirmado por Bento XVI e o mesmo foi o sentir dos delegados presentes em Sibiu. Os caminhos aí apontados revelaram as inúmeras possibilidades de construção e de vivência desta unidade no concreto da vida das Igrejas e de cada cristão: empenho social, luta pela integridade da criação, defesa dos direitos humanos, procura de uma civilização mais justa e fraterna, acolhimento do outro na sua diferença e na sua riqueza… Mas este Oitavário remete-nos para o essencial: não há unidade dos cristãos sem reconciliação, e esta é obra do Espírito em nós. Aqui, a oração converte-nos ao desejo que o Espírito grita em nós, abre-nos os horizontes para perceber a urgência da prece de Jesus para que "todos sejam um", cria em nós a capacidade de irmos ao encontro do outro numa atitude de verdade e de bondade. Tradicionalmente, a Semana de oração pela unidade dos cristãos é celebrada de 18 a 25 de Janeiro. Esta data foi proposta em 1908 por Paul Wattson de maneira que elas se realizassem no período entre a festa de São Pedro e a de São Paulo. Assim sendo, esta escolha tem um significado simbólico. No hemisfério Sul, onde o mês de Janeiro é o período das férias de Verão, preferiu-se adoptar uma outra data, por exemplo, uma semana próxima do Pentecostes (sugestão feita pelo movimento Fé e Constituição em 1926), que constitui uma data simbólica para a unidade da Igreja. A passagem bíblica escolhida para a celebração do centésimo aniversário da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é extraída da 1ª Carta aos Tessalonicenses. A exortação “orai sem cessar” (1Tes 5,17) sublinha o papel essencial da oração na vida da comunidade dos fiéis. Pois ela permite aos seus membros aprofundar a sua relação com Cristo e com os demais irmãos na fé. Esta passagem faz parte de uma série de “imperativos” e declarações através das quais Paulo encoraja a comunidade a viver da unidade que Deus nos dá em Cristo, a ser na prática o que ela é em princípio : o Corpo único de Cristo, visivelmente unido num mesmo lugar. Paulo nutria grandes esperanças para a Igreja de Tessalónica: a fé, a esperança e a caridade que não cessavam de crescer nesta cidade, a maneira com que ela havia acolhido a Palavra apesar dos sofrimentos, e a alegria que ela expressava no Espírito Santo, tudo concorria para suscitar sua admiração e seus louvores (1Tes 1,2-10). Todavia ele estava preocupado. A sua saída precipitada não lhe tinha deixado tempo de consolidar a obra que tinha começado e rumores inquietantes chegavam até ele. Certos desafios provinham do exterior, sobretudo a perseguição da comunidade e dos seus membros (1Tes 2,14). Outros eram de natureza interna: alguns membros da comunidade continuavam a ter comportamentos cada vez mais marcados pela cultura ambiente do que pela nova vida em Cristo (4,1-8) ; outros criticavam os responsáveis que exerciam a autoridade e, em consequência o próprio Paulo (cf. 2,3-7,10) ; outros ainda desesperavam-se da sorte reservada aos que morriam antes do regresso de Cristo. Um dos principais objectivos de Paulo era edificar esta comunidade na unidade. Nem mesmo a morte pode cortar os laços que a unem enquanto único corpo de Cristo. Jesus foi morto e ressuscitou por todos. Assim, quando o Senhor voltar, tanto os que já adormeceram quanto os que ainda vivem, «vivamos então unidos a ele» (5,10). Isto conduz Paulo a pronunciar os imperativos que figuram em 1Tes 5,13-18 e formam uma lista de exortações das quais uma parte foi escolhida para servir de base à Semana de oração deste ano. Esta passagem se inicia pela exortação que Paulo dirige aos membros da comunidade : “Vivei em paz entre vós” (5,13b) – paz que não significa simplesmente a ausência de conflitos, mas a harmonia na qual os dons de cada membro da comunidade contribuem à sua prosperidade e crescimento. É interessante notar que Paulo não dá nenhum ensinamento teológico abstracto, nem faz alusão às emoções e aos sentimentos. O apelo “orai sem cessar” (5,17) faz parte desta lista de imperativos. Isto nos lembra que a vida numa comunidade cristã só é possível através de uma vida de oração. Paulo mostra ainda que a oração é parte integrante da vida dos cristãos, precisamente quando eles procuram manifestar a unidade que lhes é dada em Cristo – uma unidade que não se limita aos acordos doutrinais e às declarações oficiais, mas que se exprime em “tudo o que contribui à paz” – através de acções concretas que testemunham a unidade em Cristo, e entre si e que a fazem crescer.05 janeiro 2008
IM - Sábado
Hoje rezo um mistério do terço,
a fim de entregar a Maria
todas as crianças do mundo.
Pedimos-te
um pouco mais de amor
para todas as crianças do mundo;
um olhar de ternura
para esta humanidade,
que teu Filho tanto amou
e por quem deu a própria vida.
Amen.
04 janeiro 2008
IM - Sexta-feira
COMPROMISSO
Hoje aceito, com alegria,
os pequenos sofrimentos
que a vida me apresenta.
Jesus, nosso Salvador,
a cruz, que carregaste por nós,
continha o peso de todos
os sofrimentos do mundo.
Faz que cada criança missionária
saiba caminhar junto a ti,
a fim de partilhar as fadigas,
as dores, as preocupações
dos nossos irmãos grandes
e pequenos.
Torna-nos samaritanos de esperança
neste mundo que ainda não conhece
o teu amor.
Acolhe as dores dos pequenos
e abre à humanidade novos caminhos
de fraternidade, de paz e de acolhimento.
Amen.
02 janeiro 2008
IM - Quarta-feira
Hoje dedico o meu tempo
a qualquer pessoa que está sozinha,
doente ou idosa.
Jesus, irmão universal,
o teu amor pelos pequeninos
é infinito.
Por isso, hoje te confio:
as crianças alegres e as crianças tristes,
as crianças felizes e as angustiadas,
as crianças saciadas e as famintas,
as crianças sadias e as doentes,
as crianças que brincam e as que participam
na guerra,
as crianças que estudam e as que trabalham,
as crianças que obedecem e as teimosas.
Olha com amor as crianças que rezam
e as que não te conhecem,
as crianças da escola e as analfabetas,
as crianças com família unida
e as que sofrem a separação dos pais,
as crianças que vivem numa casa
e as que vivem pelas estradas,
todas as crianças de boa vontade,
que desejam ajudar a construir
um mundo novo.
Amen.









